

Destaques de livros sobre casais e famílias
Casamento Blindado 2.0
Renato e Cristiane Cardoso
Pg 25 – Some-se tudo isso o fluxo constante de mensagens diretas e subliminares em nossas mídias atacando as bases do casamento. Novelas, filmes, revista, blogs, notícias, moda, música, grupos e festas “culturais”... todos os canhões apontados e atirando sem trégua: para que casar? Um pedaço de papel não vai fazer diferença... Pega, mas não se apega... Se não der certo, divorcie e case com outro... Homem e mulher é tudo igual... Não existe amor, amor é fantasia. Casamento é uma prisão... como pode aguentar a mesma pessoa 20, 30, 50 anos? Nah, casamento é coisa do passado...
Pg 27 – Os problemas visíveis são apenas como folhas, galhos e troncos de uma árvore. Já as verdadeiras causas são menos aparentes, difíceis de detectar e entender. Porém, a única razão dos problemas visíveis existirem é a raiz que os alimenta. Se não houvesse raiz, a árvore não existiria.
Quando descobrir a raiz dos problemas no relacionamento, entenderá por que vocês dois fazem o que fazem. A luta contra as folhas e os galhos dos problemas diminuirá – e muito -, bem como será amenizado o ambiente desagradável que costuma se formar entre vocês. A eliminação de apenas uma raiz ruim resultará em muitos problemas solucionados de uma só vez – e de forma permanente! Tal é o poder da mudança de foco. Saber focar a atenção e a energia no verdadeiro problema pode transformar seu casamento, pois tudo, inclusive nosso comportamento, depende de como olhamos, para onde olhamos e como interpretamos o que olhamos.
Pg 29 – O desafio é saber para onde olhar, pois nem sempre a raiz é tão fácil de identificar assim.
Pg 37 – É bem típico dos casais: os opostos se atraem, mas depois que casam, se atracam... enlouquecem um ao outro.
Pg 48 – Infelizmente, muitos casais se dão por conquistados no dia do casamento. Agem como se o esforço de conquistar a outra pessoa tivesse acabado quando partiram para a lua de mel. Pronto, casamos! Fato consumado.
Nós, homens, principalmente costumamos fazer isso. O período que começa com a primeira conversa e vai até a lua de mel é o mais interessante para nossa natureza competitiva. É emocionante saber que ela aceitou sair conosco, ver que está apaixonada e que pensa que somos o máximo... Tudo isso é como se fosse um jogo para nós (mulheres, estamos sendo honestos... é a nossa natureza.) Daí o dia do casamento é como a entrega do troféu.
Quando o campeão recebe o troféu, ele o põe lá em uma estante e aquilo ali vira passado. É assim que muitos de nós, homens, fazemos com nossas esposas depois do casamento. Achamos que o jogo acabou, aquele trabalho todo da conquista já está terminado. Temos até o papel para provar – a certidão de casamento!
Colegas, aqui vai um aviso: o jogo apenas começou! Se pararmos de trabalhar para manter o casamento, perderemos o jogo...
Pg 51 – Quer dizer, não aprendeu a resolver problemas no primeiro casamento, parte para o segundo sem essa habilidade, encontra os mesmos e ainda outros problemas, e continua fracassando no casamento. É de surpreender que o índice de divórcio para quem se casa pela segunda, terceira vez ou mais só vai aumentando?
Pg 63 – A pergunta é: por que os casais, que passam por uma quantidade muito menor de problemas, e ainda se amam, muitas vezes não conseguem vencer os desafios da relação? A resposta é: por que eles têm usado a ferramenta errada para resolver problemas – emoção.
Emoção não é ferramenta para resolver problemas.
Pg 75 – No casamento, para chegar a uma proposta de solução, tenha em mente que a melhor resposta a qualquer problema conjugal sempre será aquela em que os dois saem ganhando. Se um perde, os dois perdem.
Pg 81 – No século 18, quando as construções de prédios altos se tornaram mais comuns, o risco dos edifícios serem atingidos por raios aumentou. Verificava-se que quanto mais alto o prédio, maior o risco. O problema era a causa de vários incêndios e mortes, e ninguém conseguia encontrar uma solução nem entender por que os raios eram atraídos por certos edifícios.
Religiosos desprovidos de conhecimento diziam que os raios eram “setas do juízo de Deus” ou provocados por demônios. Porém, curiosamente, os prédios mais propensos a serem atingidos por raios eram as igrejas, devido às suas altas torres. O tocador de sino geralmente era a primeira vítima... O problema era tão sério que as autoridades aconselhavam a população a buscar refúgio durante tempestades “em qualquer lugar menos dentro ou perto de uma igreja”. Ninguém entendia por que, segundo os religiosos, o Todo-Poderoso estaria alvejando seus próprios templos ou permitindo satanás a fazê-lo – sem contar que em dia de chuva ninguém ia à igreja...
A verdadeira razão, porém, não tinha nada a ver com Deus, nem com o diabo. Benjamin Franklin comprovou, em 1752, que raios transmitiam eletricidade. Partindo desse conhecimento, Franklin inventou o para-raios – uma haste metálica que, se instalada no topo de um prédio e ligada ao solo por um fio condutor, absorvia a carga elétrica do raio e a descarregava na terra, livrando do perigo o edifício e seus ocupantes. Deus agradeceu, e o diabo riu dos religiosos, que ficaram com cara de tacho.
Emoção é uma forma de energia, assim como a eletricidade. Quando os ânimos estão alterados entre o casal, o risco de ‘raios’ aumenta. Se as emoções não forem controladas, resultarão em explosões de temperamentos que podem levar o casamento à destruição. E assim como certos edifícios eram mais propensos a serem atingidos por raios, certas pessoas tem um gênio mais alterado e são mais difíceis de lidar por se deixarem controlar pelas emoções.
Porém, o mau gênio não é boa desculpa, tampouco se pode culpara a Deus ou ao diabo por suas emoções negativas. Todos nós somos sujeitos a emoções, mas também somos dotados de inteligência para controla-las.
Muita atenção: não estamos advogando aqui a repressão das emoções. Ninguém é um robô. O casamento é um dos maiores testes do nosso temperamento. Não é razoável esperar que simplesmente venhamos a ‘engolir sapos’ e mais sapos, sem sofrer algum tipo de diarreia depois. Cedo ou tarde, os sapos terão de sair por algum lugar...
Qual a solução então? Em vez de reprimir as emoções, você deve encontrar outro recipiente para elas que não seja o seu parceiro. Benjamin Franklin descobriu que não era possível evitar os raios, mas era possível redirecioná-los para outro alvo onde não causariam danos. Quer dizer, temos que instalar um para-raios em nosso casamento para descarregar as nossas emoções em outra coisa.
Pg 84 – O recado é: encontre algo para descarregar suas emoções que não seja o seu cônjuge.
Pg 94 – O que faz um relacionamento funcionar é a obediência a certas leis de convivência. Quando Deus criou o homem e a mulher, estabeleceu certas leis que regulam esse relacionamento. Se vocês respeitarem essas leis, serão felizes. Caso contrário, não há ‘alma gêmea’ que aguentará ficar com você.
O negócio com as leis é o seguinte: você as respeita, elas o protegem; você as desrespeita, elas o punem. Se pular de um prédio de dez andares, certamente vai morrer. A lei da gravidade se certificará disso. Se você for a um safari e sair do carro para tirar uma fotinho com um leão, por que ele é tão fofo e parece tão bonzinho, provavelmente vai virar o almoço dele. A lei da selva garante isso. Quer você creia nessas leis ou não, está sujeito a elas. As leis do relacionamento estabelecidas por Deus não são desconhecidas de ninguém. Coisas como perdoar, tratar o outro como também quer ser tratado, ter paciência, servir, ajudar, ouvir, não ser egoísta, falar a verdade, ser fiel, respeitar, ter bons olhos, tirar a trave do próprio olho primeiro, cuidar, agradar etc., são básicas para que haja um relacionamento. Isso é o que as pessoas sabem que devem fazer, mas não fazem. Quebram essas leis e colhem as consequências disso.
Se você obedece às leis do relacionamento, elas o protegem; se você as desobedece, elas o punem. Simples assim.
Pg 112 – Deixe-me esclarecer aqui que uma análise cuidadosa do texto bíblico revelará que Deus não amaldiçoou a Adão e Eva. O texto diz que o Senhor amaldiçoou a Terra e a serpente, mas não o ser humano. É claro que mesmo não tendo sido diretamente amaldiçoados, eles colheram as consequências dessas maldições, às quais me refiro aqui no singular: “a maldição do homem e da mulher”.
Pg 132 – Quando o casal se divorcia é como se dissesse a Deus: “Olha, o Senhor cometeu um erro. Esse negócio de casamento não funciona”.
Pg 133 – Costumamos fazer uma analogia com o purê de batatas, que ilustra muito bem este processo. Antes de se fazer o purê, temos as duas batatas isoladas. Ao cozinha-las e amassá-las no leite, elas se fundem e se transformam em um terceiro elemento: o purê. O purê não é mais nem leite, nem batata... Não tem como separar os dois. É exatamente isso o que Jesus quis dizer com “não são mais dois, mas uma só carne”. O texto citado por Ele está em Gn 2:24: “Portando deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
Pg 145 – Casamento é a união de duas pessoas completamente diferentes, portanto é natural que, apesar do amor, haja momentos em que você não entrem em acordo. Um vai dizer A, o outro vai dizer Z e os dois vão se achar certos. Como resolver essa situação? Só tem uma solução: alguém acima de vocês, estabelecido como o árbitro, o juiz. É a lei dEle, imparcial, que irá decidir.
Pg 146 – Por isso todo esporte tem regras, todo país tem sua Constituição. Você não pode chegar de bermuda no seu trabalho, a menos que seja salva-vidas, é claro. As coisas são organizadas, ou tudo vira bagunça. Por que no casamento seria diferente? Você pode não gostar das regras, mas elas existem para regular os relacionamentos.
Pg 150 – Com certeza, se alguém perguntar, você sempre vai dizer que seu cônjuge é mais importante, mas é na prática que você mostra quem – ou o que – realmente está em primeiro lugar.
O grau de importância de algo ou alguém em sua vida é medido pelo tempo dedicado à ele e pelo que você faz, não pelo que você fala!
Pg 152 – E lembre-se: a imagem que eles terão de seu parceiro será formada, principalmente, por suas palavras a respeito dele ou dela. Pense bem antes de fazer reclamações, desabafos e comentários de cabeça quente, pois a tendência a exagerar e dramatizar é muito grande e você pode se arrepender por ter dito algo que não correspondia exatamente à realidade, mas aos seus sentimentos.
Muitos só falam dos problemas de seus cônjuges. E os parentes, que não têm por eles o mesmo sentimento, começam a ver o recém-chegado como um problema ambulante, já que pouco ouvem de suas qualidades. Analise o que tem saído de sua boca a respeito de seu marido ou de sua esposa, e, a partir de agora, preste mais atenção às qualidades e às coisas boas que ele ou ela faz ou fez. Assim, ficará mais fácil falar bem dele ou dela por aí. Não se esqueça de que você são um.
Pg 181 – É comum o homem ficar chateado por descobrir que a mulher falou algo que ele considera íntimo para outra pessoa. O que ela pode fazer, se o esposo não quer ouvir o que ela tem a dizer? Ela erro, mas... Ele também. Se não encontra ouvidos disponíveis em casa, há grande probabilidade de que ela se abra para ouvidos solícitos na rua. Isso representa um grande perigo. Uma mulher carente, com as necessidades mais básicas negligenciadas, é um alvo fácil para o conhecido ‘cafajeste’ – aquele cara do trabalho, sempre tão simpático e atencioso, que conhece intuitivamente, essas necessidades e tem dado a muitas dessas mulheres casadas o que os maridos não tiram tempo para dar: ouvidos. Sem atenção, essas mulheres caem feito filhotinhos de foca nas mãos do predador.
Pg 184 – O marido tem que aprender a ser amante de sua mulher, olhando para ela além dos defeitos. Se ele fizer isso, a mulher pode ser considerada feia diante dos padrões da sociedade e mesmo assim sentir-se a mais sexy do mundo por causa de como o seu marido a faz se sentir. O homem inteligente faz a mulher se sentir atraente para ele.
Pg 191 – A mulher que não se submete a seu marido acaba castrando-o sem querer. Não é a intenção dela, mas ela o faz um joão-ninguém. Sem respeito, o homem perde a essência masculina. Quando você não lhe cede esse papel no casamento, ele não se sente respeitado e deixa de cumprir o seu papel de homem da casa.
O outro lado da moeda é que a submissão bíblica da mulher presume a liderança bíblica do marido. Quer dizer, a mulher não é ordenada a se submeter a um líder que lhe faça mal, mas a um que se sacrifica e se entrega por ela, que a trata como extensão de si mesmo.
Pg 195 – Um problema comum nos casamentos atuais é o marido anulado, que tira o time de campo. Já que nada que ele fala é respeitado por ela, acaba deixando de opinar e liderar. Se ele discorda ou não de algumas coisas, ela nunca dá ouvidos. Se ela quer fazer algo, não importa o que ele pensa. Então ele assume a seguinte posição diante dela: “Vá em frente, faça o que você quiser. Não importa o que eu acho. Se eu concordar ou discordar, você vai fazer de qualquer jeito, então, vá em frente”. Com relutância e mágoa, ele defere as decisões para ela. A mulher pensa que está ganhando, mas na verdade está castrando o marido. A ironia é que tais mulheres vivem reclamando que os maridos não tomam a iniciativa e não participam. Mulheres, entendam: homem nenhum gosta de entrar em uma situação sabendo que sempre irá perder. Ele simplesmente deixa de participar.
Todo homem carece de admiração, já que suas realizações são muito importantes para ele.
Pg 198 – Não fique esperando que ela ou ele mereça, faça o que você tem que fazer e verá que a outra pessoa acabará se fazendo merecedora.
Pg 202 – O sexo não só fala como também cura muitos males no relacionamento. É cientificamente provado que a atividade sexual age como uma limpeza, uma desintoxicação mental e física no casal. Por isso, quanto menos vocês o fazem, mais distantes se sentem e mais oportunidades dão para que haja problemas entre vocês. Em um casamento sem sexo, qualquer probleminha se multiplica por mil. Por outro lado, é raro um casal ter uma manhã conturbada depois de uma ótima noite na cama... Coisas pequenas são relevadas, pois os dois têm crédito suficiente nas contas emocionais – onde o sexo é moeda forte.
Pg 203 – Já para o homem, sexo é algo bem simples. Para ele sentir vontade, basta ela estar presente. O homem é como se tivesse um único botão de ligar e desligar para fazer sexo. A mulher é como a cabine de um jumbo 787, cheia de botões, que o homem não sabe por onde começar. Pressionou um botão errado, aperte o cinto de segurança e coloque a máscara de oxigênio!
Pesquisadores em Israel conduziram três estudos sobre a relação entre o desejo sexual e a intimidade e concluíram que o nível de desejo sexual feminino aumenta de acordo com o grau de receptividade e sensibilidade que seus parceiros demonstram por elas fora do quarto. Quanto mais se sentiam valorizadas no dia a dia e quanto mais sentiam que o relacionamento era especial, mais atraentes sexualmente seus parceiros pareciam aos seus olhos.
Pg 209 – Estudos indicam que em média o homem leva de dois a três minutos para ejacular depois da penetração. Já a mulher precisa em média de sete a doze minutos para alcançar o orgasmo. Dá para ver o problema?
Portanto, o homem precisa subir a montanha com calma para não chegar ao topo enquanto a mulher ainda estiver colocando as botas.
Pg 214 – A pornografia e a mídia promíscua têm popularizado o sexo anal como algo normal, maravilhoso, que homens e mulheres deveriam experimentar. Uma mistura de ignorância e mentiras promove a falsa ideia de que homens machos o fazem e as mulheres adora. A verdade é que, durante o sexo anal, a mulher não sente nada a não ser dor. E o único prazer que o homem sente é baseado no que aprendeu na pornografia, que se tratar a mulher com brutalidade, ela terá prazer. O ânus não é um órgão sexual. A medicina alerta que sexo anal pode provocar sangramento do ânus e, consequentemente, infecção bacteriana pelas fezes. A incidência de câncer de ânus é muito maior em pessoas que praticam o sexo anal.
Pg 228 – Filhos só passam a se tornar prioridade caso o parceiro se torne abusivo.
Pg 234 – Se vocês realmente querem manter a ideia de ‘meu dinheiro, seu dinheiro’, é melhor ficarem solteiros.
Pg 244 – Não vá para a cama com um problema não resolvido entre vocês. Acreditar que se resolverão mais tarde só fará com que os problemas se agravem. Um estudo descobriu que memórias ruins são mais difíceis de esquecer depois de uma noite de sono. Mas bem antes de isso ser cientificamente comprovado, a Bíblia já aconselhava: Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.
Pg 245 – Você aprende a administrar essa raiva para evitar constrangimentos com os colegas de trabalho. Deve fazer o mesmo com a pessoa amada. Nunca aja com agressividade.
Pg 246 – Atendemos a muitos casais que, ao os contar a discussão que tiveram, usam a seguinte frase: “Desculpa, mas eu tenho que ser sincero e falar o que eu sinto”. Nem sempre o que você sente tem de ser falado. As emoções nos fazem pensar coisas loucas. Muitas vezes o que você sente não é o que você realmente pensa. Se externar algo movido pelo impulso, causará uma ferida da qual seu cônjuge pode não se curar.
Não generalize
Não importa como completaria essas frases: “você nunca...”, “você sempre...”. Ambas causarão problemas. Não use o pincel de uma situação para pintar todo o caráter do seu companheiro. “você sempre faz o que quer, nuca o que eu quero”, “você nunca me ouve”. Esse tipo de afirmação raramente é verdadeira e só serve para aborrecer seu companheiro. Lide com as situações individualmente e resista à tentação de relacionar o problema atual a um problema passado.
Cuidado com as palavras nunca, sempre, nada, tudo e toda vez. São palavras absolutas e não deixam opção. Evite-as.
Pg 249 – E não se esqueça: quando estiverem juntos, estejam realmente juntos. Poucas coisas são piores do que sair com seu cônjuge e ter que dividir a atenção dele com o celular. Se fosse uma reunião com alguém muito importante a quem você respeitasse, certamente não ficaria conferindo o WhatsApp ou Facebook a cada 5 minutos, não é verdade? Seu marido ou sua espoa é alguém muito importante para você, então demonstre essa importância e respeito com atitudes.
Pg 250 – O psicólogo John Gottman, respeitado especialista em relacionamentos, conduziu um estudo que o levou a concluir o seguinte: para cada experiência negativa que o casal tem, são necessárias cinco experiências positivas para compensar. Digamos que o casal tenha tido uma troca de palavras ríspidas que chateou um ao outro. Para nivelar esta situação negativa, terá de praticar cinco ações positivas para zerar a equação. O índice de Gottman nos leva a crer que experiências ruins são cinco vezes mais poderosas do que as boas. É por isso que se o marido faz algo que leva a esposa a perder a confiança, um mês depois ela ainda se lembra do fato. Quanto mais mostrar apreciação, mais impressões positivas acumulará em seu relacionamento. É só usar a matemática.
Pg 253 – Não exponha as fraquezas de seu cônjuge a terceiros.
Pg 256 – Especialistas em comunicação afirmam que mais de 90% da comunicação é não verbal. Note esse número. Mais de 90% Coisas como: comportamento, tom de voz, olhar, expressões faciais e linguagem corporal são responsáveis por quase tudo que transmitimos. Nossas palavras carregam apenas 10% da nossa comunicação para a outra pessoa. Preste atenção em seu dia a dia e verá o quanto essa definição é verdadeira.
Pg 259 – As pessoas lidam de maneira diferente com estresse. Como regra geral, os homens precisam de espaço e as mulheres precisam falar.
Pg 264 – Portanto, uma das melhores coisas que você pode fazer no seu relacionamento é reconhecer quando seu parceiro está estressado e como ele ou ela lida com isso. Então, decida não levar nada para o lado pessoal e não fazer coisas que venham piorar a situação.
Pg 265 – Não posso vestir a Cristiane do problema e ataca-la como se ela fosse o próprio problema. Tenho de saber separar as coisas. Eu odeio o problema, mas continuo amando a Cristiane.
Pg 271 – Vocês estão casados para uma longa jornada – que esta jornada seja estimulante, e não chata.
Pg 285 – Pare, pense e faça uma lista: “Quais coisas eu faço que atrapalham o meu relacionamento?” Seja honesto. Eu sou chato? Eu grito? Fico cobrando? Não dou atenção ao meu marido ou à minha esposa? Sou ciumento? Sou inseguro? Identifique seus erros e trabalhe na mudança.
Destaques de livros sobre casais e famílias
Casamento Blindado
Renato e Cristiane Cardoso
(Dedicatória) - ... a prevenção é melhor que a cura. (em relação a casamentos)
Pg 12 - ... Em alguns países, como os EUA, metade dos casamentos acaba em divórcio. O Brasil está quase lá. O ano de 2010 teve a mais alta taxa de divórcios já registrada: a cada três casamentos, um foi desfeito... Isso mostra que o “amor “ que une as pessoas não tem sido suficiente para manter o casamento.
Pg 13 - ...Há muito mais gente infeliz no casamento por que faz o que é errado do que por ter casado com a pessoa errada.
Pg 25 – Talvez você não possa fazer nada para reverter essa situação mundo (alta taxa de divórcios). Mas no seu mundo, no seu casamento, você pode e deve.
Pg 26 – Mark Zuckerberg, criador do Facebook, já é um dos maiores destruidores de lares na Grã-Brethanha. Segundo estudo divulgado pelo site especializado em divórcios Divorce-online, o Facebook é citado como o motivo de uma em cada três separações no país. Cerca de 1700 dos 5 mil casos mencionaram que mensagens inadequadas para pessoas do sexo oposto e comentários de ex-namorados(as) no Facebook foram causas de problemas no casamento.
Em 2011 a Associação Americana dos Advogados Matrimoniais (American Academy of Matrimonial Lawyers) divulgou que o facebook é citado em um de cada cinco divórcios.
(fala do site de relacionamento entre pessoas casadas e insatisfeitas, que em 6 meses já tinha 300 mil usuários. Cartão não mostra nada suspeito na fatura. Tudo é feito para não deixar vestígios. O slogan do site: “O verdadeiro segredo para um casamento duradouro é a infidelidade.”)
Pg 27 – ... o negócio que mais cresce no mundo, com um faturamento maior do que os de empresas como Google, Aple, Amazon, Netflix, eBay, Microsoft e Yahoo JUNTAS? Pornografia! Em 2006 as rendas (declaradas) desta indústria foram de 97 bilhões de dólares.... o Brasil é o segundo maior produtor desses filmes, atrás apenas dos EUA.
Um estudo reportou que sete em cada 10 homens de 18 a 34 anos visitam sites pornográficos na Internet...
Uma pesquisa entre cristãos nos EUA revelou que 50% dos homens e 20% das mulheres na igreja eram viciados em pornografia.
Pg 32, 33 - Stephen Covey menciona um acontecimento em sua vida que lhe ensinou a importância disso.
Ele conta que um dia estava no metrô, sentado, e calmamente lia o jornal. O vagão não estava cheio, tudo estava calmo, e havia alguns assentos vazios. Na parada em uma das estações, entrou um pai com dois filhos muito travessos e se sentou ao lado dele. Os garotos não paravam. Pulavam, corriam para lá e para cá, falavam alto, e imediatamente tiraram a paz de todas as pessoas no vagão. O pai, sentado e com os olhos fechados, parecia não ligar para o que estava acontecendo. Covey então não resistiu à indiferença do pai e, irritado, virou-se para ele e perguntou por que ele não fazia alguma coisa para controlar os filhos. O pai, parecendo notar a situação pela primeira vez, respondeu: “É verdade, desculpe-me. Saímos agora do hospital onde a mãe deles acabou de falecer. Eu não sei o que fazer e parece que eles também não...” Covey se desculpou e passou a consolar o homem. Imediatamente, toda a sua irritação contra o pai e as crianças desapareceu e deu lugar à empatia.
Mas o que transformou o comportamento do antes irritado Covey? Foi a maneira que ele passou a olhar a situação. Antes da informação dada pelo pai, Covey apenas olhava a cena pelas lentes de seus valores e princípios. “Como pode um pai permitir que os filhos sejam tão mal-educados? Se fossem meus filhos...” Mas depois da informação, sua maneira de ver mudou tudo. Note que não houve alteração nas pessoas: as crianças não pararam de se comportar mal, nem o pai fez nada para controlá-las. Apenas a ótica da situação mudou e, com ela, o comportamento de Covey.
Assim também é no casamento. Julgamos o outro, exigimos que ele mude, pois o vemos pelas lentes de nossas próprias experiências, valores e conceitos. Mas todo esse conflito acontece por que não entendemos nem atentamos para o que realmente está por trás de cada situação. Por isso, uma das primeiras atitudes que você deve tomar para transformar a realidade do seu casamento é mudar a sua ótica – para onde você olha, como olha, e como interpreta o que vê. O desafio é saber para onde olhar, pois nem sempre a raiz é tão fácil de identificar.
Pg 33 – No dia do casamento você só conhece de 10 a 20% da pessoa com quem está se casando – na melhor das hipóteses – e a maior parte do que você conhece é apenas o lado bom. Isso por que a maioria de nós sabe esconder muito bem os próprios defeitos quando está namorando.
Pg 42 – É bem típico dos casais: os opostos se atraem, mas depois que se casa, se atracam... enlouquecem um ao outro.
Pg 46 - Casamentos felizes dão trabalho e não acontecem por acaso. Quando você vê um casal que está junto por muitos anos e vivendo bem, saiba que aquele casamento não é fruto de sorte. Não é porque ‘foram feitos um para o outro’ nem porque ‘combinam bem’. Se olharmos mais de perto, vamos verificar que aquele casal trabalha constantemente na manutenção do casamento... Infelizmente muitos casais se dão por conquistados no dia do casamento. Agem como se o esforço de conquistar a outra pessoa tivesse acabado quando partiram para a lua de mel. Pronto. Casamos. Fato consumado.
Nós, homens, principalmente, costumamos fazer isso. Para nós, o período começa com a primeira conversa e vai até a lua de mel é o mais interessante para a nossa natureza competitiva. É emocionalmente saber que ela aceitou sair conosco, ver que ela está gama e que pensa que somos o máximo... é como um jogo. Daí o dia do casamento é como a entrega do troféu.
Quando o campeão recebe o troféu, ele o põe lá em uma estante e aquilo vira passado. Achamos que o jogo acabou, aquele trabalho todo da conquista já está terminado.
Colegas, aqui vai um aviso: o jogo apenas começou! Se pararmos de trabalhar para manter o casamento, perderemos o jogo...
Pg 48 – A propósito, o que é o divórcio senão uma maneira de fugir dos problemas conjugais que o casal nunca conseguiu resolver?
Pg 49 – Se você quer blindar seu casamento, deve começar com a decisão de se tornar um expert em resolver problemas.
Pg 49 – Uma das coisas que nos intrigou foi descobrir que o índice de divórcios não varia muito entre pessoas de orientação cristã e pessoas não religiosas. A crença em Deus, o autor do casamento, parece não ser suficiente para evitar que uma pessoa se divorcie. Isso é no mínimo curioso, pois se há um grupo que deveria ser mais hábil em manter o casamento, esse grupo é o das pessoas que creem em Deus. Mas por que isso não acontece? Por que a maioria das pessoas não consegue ou não sabe como aplicar seus conhecimentos teóricos sobre amor no dia a dia de seus relacionamentos.
Pg 51 – Você não vai conseguir mudar a outra pessoa. Ninguém muda ninguém. As pessoas só mudam quando elas mesmas decidem mudar.
Pg 51 – É o que muitos casais fazem: preferem ter razão a ser feliz.
Pg 68 – 10 passos para resolver problemas:
1 – Reunir-se e iniciar comunicação imediatamente.
Problema não é como vinho, que melhora com o tempo.
2 – Ouvir.
3 – Perguntar
Uma técnica desenvolvida por profissionais japoneses diz que se você definir um problema e perguntar por que ele está acontecendo, até 5 vezes, você provavelmente vai encontrar a raiz desse problema. Exemplo:
A casa está fria (problema). Por quê?
Por que o sistema de aquecimento está quebrado. Por quê?
Por que não foi feita a manutenção periódica. Por quê?
Por que eu não queria gastar o dinheiro. Por quê?
Por que eu sou pão-duro. (Raiz do problema)
4 – Focar nos fatos
Focar nos fatos é mais uma forma de separar sentimento e razão, separar as emoções do problema.
Fatos são fatos – Informações verificáveis por qualquer observador e independente de opiniões. Este passo é imprescindível para continuar a conversa de forma eficaz e chegar a uma boa solução para o problema.
5 – Explorar ideias
O casal deve ser criativo e se sentir livre para sugerir soluções sem criticar, condenar ou ridicularizar as ideias propostas.
6 – Propor uma solução
A melhor resposta a qualquer problema conjugal sempre será aquela em que os dois saem ganhando.
7 – Concordar com um plano de ação
8 – Definir quem fará o que
9 – Ver se está funcionando
10 – Sim? Continuar. Não? Repetir o processo
Este processo nunca acaba, pois novos problemas vão surgir sempre.
Pg 85 – Em vez de reprimir as emoções, você tem de encontrar outro recipiente para elas que não seja o seu parceiro. Benjamin Franklin descobriu que não era possível evitar os raios, mas era possível redirecioná-los para outro alvo onde não causariam danos. Quer dizer, temos que instalar um para-raios em nosso casamento para descarregar as nossas emoções em outra coisa. (Crie seu para-raios. O que funciona para um pode não funcionar para outro, então você precisa descobrir o seu). Para uns é oração, para outros calar-se, cantar, contar até dez, uma caminhada...
Pg 91 – Somos educados com os de fora, mas dentro de casa somos uma peste.
Entenda uma coisa: a pessoa que você é em casa é quem você realmente é.
Pessoas com síndrome de duas caras costumam se aprofundar ainda mais no erro quando observam o seguinte: em casa, o parceiro está sempre infeliz e vive reclamando do comportamento delas; mas fora, os amigos e colegas todos as apreciam e admiram (por que não conhecem a outra cara). A conclusão a que chegam é: “o problema é meu parceiro. Todo mundo gosta de mim, mas ele/ela não. Tenho que sair deste casamento.
Pg 93 – O Mito da alma gêmea
Uma das coisas que tem ajudado as pessoas a se esquivarem de qualquer responsabilidade pelo sucesso ou fracasso no casamento é o mito da alma gêmea. A ideia é que temos uma alma gêmea, alguém que nos completará e nos fará perfeitamente felizes. Mas de onde surgiu esta ideia? Ela veio da mitologia grega.
De acordo com o mito, o ser humano originalmente tinha quatro braços, quatro pernas, e uma cabeça feita de duas faces. Mas Zeus, o chamado todo-poderoso deus grego, temia o poder dos humanos e os dividiu ao meio, condenando-os a passar o resto de suas vidas procurando pela outra metade, que os completaria.
Pg 97 – A chave para um casamento feliz não é achar a pessoa certa, é fazer as coisas certas
Pg 109 – Uma coisa é seu parceiro lhe falar que você tem que mudar, outra completamente diferente é você descobrir em que você tem que mudar. Um simples ajuste de foco transformou o nosso casamento... então começamos uma competição saudável: quem agrada mais o outro.
Pg 118 – Deus chamou primeiro Adão, e este foi rápido em jogar a culpa em Eva. O Senhor, porém, não comprou a ideia, reforçando que o líder é responsável por tudo o que acontece sob sua responsabilidade.
Pg 119 – É interessante que, como resultado da maldição, homem e mulher foram sujeitados aos elementos de onde saíram, de onde foram criados: o homem ficou sujeito à terra e a mulher ao homem.
Pg 129 – Nunca compare seu marido ou filho com outro homem, nem em sonho... (nem que seja com seu pai ou irmão)
Pg 132 – Nenhum homem é capaz de satisfazer todas as necessidades e expectativas de uma mulher.
Pg 132 – Mulher: não fique cobrando do seu marido o que ele não pode dar. Seu marido não é responsável por lhe fazer feliz, assim como você não é responsável por fazê-lo feliz. Aliás, se você ainda é solteiro e está lendo esse livro em preparação para se casar, mas se julga uma pessoa infeliz, por favor não case! Poupe a outra pessoa de uma vida miserável. Primeiro você tem que resolver as suas infelicidades, se tornar uma pessoa feliz, e aí sim se casar para compartilhar sua felicidade com a outra pessoa.
Pg 134 – Incrível como até coisas tão fúteis como roupa e cabelo deixam transparecer nossas inseguranças.
Pg 135 – Casamento feliz dá trabalho
Pg 139 – Houve uma fusão de nossas personalidades. Costumamos fazer uma analogia com o purê de batatas, que ilustra muito bem este processo. Antes de se fazer o purê, temos as duas batatas isoladas. Ao cozinha-las e amassá-las no leite, elas se fundem e se transformam em um terceiro elemento: o purê. O purê não é mais nem leite, nem batata... Não tem mais como separar os dois. É exatamente isso o que Jesus quis dizer com “não são mais dois, porém uma só carne”.
Pg 140 – “Replicaram-lhe: por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu lhes Jesus: por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Mt 19:7-8
Eis a verdadeira raiz de todos os divórcios e casamentos infelizes: o coração endurecido.
Pg 141 – Orgulho é o concreto dos corações. A pessoa orgulhosa é cega aos seus erros. Em geral, se julga muito humilde e acha que o erro está sempre nos outros. Ela é a vítima incompreendida, tem alergia a admitir suas falhas, e prefere extrair um dente sem anestesia a pedir perdão...
Pg 142 - O casamento parece uma piada de mau gosto de Deus... juntar duas pessoas tão diferentes... Ele nos fez bem diferentes para que possamos nos complementar.
Pg 144 – Entenda isso: você perdeu o direito de pensar apenas em si mesmo quando assinou a certidão de casamento.
Pg 145 – Veja se estas pedras estão em seu coração:
Orgulho, egoísmo, inflexibilidade no seu jeito de ser, sempre defensivo, preso a um ponto de vista, incapaz de perdoar, resiste e/ou nega intimidade física, falta de vontade de mudar, nunca está errado, gosta de receber e não de dar, preso ao passado, tem construído muralhas para que seu parceiro não ultrapasse, não é sincero e oculta sentimentos, costuma focar nos pontos negativos do parceiro, raramente pede desculpas, não se importa com os sentimentos do parceiro, não quer ouvir, tenta impor mudanças ao parceiros, tem uma opinião formada que é a única certa, faz chantagens emocionais, tenta controlar o parceiro, usa “esse é o meu jeito” como uma desculpara para tudo, não reconhece que precisa de ajuda com seus problemas pessoais, usa palavras que magoam, frieza e distância emocional, não consegue se abrir e compartilhar com o parceiro...
Pg 148 - Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei o coração de pedra e vos darei coração de carne. (Ez 36:26)
Pg 148 – Para que Deus possa te ajudar você precisa assumir o seu erro.
Pg 156 – O grau de importância de algo ou alguém em sua vida é medido pelo tempo que você dedica a ele, não pelo que você faz ou fala.
Pg 156 Não confunda Deus com Obra de Deus
Deus diz: cuidem primeiro da sua casa, depois da igreja.
Pg 157 – Suponhamos que seu marido seja agressivo, usuário de drogas, e este comportamento tem gerado risco para toda a família. Neste caso, você e seus filhos – se existirem – se tornam prioridade, pois as atitudes de seu marido fizeram com que ele se tornasse um risco para a segurança da família. Pode ser necessária, nesta situação, uma separação temporária para que ele busque tratamento.
Pg 157 – Primeiro lugar: Deus, Segundo: cônjuge, o terceiro fica para todo o restante da humanidade: filhos, parentes, amigos e etc.
Pg 158 – Antes de reclamar de seus familiares, pare de alimentar a intromissão. Quando leva seus problemas a parentes ou amigos, dá a eles autorização para fazer julgamentos à respeito de seu cônjuge, formar opiniões parciais e tratar sua vida como se fosse a deles. Não se exponha, ou não reclame depois.
Pg 163 – Um dos fatos mais ignorados pelos casais é a diferença dos sexos e como ela afeta o relacionamento. Homens lidam com as mulheres como se elas fossem eles. Mulheres falam com os maridos como se eles fossem mulheres.
Pg 164 - Mas homem e mulher diferem em muitas maneiras. Geneticamente, o 23º par de cromossomos determina a diferença dos sexos. Fisicamente, o corpo masculino e feminino são obviamente distintos. Mas uma das diferenças mais determinantes está nos cérebros dos dois.
O cérebro masculino em média 10% maior do que o feminino e tem 4% de células a mais. Mas antes que você comente um se gabar por ter um cérebro maior que da mulher, saiba que o cérebro feminino tem mais células nervosas e conectoras, o que as possibilita ter um cérebro mais eficiente e eficaz. Isto quer dizer que, de modo geral, homens tendem a realizar tarefas usando o lado esquerdo do cérebro, que é o lado lógico e racional. As mulheres, por sua vez, tendem a usar os dois lados simultaneamente devido à habilidade de transferência de informações mais rápidas entre os lados esquerdo e direito do cérebro. O resultado é que os homens tendem a ser mais focados em coisas, sistemas e em resolver problemas, enquanto como mulheres são mais afinadas com os sentimentos de todos ao seu redor e mais criativas. Estudos sobre isso reconhecem que há exceções, e é possível às vezes um homem ter um cérebro "mais feminino" e vice-versa - o que não tem um ver necessariamente com a sexualidade de cada um, não se preocupe! Apenas significa que há homens que são mais emotivos e mulheres que são mais racionais, mas não são a maioria.
Pg 167 – Uma caixinha para cada coisa.
Uma maneira que Mark Gungor expressa diferenças é minha preferida. Ele explica que o cérebro masculino é como se fosse composto de várias caixinhas. Na cabeça dele há uma caixinha para cada assunto do seu interesse: uma para o carro, uma para o trabalho, uma para você, outra para os filhos, outra para a sogra em algum lugar no porão toda a selada e com um aviso "Perigo! "... E um detalhe muito importante é que estas caixinhas não encostam umas nas outras. Quando o homem quer discutir um assunto, ele tira apenas a caixinha daquele assunto, abre-a, discute apenas o que está dentro daquela caixinha e, quando termina, ele a fecha e coloca no mesmo lugar, com muito cuidado para não tocar uma na outra. E tem mais: muita atenção para esta informação, mulheres! Dentro do cérebro do homem há uma caixinha que a maioria das mulheres desconhecem. Essa caixinha não tem nada dentro. De fato, ela é chamada "caixinha do nada". E de todas elas, essa caixinha é a favorita do homem. Sempre que há uma chance, ele corre para essa caixinha. É por isso que os homens são capazes de se envolver por horas com atividades que exigem praticamente zero de uso do cérebro, como: jogar vídeo games, pescar, ou ficar trocando de canal na frente da TV sem assistir ... nada. Se deixar, quando não estiver trabalhando, totalmente focados em algo, gravitamos automaticamente para uma caixinha do nada. A mulher não consegue entender isso pois não consegue ficar sem pensar em nada. Quando ela vê seu marido calado, amuado, como morto-vivo, ela fica intrigada e não resiste a perguntar: - O que você está pensando? E ele responde, sem expressão: -Nada. - Com certeza você está pensando em alguma coisa. Não é possível que você não esteja pensando no nada. - Estou te falando, não estava pensando em nada - ele insiste, em vão. - Você está mentindo. Você não quer é falar. Por que você não se abre comigo? Todo homem já teve essa conversa e teme o resultado porque sabe que não tem como acabar bem. Não importa o que falar, ela não vai acreditar. Ele não está pensando em nada, ela não crê que isso seja possível. Se inventa que estava pensando em alguma coisa só para satisfazê-la, ela acha que não era aquilo exatamente que ele estava pensando (sem saber que agora ela está certa; ele realmente não estava).
O que ela não entende é quando o homem está estressado, ou simplesmente desligado do trabalho, a maneira de relaxar é correr para a caixinha do nada. Ele quer ficar em paz, sem falar, ficar quieto por alguns instantes. A última coisa que você quer fazer é conversar sobre problemas e frustrações. O homem só conta seus problemas para o outro homem se acreditar que pode ajudar a resolvê-los. Senão ele fica quieto. Já a mulher, quando está estressada, tem que conversar com alguém, não necessariamente porque está procurando um conselho, mas porque, senão a cabeça dela explode.
Pg 167 – Uma bola de fios desencapados
Se o cérebro do homem é feito de caixinhas desconectadas, o cérebro da mulher é como uma bola de fios, um emaranhado de cabos, todos interligados. Tudo está conectado a tudo: o carro está ligado ao trabalho, que está ligado aos filhos, que estão ligados à sua mãe, que está ligado ao vazamento do banheiro ... Tudo está ligado entre si e nada é por acaso. E a energia que corre nesses fios chama-se emoção. É por isso que uma mulher se lembra de tudo, inclusive os detalhes de uma conversa que o homem jura que nunca aconteceu. É que quando você junta um evento com uma emoção, aquilo funciona como um raio laser que imprime a memória no cérebro e a pessoa nunca mais se esquece do fato. O homem também tem essa capacidade, mas na verdade quase não a usa porque na maioria das vezes não está nem aí para os pequenos acontecimentos.
Já a mulher está aí para tudo ...
Quando ela está estressada e precisa de alguém com quem desabafar, o homem equivocadamente acha que tem de resolver os problemas dela. Ela diz:
- Você não sabe o que me aconteceu hoje. A cara de pau da Pâmela levou todo o crédito do trabalho que eu fiz.
- Quem é Pâmela? - questiona o desligado.
- Môr, é minha colega lá no escritório! - diz a ele pela vigésima vez. - Ela vai no patrão, entrega o projeto que passei duas semanas me matando para fazer e que ela só assina, e dá a entender que é tudo que ela fez.
- Ué, você tem que falar com ela que isso não se faz. Ou então dá um jeito de o patrão saber que você participou também. Ou então deixa pra lá, não esquente com isso.
Aqui o marido pensa que está arrebentando, dando um grande conselho para a esposa. Na verdade, ele está fazendo com que ela se sinta uma idiota, como se ela não soubesse o que poderia ser feito naquela situação. O que ela realmente precisa não é de um conselho, mas apenas de um ouvido. Ela precisa falar, porque na mente dela está esse e muitos outros pensamentos e frustrações. E o que o homem precisa fazer no momento e apenas fechar o zíper dos lábios e ouvir. E se ele não tiver essa sabedoria e paciência, ela recorrerá à mãe, a irmã, às amigas, ou pior - ao Ricardão lá do trabalho dela.
Se a mulher entender o cérebro do homem e ele o dela, os dois poderão se ajustar e não irritar um ao outro ou ficar frustrados com a maneira de ser o parceiro.
Pg 183 – As necessidades mais básicas de uma mulher podem ser resumidas em uma frase: ser valorizada e amada: “marido, ame a sua esposa como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela...” Ef 5:25)
O amor dEle é usado como padrão a ser seguido. Um amor marcado por entrega de si mesmo, sacrifício, cuidado e renúncia – não por emoção.
Pg 186 – Se um marido é imaturo, irresponsável e não mostra liderança firme, pode ter certeza: a esposa vai acabar tomando a frente dele, para sua própria sobrevivência...
Pg 186 – Uma mulher carente, com as necessidades mais básicas negligenciadas, é um alvo fácil para o conhecido “cafajeste” – aquele cara do trabalho, sempre tão simpático e atencioso, que conhece, intuitivamente, essas necessidades e tem dado a muitas dessas mulheres casadas o que os maridos não tiram tempo para dar: ouvidos. Sem atenção, essas mulheres caem feito filhotinhos de foca nas mãos do predador.
Pg 188 – “Tenho observado nestes últimos tempos um fenômeno estranho: as mulheres morreram. Creio que houve epidemia entre elas. Depois de Dezembro foram desaparecendo, desaparecendo, e agora não há nenhuma. Vejo, é verdade, pessoas vestidas de saias pelas ruas, mas tenho certeza de que não são mulheres (...) Morreram todas. E aí está explicada a razão por que tenho tanto apego à única sobrevivente.” (Graciliano Ramos, Cartas de amor a Heloísa)
A mulher precisa se sentir única. Ela normalmente já é bem insegura por natureza. A sociedade também contribui com isso bombardeando a sua imagem... comparando-a com: o corpo ideal, o cabelo, a pele, o estilo de roupa, enfim.
Pg 192 – Quando a mulher ama, ela se dá. Aliás, ela adora se doar para as pessoas, sempre pensa em todos, até nas pessoas que não gostam dela. Você, marido, ganha muito com esse jeito feminino de ser, mas cuidado: quando a mulher se cansa de se doar, pode ser tarde demais para você mudar.
Pg 193 – Quando Adão viu Eva pela primeira vez, não resistiu e exclamou: “por essa vale a pena deixar pai e mãe”.
Pg 199 – A necessidade mais básica do homem: respeito.
Pg 208 – A vida sexual saudável é uma das principais ferramentas de blindagem do casamento. E nunca é demais enfatizar isso. A maneira mais rápida de descobrir a saúde do relacionamento do casal é procurar saber como eles estão na cama.
Pg 209 – O sexo não só fala como também cura muitos males no relacionamento. É cientificamente provado que a atividade sexual age como uma limpeza, uma desintoxicação mental e física no casal. Por isso, quanto menos vocês o fazem, mais distantes se sentem e mais oportunidades dão para que haja problemas entre vocês. Em um casamento sem sexo, qualquer probleminha se multiplica por mil.
Pg 210 - Assim é o sexo. É claro que são dois corpos físicos que se envolvem no ato, mas o ato em si é apenas a carne do sanduíche. É o que vai no meio. Porém, antes e depois é onde está o verdadeiro começo e fim do que chamamos um ótimo sexo. O antes e depois é trabalho da mente. Sim, o sexo começa e termina na mente. O ato físico é o veículo de expressão, mas a mente é seu motorista e destino ao mesmo tempo. A mulher geralmente saca isso melhor do que o homem. Sexo para ela está conectado com tudo. Lembra-se dos fios no cérebro feminino? Ela pode ficar excitada por coisas que nunca excitariam um homem, simplesmente porque ela associa tudo com tudo. Por favor, não se espante, marido, se você um dia tirar o lixo para fora de casa sem ela pedir e quando voltar ela está olhando para você como quem quer ir para a cama naquela hora. Não tente entente, apenas aproveite!
Já para o homem, sexo é algo bem simples. Para ele sentir vontade, basta ela estar presente. O homem é como tivesse um único botão de ligar e desligar para fazer sexo. A mulher é como a cabine de um Jumbo 787, cheia de botões, que o homem não sabe por onde começar. Pressionou um botão errado, aperte o cinto de segurança e coloque uma máscara de oxigênio! Por isso, cabe aqui uma coisa especialmente para os homens: Sexo começa do pescoço para cima.
Pg 213 – Estresse é o maior gerador de impotência e frigidez.
Pg 214 – Descubram e explorem um ao outro: ninguém é igual a ninguém. O que uma mulher acha o máximo, a outra detesta, vocês precisam descobrir o que lhes excita.
Pg 216 – Invista nas preliminares... este momento requer grande domínio próprio do homem. Estudos indicam que em média o homem leva de dois a três minutos para ejacular depois da penetração. Já a mulher precisa em média de sete a doze minutos para alcançar orgasmo. Dá para ver o problema?
Pg 219 – (após a quarentena)...O marido tem que entender e diminuir suas expectativas com respeito à esposa nesse sentido. A esposa, porém, não deve deixar isso se tornar uma desculpa. Seu desejo sexual pode ter diminuído, mas o dele segue igual. O bebê precisa de você, mas também precisa de um pai. Não descuide de seu marido.
Pg 221 – As 27 ferramentas
Toda casa precisa de uma caixa de ferramentas para lidar com diversas situações:
1 – Não durma com o problema
2 – O amor nunca fere: administre a raiva. Quando você está com raiva do patrão você não o xinga, mas administra a raiva. Faça isso em casa.
3 – Não generalize: evite coisas como “você nunca...”, “você sempre...”...
4 – Pare de reclamar e comece a orar
5 – Mostre apreciação
O psicólogo John Gottman, respeitado especialista em relacionamentos, conduziu um estudo que o levou a concluir o seguinte: para cada experiência negativa que o casal tem, são necessárias 5 experiências positivas para compensar aquela negativa... isso nos leva a crer que experiências negativas são cinco vezes mais poderosas que as boas.
6 – O que o seu cônjuge pedir vai para o topo da lista: mesmo que sejam coisas bobas, “casais brigam por coisas bobas”. Quando você posterga sempre, ou sempre esquece, é como se dissesse: “Você não é importante para mim.”
7 – Cuide da aparência
8 – Nunca ridicularize seu companheiro
9 – Beba da água Santa: Há uma história de um vilarejo onde as contendas conjugais aumentavam desenfreadamente. Cansada das brigas com o marido, uma esposa vai se aconselhar com o sábio do lugar: "O que devo fazer para acabar com as discussões com meu marido?", Perguntou. O velho sábio lhe deu uma garrafa com água e disse: "Esta água é santa. Toda vez que seu marido começar a discutir beba um pouco, mas é preciso mantê-la na boca por dez minutos antes de engolir. E diga a todos os seus vizinhos e suas amigas com o mesmo problema para fazer igual.”
Se você perceber que o seu companheiro está alterado, segure como pontas e feche o zíper sobre os lábios. Nunca me esqueço de um casal de Singapura, que frequentava a nossa igreja em Londres. No dia em que fizemos uma oração especial por seus cinquenta anos de casados, perguntamos qual teria sido o segredo de uma vida a dois duradoura, e o marido nos respondeu: 'Quando eu estava nervoso, ela se calava. Quando ela estava nervosa, eu me calava. Isso realmente funciona.
10 – Inicie a conversa brandamente
11 – A gaveta dos problemas perpétuos: um lugar em nossa cabeça para guardarmos aqueles problemas no outro que nunca conseguiremos mudar... e não vai adiantar ficar falando, brigando...
12 – Apague os últimos 10 segundos
13 – Não deixe a linguagem corporal cancelar suas palavras: Mais de 90% de nossa comunicação não é verbal!!!
14 – Reconstruir a confiança é trabalho em dupla: Se houve infidelidade, ou quebra de confiança em seu relacionamento, seja você culpado ou vítima, ambos terão de trabalho pesado - e juntos - para reconstruir a confiança. Um erro comum é a pessoa ferida jogar toda a culpa para cima da outra que traiu: "Quem errou foi você, estou desconfiado porque você me deu razão." Ela acredita que o outro, exclusivamente, é quem tem de trabalhar para resgatar a confiança . Sinto dizer, mas não é. Os dois tem que trabalhar nisso. Isso vale para qualquer situação em que haja perda de confiança. Por exemplo, uma mulher gastando o dinheiro que não deveria ter gasto, agora o homem não confia mais nenhum valor na mão dela. No caso de infidelidade, a dor e desconfiança - "será que vai acontecer de novo?" - estarão sempre como fantasma em sua cabeça. O culpado terá de agir diferente para provar que houve, de fato, uma mudança. Não recorde, apenas faça o que tem de ser feito. É o preço por pagar por sua infidelidade. Elimine o telefone secreto, não apague mais mensagens do celular, dê acesso aos e-mails e ao Facebook. Entre as coisas que não pertencem mais à sua realidade estão sair e não falar onde vai, ter momentos do dia em que o outro não sabe com quem ou onde está, segredos, esconder informações da outra pessoas, etc. quando você é transparente, não tem nada a esconder e passa a ser digno de confiança.
Seja transparente em tudo e não reclame. Não vem com uma história de "E a minha privacidade?", Ou "Não estou mais fazendo isso, tem de confiar em mim." Você abriu mão de sua privacidade no dia do casamento. E seu Cônjuge está lhe dando perdão e uma nova chance, é sua transparência que servirá de ponte para a reconstrução da confiança, não são suas promessas. É como o cidadão que comete um crime e é levado ao tribunal. Por ser réu primário, recebe o benefício de responder em liberdade. O juiz dá algumas restrições: não pode viajar, tem de se apresentar mensalmente durante o tempo determinado - mas não o manda para a prisão. A pessoa que cometeu um crime e recebe esse tipo de sentença fica feliz da vida. Ela pensa: "Terei de me comportar, eu reportar algumas vezes, mas pelo menos não estou na cadeia!" Ela aprecia essa chance. Também tenho a chance de criar uma nova chance e uma maneira única de fazer isso é transparente.
Se você foi a vítima, pare de lembrar ao seu cônjuge o que deixou no passado e evite alimentar desconfianças. Não suponha nem tire conclusões precipitadas. Lide com os fatos no presente. Se o parceiro não mudar você pode ter de avisá-lo que não existe a terceira chance, mas enquanto ele ou ela não prova o contrário, não fique retornando ao passado desnecessariamente.
15 – Durma antes do problema: Pessoas lidam de maneira diferente com estresse. Como regra geral, homens precisam de espaço e as mulheres precisam falar. Claro, há exceções.
16 – Ensaie para a próxima vez
17 – Proteja suas noites: Um casal lidou com essa situação concordando em não mais falar sobre problemas depois das 8 da noite.
18 – Resgate seu companheiro(a)
19 – Não faça ataques pessoais
20 – Não projete: se você teve uma experiência ruim no passado, quer tenha sido com seu pai, sua mãe ou em um relacionamento anterior, torna-se muito fácil projetar injustamente as suas inseguranças do passado em seu companheiro...
21 – Entrem em um acordo sobre como educar as crianças: nunca discuta na frente das crianças... Crianças precisam de rotina e disciplina: limites, hora para acordar, para dormir, sentar à mesa para refeições junto com a família, hora de chegar em casa, saber quando falar e quando se calar...
22 – Lembrem-se que vocês estão no mesmo time.
23 – Problemas com dinheiro são problemas com confiança
24 – Não interrompa seu companheiro: não fique pensando no que vai responder antes de terminar de ouvir. Não é uma disputa, você não tem que se defender, nem tem que ganhar a argumentação.
25 – Tenha senso de humor: Vocês estão casados para uma longa jornada. Que esta jornada seja estimulante, não chata.
26 – Certifique-se de que tem toda a atenção dele
27 – Mantenha o romance vivo. Romance: fazer algo fora da rotina, que mostre o seu amor pela outra pessoa. Não precisa ser algo grande, na maioria das vezes o romance está nos detalhes. Seja criativo.
Pg 255 - Um casal completava cinquenta anos de casado e resolveu comemorar. Ao ser perguntado sobre o segredo de permanecer casado por tanto tempo e em harmonia, o marido respondeu: - Sabe o biquinho do pão? É a minha parte favorita. Por cinquenta anos, todas como manhãs, eu tenho dado o biquinho para ela. Respondendo a mesma pergunta, a esposa disse: - Sabe o biquinho do pão? Eu odeio! Mas por cinquenta anos eu tenho aceitado sem reclamar ...
Esta ilustração é muito boa. Em uma palavra: sacrifício. Por cinquenta anos ele abriu mão daquilo que gostava por amor e ela também abriu mão de sua vontade por ele. Pense na fundação de uma casa ou edifício. Ela sustenta aquela estrutura. Assim é o sacrifício no casamento. É o que ninguém enxerga ao olhar o casal, de fora, mas a felicidade deles é o resultado dos sacrifícios que fazem um pelo outro.
Pg 255 - Desde que eu soube este caso, nunca esqueci. Para mim, é um dos melhores exemplos do que é o amor verdadeiro, o amor-sacrifício. Jan Grzebski era um ferroviário polonês. Em 1988 ele sofreu um forte golpe na cabeça enquanto tentava engatar dois vagões de trem e entrou em coma. Jan foi desenganado pelos médicos, que também encontraram um câncer em seu cérebro. Segundo eles, uma recuperação era impossível, e ele não sobreviveria. Gertruda Grzebska, esposa de Jan, ignorou aquela palavra derrotista e decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha. Jan não falava, não andava, não se comunicava de maneira alguma coisa, nem interagia. Todo o relacionamento que possua não existia mais, o marido forte com quem convivia há tantos anos era agora um bebê totalmente dependente de seus cuidados. Ela terminou de criar sozinha os filhos, enquanto se esforçava para manter vivo o marido, que era capaz apenas dos movimentos mais básicos, como respirar, engolir, abrir e fechar os olhos. Ainda assim, ela se revoltava quando alguém sugeria eutanásia (com a desculpa de "interromper o sofrimento"), pois acreditava que o certo era dar a ele uma chance de se recuperar. Todos os dias, Gertruda falava com o esposo como se ele pudesse ouvir, cuidava para que ele não ficasse muito tempo na mesma posição na cama, virando seu corpo para evitar as temidas úlceras por pressão, comuns em pessoas acamadas, que podem levar a pessoa a morte por infecção. Os filhos foram crescendo, se casaram, e lhes deram netos. Gertruda levava o marido para todas as principais festas da família, como se ele pudesse participar delas.
A incansável Gertruda teve sua recompensa em 2007. Depois de dezenove anos em coma, Jan finalmente despertou, aos 65 anos. Os médicos creditaram a recuperação dele à esposa, que optou pelo caminho mais árduo. Jan estava ainda mais ligado a ela, pois se lembrava de que Gertruda esteve ao seu lado quando ele mais precisava. Ela fez o que era certo e melhor para ele, abrindo mão de sua própria vida para cuidar do marido, sem cobrar nada dele por isso. Acreditou, quando nem os médicos acreditaram, esperou, perseverou ... e foi recompensada.
Durante o coma, Gertruda descrevia o esposo como "um cadáver vivo", mesmo assim permaneceu ao seu lado. Não houve sentimento no que ela fez, nem romance, foi puro sacrifício, o verdadeiro amor - mas você consegue pensar em uma atitude mais romântica? A história de amor é mais bonita do que as que envolvem o amor sacrificial. Gertruda recebeu uma merecida medalha de honra ao mérito do presidente polonês, por sua dedicação e sacrifício, tamanha a raridade desse tipo de amor nos dias atuais.
Diante da realidade que Gertruda viveu por dezenove anos, como perguntas são inevitáveis: o que você teria feito no lugar dela? E o que são os problemas que você tem enfrentado no seu casamento? Como desistir de seu cônjuge?
Somente o amor-sacrifício é capaz de vencer tudo. É o amor caro, genuíno. Cuidado com imitações baratas.
Pg 257 – O que é sacrifício? Digamos que está extremamente frio, eu tenho dois casacos, e alguém ao meu lado está tremendo. Eu lhe ofereço um casaco e fico com um. Isso não é sacrificar, é dar. Mas se eu só tenho um casaco e o entrego, estou sacrificando.
Pg 261 – Existe um ditado que diz: guardar mágoa é como tomar veneno de rato e esperar que o rato morra.
Pg 262 – A primeira coisa que você precisa saber sobre perdão é que ele não nasce da vontade de perdoar, mas de uma decisão.
Destaques de livros sobre casais e famílias
Casamento
Claudio Duarte
Casamento é uma sociedade onde o maior investimento é feito no outro sócio. Invista no seu sócio.
Pg 18 – Toda vez que me dizem que já tentaram de tudo eu pergunto: “Tentaram o quê? Procuraram um especialista, consultaram um psicólogo, uma terapia, buscaram algum tipo de aconselhamento pastoral, mudaram suas posturas, leram quais livros sobre o assunto?”. E sempre que faço esta pergunta, percebo que a maioria das pessoas não sabe a diferença entre tentativa e tolerância. Se permitem tolerar alguns erros por anos e depois justificam o divórcio de forma equivocada e sem nenhuma tentativa de solução prévia.
Pg 19 – O casamento é opcional, mas uma vez estabelecido torna-se vitalício.
Na visão humanista, celebramos um contrato e, como todo contrato, pode ser anulado, cancelado ou revogado. Na visão judaico-cristã, além do contrato, firmamos também uma aliança e, neste caso, alianças não podem ser quebradas. O divórcio não é uma opção para os cristãos, exceto em raríssima exceção. Exceção esta que não garante obrigatoriamente o direito do novo matrimônio. É importante que você entenda que o que Deus uniu o homem não separa, ou seja, o seu casamento está sob uma proposta vitalícia aos olhos de Deus
Pg 41 – Precisamos ser maduros para entender que um diálogo iniciado no tempo e no ambiente errado está fadado ao fracasso.
Uma pessoa que não consegue controlar as próprias emoções é como um carro desgovernado. O acidente é inevitável e o prejuízo passa a depender de que tipo de obstáculo este carro irá encontrar pelo caminho.
Pg 42 – Se a proposta é um diálogo construtor de pontes, precisamos estar vigilantes para não começarmos discussões em condições onde as emoções estão desgovernadas.
Pg 44 – Eu tenho descoberto que, em sua maioria, pessoas não estão vivendo ao lado de pessoas erradas, mas em via de regra estão agindo de forma errada ao lado da pessoa certa.
Pg 46 – O passado é uma referência, o presente, uma oportunidade, e o futuro, uma consequência.
Pg 55 – Na vida, você está sujeito a passar por crise financeira, crise no relacionamento. Você só não pode ter uma crise de princípios.
Pg 58 – Quando o que nos une é mais forte do que o que tenta nos separar, nosso casamento está imune ao divórcio.
Pg 61 – É exatamente aí que normalmente nos perdemos quando a proposta é a priorização. É a dificuldade de entender a diferença entre desejável, importante e indispensável.
Pg 63 – Portanto, aqui habita um grande obstáculo do casal: priorizar conjuntamente em um ambiente onde os valores são diferentes.
“Euritocracia”, ou seja, eu mereço tudo primeiro.
Pg 74 – Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor, do que grande tesouro onde há inquietação. Pv 15:16
Pg 79 – Tem gente que veio ao mundo só para testar o nosso 70x7!
Pg 90 – Todavia, já que estamos tratando de tipos de erros, não posso deixar de alertar que existem dois tipos de erros com muito menos subjetividade que o que vimos como admissíveis e inadmissíveis:
1 – O acidental, pontual, sem repetição, um deslize em meio a uma vida de retidão, um acidente de percurso.
2 – O recorrente, feito mais de uma vez, aquele que já virou hábito ou vício.
Pg 99 – O desafio é aproveitar o tempo de deserto para desenvolver um caráter que nos sustente na terra prometida.
A habilidade pode te levar ao topo, mas o caráter o mantém ali (John Wooden)
105 – É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal. Mário Sergio Cortella
Pg 119 – Sexo é vida
O apóstolo Paulo nos ensina em I Co 7:5 que não devemos nos privar um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para nos aplicarmos ao jejum e à oração; mas depois devemos nos juntar outra vez, para que satanás não nos tente pela nossa intemperança. Enfim, sexo precisa fazer parte da vida do casal. Privar-se ou tentar privar o cônjuge desta realidade é uma imprudência que, segundo Paulo neste texto, abre espaço para as armadilhas de satanás. É importante que fiquemos atentos à nossa rotina sexual, ao número e à intensidade de encontros sexuais realizados, à intimidade desenvolvida nestes momentos, ao nível de entrega de ambas as partes, etc. Um olhar mais cuidadoso nesta área pode ajudar muitos casais não apenas a evitar algumas investidas do inimigo, mas também a detectar mais cedo que algumas coisas não estão indo bem no matrimônio, pois a pouca frequência sexual está denunciando algo que precisa ser melhorado.
Pg 122 – Os fins não justificam os meios
Quando o assunto é sexo dentro de uma concepção cristã, é preciso dizer que não vale tudo em nome do prazer. Como falamos diversas vezes neste capítulo, sexo precisa transbordar amor ao próximo (cônjuge) e, principalmente, ser santo. Precisamos estar muito atentos a este ponto. O pecado nunca se revela em sua crueza, ele se apresente disfarçado de prazer e beleza e, uma vez que consegue capturar nossa atenção, nos impulsiona para a prática repetitiva até tornar-se um vício. No sexo não é diferente. Muitos casais se perdem com supostas inovações em nome do prazer e, quando menos percebem, estão inseridos em uma busca desenfreada por algo mais. Mas entre quatro paredes de um lar cristão não vale tudo”. “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hb 13:4)
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (I Co 6:12)
Pg 124 – Tens a conivência ou a cessão contrariada? Teu cônjuge concorda ou está fazendo só para lhe agradar? Ele(a) concorda e aprova ou está fazendo para evitar uma briga e por se dar como vencida? Vale alertar que quando não há conivência é estupro. Se não há concordância, o ato não pode ser praticado.
“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus” I Ts 4:3-5
Pg 137 – Em geral, casais não brigam por terem opiniões diferentes, mas pela tentativa de impor ao outro sua opinião ao invés de buscar um ponto de equilíbrio, um lugar comum em que pessoas que se amam possam conviver mesmo em meio a algumas diferenças.
Pg 145 – Cuidado para não esperar uma reação que nunca lhe foi prometida. Frustração está diretamente relacionada à expectativa. Cuide de suas expectativas para não precisar tratar das frustrações.
Pg 146 – A grande questão é que muitos casais migram da fase de solteiro para a fase de casado, mas apresentam severa dificuldade de abandonar as práticas que só cabem aos solteiros.
Sua rede social precisa entender que você é uma pessoa não disponível. Você não tolera qualquer tipo de brincadeira, postagem, imagem e comentário também neste ambiente.
Não cabe postagens de fotos sensuais, proximidade de estranhos e conversas que expõem você e/ou seu cônjuge.
Não é adequado tolerar conversas que seu cônjuge não pode ver.
Você deve estar atento(a) a curtidas, comentários e aceitações. Se não toleramos um olhar malicioso no dia-a-dia, por que achamos que nosso cônjuge precisa tolerar uma curtida que recebemos na rede social? Se não toleramos uma cantada no dia-a-dia, por que achamos que nosso cônjuge precisa tolerar certos comentários nas nossas redes sociais?
Pg 157 – O camarada fala para a esposa: “Eu não aguento mais, vou jogar tudo para o alto!”
A esposa responde: “Pode jogar, mas depois cata tudo por que você não empregada aqui não!”
Pg 165 – Quando a bomba está armada, com certeza não é tempo de descobrir culpados; é hora de desarma-la.
Pg 171 – Como disse Isaac Newton: “Construímos muros demais e pontes de menos”.
Pg 176 – Quanto maior a pressão externa, maior será a evolução interna.
Pg 183 – “Alice perguntou ao gato Cheshire... Pode me dizer qual caminho eu devo tomar? Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o gato. Eu não sei para onde ir, disse Alice. Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve – reponde o gato. (Trecho de Alice no País das Maravilhas)
Pg 199 – Lembre-se de que, como diz Leonardo Boff, todo ponto de vista é a vista de um ponto. Mostre-se sempre disposto a observar o ponto de vista do outro, porém não se esqueça: Buscar o ponto de vista do outro não significa ignorar sempre o seu.
Pg 207 – Aproveite ao máximo a sua família. Todos nós estamos numa fila invisível da morte em que ninguém sabe o número de sua senha. A qualquer momento alguém chama o 43 e 43 pode ser o seu número.
Pg 211 – Acredito que pequenas mudanças são capazes de contribuir para grandes progressos.
Pg 219 – Pais que não dão assistência perdem a preferência e abrem espaço para a concorrência. E você sabe que concorrência é essa? Os Youtubers, o influencers, a DarkWeb, os amigos, a rua, as séries de televisão e assim por diante.
Pg 222 – O maior investimento que os pais podem fazer na vida de seus filhos é ajuda-los a encontrar sua verdadeira identidade e acreditar nela. Quanto mais cedo isso for feito, menos espaço será dado para que a sociedade na qual ele está inserido lhe apresente ou lhe imponha uma identidade equivocada. Quando o filho descobre sua identidade pelo meio certo, no tempo certo e através da pessoa certa, corre muito menos risco de ceder às investidas do mundo.
Pg 224 – Como disse Charles Swindoll, “um dos sinais indicativos de maturidade é a capacidade de discordar sem se tornar desagradável”.
Pg 239 – É melhor confessar o desejo do que confessar o erro. É melhor compartilhar um sentimento do que administrar um arrependimento. Como falamos em outro capítulo, é melhor ficar vermelho 5 minutos do que amarelo por muito mais tempo.
Pg 241 – Em resumo, se a intenção é aparentemente boa, mas foge do meu propósito, então, diante deste desalinhamento com a minha missão, ela não é boa, pelo menos não para mim.
Pg 244 – Deus já lançou seus erros no mar do esquecimento e jogou fora a vara de pescar.
Alguns livros de nossa lista:
- 75 hábitos dos casais felizes
- 120 minutos para blindar seu casamento
- 104 erros que um casal não pode cometer
- As 5 linguagens de amor dos adolescentes
- As regras de ouro dos casais saudáveis
- Casais inteligentes enriquecem juntos
- Coloque-se no lugar dele, coloque-se no lugar dela
- Como mudar o que mais irrita no casamento
- Em busca do amor no casamento
- Eu amo você; namoro, noivado, casamento e sexo
- Guia de aconselhamento pré-nupcial
- Homens são de Marte, mulheres são de Vênus
- No altar da idolatria sexual
- Novo casamento, novos filhos
- O que não me contaram sobre casamento mas que você precisa saber
- O que os homens dizem, o que as mulheres ouvem
- Preparando-se para o casamento
- Preparando-se para o sexo na terceira idade
- Terapias Cognitivo-Comportamentais para casais e famílias
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DENTRE OUTROS!
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