

Destaques de livros sobre casais e famílias
Sexualidade sem Censura
Pr. Cláudio Duarte
Introdução: Sexo é algo vital o casamento, (...) daí ele ser apontado pelos casais como o terceiro maior motivo de separações. O primeiro é a incompatibilidade de gênios, o segundo, finanças.
Pg 19 – diferenças básicas homem e mulher no quesito sexo: homem é mais motivado pelo que vê, a mulher pelo que ouve, o homem está mais preocupado na quantidade, já a mulher na qualidade.
Pg 25 – Mas também não é por isso que o homem será desleixado, não tomar banho, cortar unhas, cabelo, roupas limpas e adequadas. Não é necessário ser metrossexual, mas desleixado não!
Pg 27 – Precisamos sair da rotina sem surpresas, sem graça. Temos que sair da mesmice.
Pg 34 – É muito importante ter liberdade entre cônjuges. Você poderia afirmar que tem liberdade com seu cônjuge? Você pode se aproximar dele e dizer: “Hoje eu quero fazer um sexo diferente; um ‘sexo selvagem’, uma coisa nova!”. Tem coragem para falar com ele sobre suas preferências sexuais? Pg 37 – (...) algumas mulheres, mesmo sendo casadas há anos com o mesmo homem, não tem liberdade para pedir nada a ele na cama?
Pg 36 – É preciso sair da rotina. Sejamos honestos: quem aguenta sempre a mesma coisa? Não há tesão que resista!
Pg 37 – Ele deveria cair na real e considerar a possibilidade de que sua mulher, se fosse casada com outro homem, mais atencioso e sensível às necessidades dela, poderia ser a pessoa mais feliz do mundo! Contudo, nas mãos do marido que ela tem, é o ser mais infeliz da terra.
Pg 40 – Sexo no casamento é igual ao carnê do baú: tem que estar rigorosamente em dia. Por isso, o apóstolo Paulo, com outras palavras, recomendou que o homem e a mulher casados não se abstivessem um do outro (I Co 7:3)
Pg 53 – Sodomia (I Co 6:10; I Tm 1:10) Coito anal, praticado por héteros ou homossexuais.
Pg 53 – Além disso, observando as recomendações médicas aos praticantes de sexo anal, notei que o principal cuidado deve ser o uso de preservativo. Por que? Por que há alguma coisa errada com essa prática. Se a pessoa tem que usar algo para se proteger, isso é prejudicial à saúde dela. E se é prejudicial, não é lícito e não convém. Deus não respalda.
"O ânus é uma parte do corpo potencialmente contaminada por micro-organismos que podem levar a infecções"...
(...) A prática de sexo anal provoca fissuras...
"As bactérias que existem no intestino e não causam doença naquele órgão, podem, ao entrarem em contato com a uretra, causar infecção urinária. Ainda que não haja doenças sexualmente transmissíveis no receptivo e no ativo da relação, essas bactérias parasitas do intestino, nas vias urinárias, são muito agressivas", explica o Dr. Afonso.
Pg 61 – Homens e mulheres se comunicam de maneira diferente, com vocabulários distintos: “você nunca me leva para sair”, é o mesmo que “recentemente você não me levou para sair”.
Pg 65 – Perdoar implica ‘esquecer’ e seguir em frente, como se o ofensor nunca tivesse errado antes. É lançar aquela memória ruim no mar do esquecimento e não mergulhar lá de novo para dar uma olhadinha de vez em quando e jogar na cara do outro a sua falha quando este o desagrada.
Pg 66 – Mulher tem TPM. Só a TPM produz cerca de 150 sintomas diferentes. Você se casou com uma bomba relógio!
Pg 67 – Algumas mulheres só ficam bem uns 5 dias por mês.
Pg 68 – Uma mulher precisa de 6 mil palavras por dia para se comunicar. O homem de 3 mil. O homem sai para trabalhar e gasta as três mil dele na rua. Quando ele chega em casa, se encontra com a mulher que não se comunicou com ninguém durante o dia e está doida para falar, sente-se obrigado a ouvir as seis mil palavras dela; tudo o que o homem não quer fazer.
Pg 70 – Contudo, existem aqueles marido pães-duros que não querem investir nada. Eles não liberam “verba” nem para a esposa comprar um esmalte para pinar as unhas, cortar os cabelos, comprar um vestidinho novo de vez em quando. Quem aguenta isso muito tempo? E eles ainda querem uma “amante” linda e apaixonada na cama?
Pg 72 – (...) é imprescindível, antes de você se casar, saber primeiro como é a família do seu cônjuge, por que pelo resto de sua vida você terá de conviver com ela.
Pg 72 – (...) homem e mulher, antes de casar e constituir família, devem deixar pai e mãe. Esse deixar é em todos os aspectos: emocional, financeiro e geográfico.
Pg 80 – “Antigamente, a prática homossexual era proibida. Depois, foi tolerada. Hoje é aceita. Eu vou embora antes que passe a ser obrigatória” Arnaldo Jabor
Pg 95 – Entre os dez principais motivos apontados pelos cônjuges que pensam em divorciar-se ou já se divorciaram, estão: a incompatibilidade de gênios, a má administração financeira ou as crises financeiras prolongadas, a falta de intimidade conjugal, a infidelidade conjugal, as crises da meia-idade, a falta de diálogo ou a má comunicação entre os cônjuges, a indefinição dos papeis do homem e da mulher no casamento, o individualismo exacerbado de um dos cônjuges ou de ambos, as interferências externas à relação, a violência doméstica.
Pg 104 – Então na hora de escolher alguém como cônjuge, tome cuidado! Analise tudo. Repare até na maneira como ele lida com finanças. Veja se é um dizimista e paga suas contas em dia, ou se é egoísta, avarento e mau pagador. Preste atenção ao modo como ele administra o que recebe, se gasta com o que é essencial em vez de com coisas supérfluas, pois o descontrole das finanças é outro problema que tem levado muitos casamentos à crise e à dissolução.
Pg 114 – Casais rivais: “Todo reino dividido contra si mesmo é devastado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mt 12:25)
Pg 116 – Por que para o homem a traição sempre foi algo terrível? Há duas palavras que até hoje não podem existir no vocabulário de um homem: chifre e impotência.
Pg 119 – (...) aprendemos que a prosperidade está atrelada a três (eu diria quatro) princípios: o trabalho (II Ts 3:10), a boa administração (Is 55:2) e a generosidade (e fidelidade: Ml 3:10-11).
Destaques de livros sobre casais e famílias
Terapias Cognitivo-Comportamentais para Casais e Famílias
Bruno Luiz Avelino Cardoso e Kelly Paim
Pg.33 – TCC teve seu apogeu nos anos 1970;
Pg.42 – O sofrimento causado pelos desajustes conjugais contribui para inúmeros transtornos emocionais, sendo os mais comuns os quadros depressivos e de ansiedade (Epstein, 1985; Epstein & Schlesinger, 1995; Whisman, 1999), bem como enfermidades físicas e laborais (Snyder & Halford, 2012). Por outro lado, nada oferece mais conforto em momentos de vulnerabilidade do que sentir-se amado (Johnson, 2012a).;
Pg.43 – Cognições e Comportamentos
A terapia Cognitivo-Comportamental com casais abarca processos circulares que envolvem fatores cognitivos, afetivos e comportamentais (Dattilio, 2006). Fatores como intercâmbios comportamentais negativos e comunicação distorcida constituem-se como barreiras para a resolução e problemas da vida, gerando danos ao relacionamento amoroso. Juntos a esses fatores comportamentais somam-se os fatores cognitivos (Dattilio, 2011). Baucom e Epstein (1990) identificaram cinco tipos de cognições que contribuem para o funcionamento e tendem a interferir na satisfação conjugal, sendo eles:
- suposições: Crenças sobre as características gerais do parceiro e sobre as interações conjugais. Por exemplo: “Não se pode confiar nos homens”, ou “amor não dura”.
- Percepções: Maneira como se percebe o parceiro na dinâmica da interação. Em casais clínicos, geralmente as percepções são distorcidas e determinam a forma como lidam um com o outro. Por exemplo: no caso de Josie e Fábio, este a percebia como demasiado exigente e emocional, o que fazia com que não considerasse suas manifestações.
- Expectativas: Previsões do que vai acontecer. Caso as expectativas quanto ao parceiro sejam altas, fixam padrões de expectativa negativos quando não satisfeitas que podem funcionar como “profecias autorrealizadoras”. Por exemplo: “Ele vai me atormentar novamente, não tem jeito”.
- Atribuições: Inferências sobre os motivos das ações do parceiro, responsabilizando-o pelos acontecimentos. Casais clínicos fazem atribuições de forma maciça sobre o outro ser o culpado pelo conflito. Por exemplo: concluir que o parceiro não ama ou não se interessa pelo relacionamento por que não lhe enviou nenhuma mensagem ao longo do dia.
- Padrões: Crenças sobre características que os relacionamentos devem ter, ou seja, sobre o relacionamento ideal. Casais em conflito ficam muito aborrecidos quando os padrões não são atingidos. Por exemplo: “Em um verdadeiro relacionamento amoroso, os parceiros devem compartilhar tudo um com o outro” ou ao contrário, “Deve-se manter ao máximo a privacidade”.
Pg.45,46 – A necessidade do laço afetivo
A teoria do apego de Bowlby (1979) demonstra que a necessidade de ter um relacionamento íntimo está cunhada em nossa genética. Fomos programados para identificar pessoas que se tornarão fundamentais em nossas vidas. “A necessidade começa no útero e termina quando morremos” (Levine & Heller, 2013, p. 22).
Resumo: ...o apego tem quatro características distintas que se apresentam no comportamento em relação a uma figura de apego: procurar e manter proximidade física (manutenção da proximidade), buscar ajuda ou conforto (porto seguro), sofrer com separações prolongadas (sofrimento de separação) e utilizar uma figura de apego como base de segurança para o envolvimento em atividades sem apego (base segura).
Johnson (2012a) chama de “feridas de apego” o processo que ocorre quando um parceiro frustra estas expectativas...
Pg.47 – Doss, Simpson e Christensen (2004), em uma pesquisa com 147 casais questionados sobre os motivos que os levaram à terapia, identificaram que as razões mais comuns eram comunicação problemática e a falta de afeto.
Pg.50 – Na dinâmica do relacionamento, muitas vezes, o que era visto como diferenças entre os parceiros podem passar a ser vivido como incompatibilidades (Christensen, Doss, & Jacobson, 2014). Os autores identificam três tipos de reações negativas ante as incompatibilidades: a coerção, a difamação e a polarização:
Nas atitudes de coerção, como manejo das incompatibilidades, o parceiro imprime condutas que sejam aversivas ao outro com o objetivo de conseguir o que deseja. Por exemplo: um se fecha toda vez que o outro não se mostra disponível e colaborador na tentativa de que, com essa atitude, o outro mude seu comportamento, mas, via de regra, o que se vê é uma reatividade ante a essa manifestação. Este processo de coerção através da implementação de um estímulo aversivo (se fechar e fazer cara feia) vai se consolidando e contribui para formar um padrão de interação complementar problemática, onde ambos participam para sua manutenção – um silencia e o outro briga e grita.
As atribuições mútuas (difamação) quanto à responsabilidade pelo mal-estar vivido no relacionamento é o passo seguinte ao processo de coerção. Cada um acha que o outro é o culpado devido ao seu comportamento ‘errante’, por exemplo: exagerado(a), impulsivo(a), acomodado(a). As interações se dão sob a forma de críticas, desmerecimentos e acusações.
A polarização é o processo que se instala na sequência. Diante desse cenário, invariavelmente, cada um atua de forma a se defender, fechando um circuito de interações negativas. Posicionam-se de forma acirrada e, com a manutenção dessa dinâmica, acabam por se perceberem de um jeito pior do que são na realidade. Entram em uma batalha de ataque e defesa, não havendo espaço para atitudes que agradariam o outro.
Para interromper esse circuito e construir outro padrão de interação, o primeiro passo seria dar visibilidade a esse intercâmbio de condutas que vem mantendo o estresse conjugal e, a partir disso, construir caminhos, para mudanças em equilíbrio com os processos de aceitação. A IBTC identifica o processo de aceitação como a chave para obter bons resultados nas terapias de casal.
Pg.55 – Onde tudo começou: A escolha do Parceiro
A relação conjugal se define a partir de uma escolha mútua subjetiva. Os aspectos identificados no outro, que constituem a motivação para a formação de casal, integram as expectativas quanto ao relacionamento e quanto às demandas individuais trazidas das relações primárias. Então, a escolha do cônjuge não se dá ao acaso. Ela é precisa e se ancora em profundas raízes da vida da pessoa; é direcionada para satisfazer demandas pessoais, tanto conscientes como não conscientes, para confirmar crenças quanto a si e quanto ao mundo e para reeditar interações conflitivas vivenciadas no passado, oferecendo uma possibilidade de resolução ou a manutenção do conflito (Scribel, Sana & Benedetto, 2007).
Pg.55 – Dentre as distorções cognitivas, a abstração seletiva, minimizações e magnificações podem ter grande influência na escolha, ou seja, se coloca foco naquilo que se quer ver, enquanto outras partes ficam no escuro, Porém, tudo estava lá desde o início, os temperamentos distintos de cada um, o que gostavam e o que gerava tensão. Escolheram-se de forma livre, sem pressões e ambos percebiam as diferenças, mas elas não eram vistas como perigosas. Como isso aconteceu? É possível que, com o passar do tempo, as questões e tensões do dia a dia os levaram a focalizar excessivamente os aspectos problemáticos.
Pg.56 – As expectativas Irrealistas: missão impossível
Muitas crenças irreais a respeito dos relacionamentos amorosos são construídas a partir dos contextos familiar e cultural. Os contos de fada seguem fascinando as pessoas. Velhos mitos sobre relacionamentos ainda permanecem: “o parceiro perfeito”, “você me completa”, “Amor eterno” (Harris, 2009).
Pg.57,58 – Lidar com diferenças é inerente a todo o tipo de interação humana... É bastante comum chegarem com a crença de que diferenças são ameaças que podem inviabilizar o casamento.
Na tentativa de manter o mito, os cônjuges podem direcionar seus esforços para mudar o parceiro ou acreditar que aquele não é o parceiro certo... Como citado anteriormente, Christensen, Doss e Jacobson (2014), no modelo IBTC, referem-se à aceitação das diferenças como fundamental fator para a construção do bem-estar conjugal. Colocar ênfase na aceitação encerraria a luta interminável de casais na busca de razões, de quem está certo e quem está errado, de quem é o culpado. As intervenções terapêuticas se dirigem a ajudar o casal a compreender o quanto é ineficaz o esforço para mudar o parceiro. Ao contrário, o caminho é mudar a si mesmo e também realinhar, em parâmetros reais, as expectativas quanto ao parceiro e quanto ao casamento.
Pg.64 – A comunicação emocional foi amplamente estudada por Marshall (2006) com o intuito de gerenciar conflitos em diferentes âmbitos. O autor identifica a suspensão do julgamento do outro como a chave da comunicação emocional assertiva. Para tanto, é preciso focar na descrição 0bjetiva dos fatos e comunicar sentimentos na primeira pessoa. Por exemplo: “eu me senti triste quando percebi que você não estava ao meu lado naquele momento” em vez de “você nunca está a meu lado quando preciso”.
Pg.72 – A bagagem de privações de necessidades emocionais fundamentais para o desenvolvimento humano, experienciadas no passado, é trazida para as relações amorosas adultas (Paim, 2016; Scribel, Sana, & Benedetto, 2007; Young, 2012).
Pg.81 – A forma pela qual as pessoas se ligam umas às outras e vivem a relação conjugal é extremamente influenciada por aquilo que cada um experienciou quando criança com sua figura de apego, de tal forma que a relação de apego na infância é considerada o protótipo para o estabelecimento do vínculo conjugal (Scribel, Sana, & Benedetto, 2007).
Assim, as necessidades emocionais que não foram supridas são trazidas para a relação, na esperança de que o parceiro afetivo as satisfaça. Tal fato leva os membros do casal a criarem expectativas irreais e exigências exageradas sobre o relacionamento, potencialmente fazendo com que avaliem a interação de maneira extremamente negativa (“a história da minha vida”) quando insatisfeitos.
Pg.93 – ...a terapia de casal vem ganhando notoriedade e um crescente reconhecimento no campo da saúde mental. Certamente, um dos fatores que contribuem para isso é que se compreende melhor o quanto os conflitos conjugais e familiares, intensos e/ou prolongados, podem causar danos no sistema imunológico e hormonal e na funcionalidade das pessoas envolvidas (Gottman, 1995).
Pg.100 – Doenças psiquiátricas severas, violência e/ou uso de substâncias graves, casais em processo de divórcio são exemplos de casos não compatíveis com a proposta do modelo de criar laços seguros na relação.
Pg.120 - ...o espaço da terapia de casal tem como foco a reorganização da dinâmica interacional daquele casal a partir da revisão de seus acordos.
Pg.123 – O Manual de Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, o DSM-5 (APA, 2013), identifica que, para categorizar uma queixa sexual como disfunção, o problema deve ocorrer há pelo menos seis meses. A queixa pode ser primária, ou seja, estar presente na vida do indivíduo desde sempre, ou ter sido adquirida após determinado evento – nesse caso, é importante entender o contexto de aquisição. Além disso, é importante em que circunstâncias esta ocorre – se, por exemplo, ela se dá em todas situações e com diferentes parceiros ou em momentos particulares e com um parceiro específico. Outro aspecto relevante a considerar é o grau de sofrimento pessoal e conjugal.
Pg.132 – Compartilhar preferências sexuais é um elemento fundamental da satisfação sexual em casais comprometidos há um longo tempo e a falta de conhecimento sobre as preferências do parceiro está associada à manutenção das disfunções sexuais (
Rehman, Rellini, & Fallis, 2011). Um estudo recente com 104 casais heterossexuais mostrou que compartilhar as preferências sexuais com o parceiro aumenta o entendimento do companheiro sobre tais preferências, resultando em um jogo sexual mais recompensador, aumentando a satisfação sexual daquele que compartilha (MacNeil, & Byers, 2009).
Frequentemente, mesmo após anos de casamento e a construção de uma identidade comum, os casais não conversam tão abertamente sobre sexo com o outro quanto o fazem sobre outros assuntos. Abrir o baú da própria sexualidade para o parceiro parece impossível, desnecessário, inimaginável e constrangedor para muitos casais. Particularmente questões relacionadas a desejo, fantasias e preferências sexuais são raramente abordadas de uma forma direta, podendo ser inferidas e hipotetizadas pelo parceiro a partir da convivência. Se o parceiro não conhece as necessidades sexuais do outro, como pode satisfazê-las? Temos, assim, um caminho aberto para os desajustes sexuais e os conflitos de casal e um terreno infértil para o desejo sexual.
Pg.134 – De acordo com Walsh (1995), no modelo coevolutivo do ciclo vital, ao longo de toda a trajetória comum, os termos da relação precisam ser constantemente renegociados e adaptados, de forma a melhor satisfazer os parceiros naquele determinado contexto.
Pg.135 – Na medida em que o relacionamento avança, o efeito da novidade decai, a saúde física tende a se deteriorar e o sistema sexual passa a precisar de mais estímulos para atingir o mesmo padrão de funcionamento que na juventude alcançava com pouco ou nenhum estímulo, a regra de ouro é erotizar ainda mais.
Pg.136 – Ao falarmos de erotização, a ideia é aumentar a troca erótica do casal. Isso ocorre em nível comportamental, ou seja, o que eles efetivamente fazem durante a relação em seu repertório sexual. Ao trabalhar isso com o casal, a ideia é trazer carga erótica não só para os momentos da relação, mas para momentos não sexuais.
Pg.148 – Identificação das distorções cognitivas
Um dos focos no tratamento de famílias são as percepções distorcidas que cada membro apresenta sobre o outro. A seguir citam-se algumas das principais distorções cognitivas que frequentemente estão presentes em problemas de relacionamentos, conforme apontadas por Epstein e Baucom (2002):
Atenção seletiva: Quando o indivíduo apresenta tendência a perceber apenas alguns aspectos dos eventos que ocorrem nos relacionamentos e negligencia outros. Por exemplo: a esposa analisa somente o comportamento do seu esposo e desconsidera o seu discurso.
Atribuições: Quando o indivíduo faz inferências sobre as causas que têm influenciado os comportamentos de um parceiro. Por exemplo: o esposo acha que a esposa tem enviado mais mensagens para ele com o intuito de controla-lo.
Expectativas: Quando o indivíduo faz previsões sobre a probabilidade de que eventos particulares venham a ocorrer no relacionamento. Por exemplo: o filho acha que se falar a verdade para o seu pai, ele vai brigar e deixa-lo de castigo.
Padrões: Quando o indivíduo possui crenças sobre os aspectos que as pessoas e os relacionamentos ‘devem’ ter. Por exemplo: “entre família não se pode ter nenhum tipo de segredo”.
Suposições: Quando o indivíduo possui crenças sobre os aspectos gerais das pessoas e dos relacionamentos. Por exemplo: a esposa acha que o esposo, por ser o homem da casa, não pode se emocionar”.
Pg.170 – Quando um casal vai à terapia, cada membro tem relatórios complexos da mudança do outro. Geralmente, há muita expectativa de como o outro deveria ser, conflitos e dor em torno das suas visões diferentes sobre o problema. As pessoas se escolhem por que têm fortes atrativos e alguns desses se relacionam a compatibilidades (p. ex.: ambos têm um senso de humor específico que os faz rir juntos), outros, por serem características valorizadas (p. ex.: beleza física, inteligência, status social). A probabilidade dos parceiros se esforçarem para lidar com suas incompatibilidades está diretamente relacionada com o nível dessas “atrações”. Quanto maior, mais motivação para tolerar as incompatibilidades (Jacobson & Christensen, 1996).
Pg.174 - ...o terapeuta pode fazer perguntas como “de que forma você contribui para os problemas do seu relacionamento?” e “Quais são algumas das mudanças que você precisa fazer para sua relação melhorar?” (Jacobson & Christensen, 1996).
Pg.182 – É comum o relacionamento desgastar com o tempo devido às atribulações da vida e há um equívoco cultural que propõe que um bom relacionamento não necessita de esforço.
Pg. 211 – É importante novamente ressaltar que é dever de todos comunicar às autoridades competentes diante de qualquer suspeita de situações de violência. Ainda que esta revelação ou suspeita surja no contexto de atendimento clínico, o psicólogo tem obrigação de efetuar a notificação, mesmo que tal ato resulte na quebra do sigilo profissional.
Pg.218 – Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE, 2017) indicaram que, na pesquisa Estatística do Registro Civil, em 2007, a média de duração de um casamento poderia ser estimada em 17 anos; já em 2017, 10 anos depois, essa média caiu para 14 anos. A pesquisa mostra que entre 2016 e 2017 as uniões registradas diminuíram em 2,3% e o número de divórcios aumentou em 8,3%. Esse é o segundo ano consecutivo em que houve diminuição de casamentos e aumento no número de divórcios. Esses dados denotam a importância de se desenvolverem estudos que avaliem de forma mais ampla a demanda de casais que buscam ajuda psicológica.
Bramlett e Mosher (2002) atestaram, em sua pesquisa, que 43% dos casais se divorciaram nos primeiros 15 anos do casamento e tendem a maior fracasso no segundo casamento. Alguns fatores de risco que podem desestabilizar a relação ao ponto de levar ao rompimento do casamento, de acordo com Cerveny e Dietrich (2008) são: casamento precoce, gravidez pré-conjugal, frequência de divórcio na família, baixo nível socioeconômico, acentuada diferença entre os cônjuges quanto ao nível de escolaridade, crença religiosa e idade...
Markman et al. (2010) também apontam que a comunicação negativa é um dos fatores de risco mais fortes tanto para o conflito quanto para o divórcio.
Pg.223 – Distorções Cognitivas aplicadas ao contexto conjugal e familiar:
1. Catastrofização. Pensar que o pior de uma situação acontecerá, sem levar em conta desfechos alternativos. Por exemplo: “Não vou suportar a separação, será o fim da minha vida!”; “Se meu filho não conseguir passar no vestibular isso será um fracasso em nossa família”.
2. Raciocínio emocional. Pensar que algo é verdade, pois está sentindo algo a respeito. Por exemplo: “Estou com a sensação que meu marido não está mais interessado em mim”; “Eu sinto que meus familiares não gostam de mim!”
3. Pensamento tudo-ou-nada. Ver a situação sobre duas situações mutuamente excludentes. Por exemplo: “Ou eu faço algo perfeito ou nem vale a pena tentar!”; “Nossa família não consegue ser bem-sucedida em nada que se propõe a fazer”.
4. Desqualificação do positivo. Desvalorizar os aspectos positivos e qualidades da experiência. Por exemplo: “Minha esposa só sabe reclamar”; O filho se saiu bem em uma prova, mas o pai diz: “Ah, ele tirou nota boa, mas todos da sala devem ter tirado. Não vale a pena parabenizar!”
5. Minimização ou maximização. Características em relação a si mesmo ou aos outros são diminuídas e os aspectos negativos são maximizados. Por exemplo: Quando o marido após um tempo desempregado conta à esposa que conseguiu um trabalho, ela pensa: “Ele conseguiu este emprego, mas não quer dizer que ele vai conseguir ser competente”; “Minha filha não se esforçou o suficiente para passar nesse concurso”.
6. Personalização. Assumir uma culpa e se autorresponsabilizar, sem olhar para todos os aspectos da situação ou pessoas envolvidas. Por exemplo: “Meu casamento acabou por minha culpa”; “Meu filho está deprimido porque não sou um bom pai”.
7. Abstração seletiva. Focar em aspectos seletivos de uma situação (visão em túnel). Por exemplo: “Ninguém daquela festa é verdadeiro!”; “Nossa festa de natal estava muito ruim esse ano, pois minha mãe não pôde vir”.
8. Hipergeneralização. Perceber eventos como um padrão universal. Por exemplo: “Eu não sou um bom namorado, sempre faço as coisas erradas”. Os pais não deixam o adolescente sair um final de semana e este diz: “Vocês nunca me deixam fazer nada”.
9. Adivinhação. Fazer previsões do futuro e ter expectativas negativas sobre os fatos. Por exemplo: O esposo ao convidar a esposa para sair, pensa: “Vai dar tudo errado se eu sair hoje à noite”. A mãe diz diante da filha que se atrasa para chegar em casa, pensa: “Ela está escondendo alguma coisa”.
10. Imperativos. Presença de uso contínuo de “deveria”, “tenho que”. Demandas feitas a si mesmo ou aos outros em termos de como as coisas deveriam ocorrer. Por exemplo: “Eu não deveria ter ido mal naquela prova, tenho que ser mais inteligente”. O marido diante do silêncio da esposa tem como crença-regra: “Ela deveria me dar mais atenção”.
11. Leitura mental. Pensar que sabe o que as outras pessoas estão pensando. Por exemplo: “Minha esposa/Meu marido acha que não sou um/a bom/a pai/mãe”; “Meu filho acha que não estou percebendo o que ele pensa”.
12. Vitimização. Responsabilizar os outros por seus sentimentos, assumindo postura de vítima. Por exemplo: “Procuro fazer tudo pela minha esposa e ela não reconhece”; “Ninguém me entende aqui nessa família, por isso vou fugir de casa”.
13. Rotulação. Colocar em si mesmo ou nos outros um rótulo global e rígido. Por exemplo: “Sou um idiota”; “Meu pai é sempre autoritário”
14. Questionalização (E se?). Focar naquilo que poderia ter sido. Por exemplo: “Se eu tivesse escolhido outra pessoa, não estaria tendo problemas agora”; “Se eu não tivesse tido filhos, poderia ter uma outra profissão”.
Pg.227 – Gottman (1994) aponta que um aspecto importante que precia ser observado pelos terapeutas são os chamados “marcadores do divórcio”. Trata-se de características consistentes dos casais com dificuldades que fornecem um prognóstico rumo à dissolução iminente do relacionamento, expressas de comportamentos específicos negativos denominada de “os 4 cavaleiros do apocalipse”. São elas: crítica, menosprezo, atitude defensiva e obstrução. Quanto mais essas estratégias acontecem, maiores as dificuldades para que o relacionamento conjugal flua.
Pg.243 – A terapia cognitivo-comportamental (TCC) surgiu na década de 1960, idealizada por Aaron T. Beck. Este modelo de psicoterapia foi desenvolvido com o objetivo de atuar com o foco no presente, visando a solução de problemas e a modificação de pensamentos e crenças desadaptativas.
Pg.250 – A história pessoal anterior à união (p. ex.: relacionamentos anteriores) pode servir de comparação à relação atual, ativando esse sistema de crenças e trazendo estressores que possivelmente atrapalhem o relacionamento. Um cônjuge pode pensar “minha parceira vai me abandonar a qualquer momento”, por que já foi abandonado um dia em outro relacionamento (histórico prévio) e isso se tornar um importante elemento de desgaste da relação (consequência) (Dattilio, 2011; Cardoso & Neufeld, 2018).
Pg.251 – Estratégias de enfrentamento
Outro componente a ser levantado na conceitualização cognitiva de casais são as estratégias de enfrentamento que cada parceiro utiliza na relação. Conseguir expressar de modo assertivo as emoções e os comportamentos que estão sendo fonte de estresse para o casal envolve algumas habilidades importantes. Entre elas, destacam-se:
A – o uso de componentes não verbais e paralinguísticos (NV&P) apropriados;
B – Autoconsciência e autocontrole (esse último envolvendo, por exemplo, escolher o momento adequado para procurar relatar o conflito ao parceiro ou esperar a raiva diminuir para explicar o que estava pensando);
C – A capacidade para resolução de problemas, que envolve delinear o elemento que iniciou o conflito, propor estratégias de resolução;
D – negociações;
E – escuta atenta ao outro;
F – expressão de afeto constante;
G – Validação emocional ao parceiro;
H – confiança;
I – perdão, entre outras estratégias (Cardoso, 2019; 2018; Cardoso & Del Prette, 2017; Dattilio, 2011; Gottman & Silver, 2015).
Pg.276 – As respostas para os problemas não estão no terapeuta, esse é apenas um facilitador do processo, mas no próprio casal que precisará identificar os seus recursos e resgatar comportamentos que podem ter sido esquecidos no decorrer dos anos no relacionamento conjugal.
Pg.286 – Entende-se que tais atitudes e comportamentos podem favorecer os terapeutas de casais a ficarem mais alertas e sensíveis a outras condições que são fundamentais para o sucesso do atendimento. Entre elas, destacam-se:
- ter postura imparcial em relação ao casal, isto é, não tomar partido de nenhum dos parceiros;
- distribuir igualitariamente o foco entre parceiros durante a sessão, mantendo a atenção fluida e constante;
- validar o sentimento de ambos os parceiros e trabalhar em prol da solução de problemas conjugais;
- não atribuir valores e julgamentos pessoais às dificuldades do casal
- Observar a interação entre o casal e o exame do estado mental dos cônjuges, tais como a coerência no discurso, aparência, humor, cognição, consciência, orientação, entre outros,
- permanecer sensível aos recursos do casal e utilizá-los para alcance das metas terapêuticas, e;
- estar atento a adesão ao processo terapêutico e as dificuldades apresentadas pelo casal. Também é importante que o terapeuta esteja atento aos próprios esquemas cognitivos que foram ativados no atendimento ou na supervisão. Quanto mais o terapeuta conhece seu funcionamento, maior possibilidade de entender esse impacto na sua percepção sobre o casal que está sendo atendido e de permitir mudanças na sua atuação (Barletta, Delabrida et al., 2011; Piccoloto & Piccoloto, 2014).
Pg.298 – Inicialmente, compreende-se por habilidades sociais um conjunto de “comportamentos sociais, valorizados pela cultura ou subcultura nas interações com outras pessoas, que podem contribuir para competência social” (). Trata-se de desempenhos situacionais-específicos aprendidos durante a história de vida do indivíduo.
... indicam um portfólio de dez classe dessas habilidades que são relevantes no ciclo vital: comunicação, civilidade, fazer e manter amizade, empatia, assertividade, expressar solidariedade, manejar conflitos e resolver problemas interpessoais, expressar afeto e intimidade (namoro, sexo), coordenar grupo, falar em público.
Pg.301 – O conjunto dos comportamentos apresentados no Quadro 11.1 constitui um dos requisitos da competência social aplicada aos relacionamentos conjugais, porém esse requisito, ainda que necessário, não é suficiente...
Para atingir esses critérios, além de um repertório variado, elaborado e pertinente das habilidades sociais conjugais, os indivíduos em uma relação conjugal precisam de requisitos adicionais (Cardoso, 2018b), como:
- Aplicar valores de convivência à elação (p. ex.: justiça, respeito, equidade, paz, perdão persistência, honestidade, otimismo, responsabilidade, humildade, flexibilidade, dignidade, solidariedade);
- ter conhecimento sobre o outro (p. ex.: preferências, aspirações ideais, planos, sonhos de vida gostos, amigos), sobre as situações e demandas que envolvem a relação (p. ex.: ativadores de estresse, contexto em que a relação se insere, culturas familiares de cada um);
- autoconhecimento pertinente à conjugalidade (p.ex.: identificar os seus próprios recursos cognitivos, emocionais e comportamentais); e
- automonitoria nas interações com o cônjuge (como detalhado no Quadro 11.1).
Pg.321 – Segundo o modelo norte-americano... as famílias atravessam seis estágios do ciclo vital: o início da vida adulta; a constituição do novo casal; o tornar-se pais de filhos pequenos; a fase dos filhos adolescentes; a saída dos filhos de casa e o início do envelhecimento dos pais; e o estágio tardio da vida. Este modelo considera o divórcio e recasamento como processos de interrupção do ciclo familiar e retomada de ciclos anteriores. Para cada um dessas etapas, determinados fatores estressores são esperados, pois são inerentes do desenvolvimento da família.
Pg.328 – ... pois há fortes evidências do risco de suicídio aumentado em adolescentes com inconformidade de gênero e em indivíduos de orientação sexual não heterossexual, sendo a não aceitação (especialmente dos componentes do sistema familiar) um dos elementos mais fortemente relacionados a este conflito (Fontes).
Pg.329 – Expandindo o processo para além do espaço terapêutico, a indicação de material para leitura é também um recurso para o processo psicoeducativo (Beck,2013). Cabe destacar que, quando realizamos este movimento, é recomendável que na sessão seguinte ocupe-se um tempo para avaliarmos como cada um entendeu o que foi lido, assim conseguiremos conquistar um entendimento melhor dos fatos.
Pg.330 – Um recurso aplicado ao atendimento de casais, em uma etapa inicial, é chamado Resgate dos dias de Carinho (Hawton, 1997). No início do relacionamento afetivo é muito provável que as pessoas estivessem se conectando com a emoção paixão instalada. Ao longo da construção do relacionamento afetivo, devido às novas exigências, o casal pode cometer o erro de priorizar as dificuldades e se descuidar das manifestações afetivas. Beck (1995) refere que um dos principais erros dos casais é ingressar em um relacionamento com a crença de que o amor ocorre espontaneamente e permanecerá desta forma para sempre, sem a necessidade de realizar novas negociações.
De fato, a experiência clínica, infelizmente, tende a confirmar a presença dessa crença irracional na maioria dos casais. O recurso indicado nessas situações é apresentar ao casal questionamentos sobre o processo inicial do relacionamento, como por exemplo: o que fez vocês se escolherem? O que mais lhe chamou atenção nele/nela? Quais eram as características afetivas e como demonstravam uma ao outro? Quais locais costumavam frequentar quando namoravam? A partir dessas respostas, o terapeuta poderá indicar uma atividade que possibilite ao casal se conectar e promover o resgate dessas emoções. Pode-se propor, por exemplo, que voltem a um local onde costumavam frequentar quando na fase do namoro (um bar, parque, restaurante) e prescrever que, novamente neste local, possam revisitar as emoções agradáveis que apresentavam na época.
Pg.334 - A terapia cognitiva desenvolve a ideia de que aquilo que sentimos ou de como nos comportamos não é desencadeado pela situação em si, e sim pela forma como pensamos diante de determinado evento (Beck, 2013).
Pg.352 – Barkley (2013) descreve quatorze princípios para criar uma criança com diagnóstico de TDAH, que podem ser incorporados em qualquer rotina familiar e funcionam como lembretes diários para que os pais sigam em direção a uma educação mais assertiva frente as dificuldades do dia a dia. Os 14 princípios são:
1 – Dê respostas e resultados mais imediatos a seu filho...
2 – Dê respostas mais frequentes a seu filho...
3 – Utilize resultados mais potentes e abrangentes...
4 – Utilize incentivos antes de punir...
5 – Exteriorize tempo e pontes de tempo quando necessário...
6 – Exteriorize a informação importante no ponto de performance...
7 – Exteriorize a fonte de motivação no ponto de performance...
8 – Torne mais físico o pensar e a resolução de problemas...
9 – Lute por consistência...
10 – Não fale muito, aja...
11 – Planeje-se com antecedência para situações problemáticas...
12 – Mantenha uma perspectiva da dificuldade...
13 – Não personalize os problemas ou transtornos do seu filho...
14 – Pratique o perdão...
Pg.377 – Embora os resultados a respeito dos efeitos das transições familiares sejam pouco conclusivos, há um relativo consenso de que tanto a separação conjugal quanto o recasamento são eventos estressantes que atingem, geralmente de forma negativa, todas as pessoas da família, especialmente nos primeiros anos após a dissolução conjugal ou após a formação de uma nova união marital. Assim, a questão central, mas também controversa, que se coloca em relação à separação e ao recasamento é a extensão, a duração e a severidade dos efeitos desses eventos na vida dos pais e dos filhos.
Pg.421 – Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que pessoas não heterossexuais que viviam em estados nos quais o casamento entre pessoas do mesmo sexo era proibido tinham prevalência aumentada em 36,6% para qualquer transtorno de humor, 248,2% para transtorno de ansiedade generalizada, 41,9% para transtorno por abuso de álcool e 36.3% para qualquer comorbidade psiquiátrica. Os mesmo índices não foram encontrados na população heterossexual, nem em casais não heterossexuais que viviam em estados sem repressão legal ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Pg.424 – Há pesquisas que apontam que a expectativa de vida de pessoas LGBT é reduzida em ambientes explicitamente contrários à diversidade sexual e de gênero, colocando essa população em risco para mortes por homicídio e doenças cardiovasculares. Jovens LGBT que experimentam estigma relacionado à sexualidade estão mais propensos a tentativas de suicídio. Mulheres lésbicas estão sujeitas à objetificação e automonitoramento persistentes, podendo ocasionar risco para transtornos alimentares. Os níveis de depressão, ansiedade e abuso de substâncias entre pessoas não heterossexuais são mais elevados do que na população heterossexual.
Em relação a casais não heterossexuais, podem enfrentar uma série de agravantes relacionados a viverem em ambientes hostis e não validantes em relação à orientação sexual, como conflitos religiosos, rejeição das famílias nucleares, maior nível de estresse e preconceito internalizado mais elevado. A falta de apoio familiar é recorrente e pode aumentar o nível de sofrimento psicológico nesses casais. Isso muitas vezes está diretamente associado ao estresse de minoria, fenômeno que será descrito na próxima subseção.
Pg.433 – É importante que psicoterapeutas tenham clara a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual, que são conceitos clinicamente distintos, embora relacionados.
A identidade de gênero se refere à percepção interna que a pessoa tem sobre si com base nas referências culturais de gênero presentes em cada contexto; uma pessoa pode se identificar como homem, mulher ou outra categoria fora desse espectro binário.
A orientação sexual diz respeito ao desejo sexual/afetivo; uma pessoa pode se identificar como heterossexual (atração pelo sexo oposto), homossexual (e seu correlatos gay/lésbica; atração pelo mesmo sexo), bissexual (atração por ambos os sexos), assexual (ausência não patológica de atração e/ou desejo sexual circunscrito a contextos específicos), entre outras categorias.
Pg.436 – Deve-se tomar especial cuidado para não rotular ou estereotipar as relações não heterossexuais. Os critérios de identificação (se o casal se considera “gay”, “lésbico”, ou “homossexual”, por exemplo) devem sempre respeitar a perspectiva das/os clientes. É importante que psicoterapeutas tomem cuidado para não basear suas intervenções em clichês e pressuposições. Por exemplo, é muito comum que nos contextos formativos se discuta a respeito de “casais homoafetivos”. A noção de homoafetividade é imprecisa e carregada de cunho moralista; atrela as sexualidades não heterossexuais ao amor romântico, criando um quadro de “regulamentação” da subjetividade, mesmo que implicitamente, e diminui a ampla gama de diversidade que compõe a expressão dessas sexualidades. Logo, o termo “homoafetivo” só deve ser usado quando trazido pelas/os clientes.
Pg.444 – Destarte, fica evidente o interesse dos adotantes por crianças ainda bem pequenas. Por conta disso, a adoção de crianças acima dos 3 anos de idade é considerada tardia. Tal escolha pode ser justificada, segundo Puretz e Luiz (2007), pela ideia da construção de um vínculo afetivo mais profundo, de uma melhor adaptação e possibilidade de acompanhamento em as fases de seu desenvolvimento, criando assim, uma maior proximidade da ideia de parentalidade consanguínea. Uma outra possibilidade é o desejo dos pais por adoção em vivenciar a etapa de desenvolvimento inicial da criança, na qual podem fazer a higiene do bebê, trocar fraldas, alimentá-lo, acolhê-lo no meio da noite, entre outros momentos.
Pg.451 – Conforme o ECA (Brasil, 1990), “podem adotar os maiores de 18 anos, independente do estado civil” (art. 42). Ainda, conforme o $3º do mesmo art., “o adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando”. Quanto aso casais, o ECA dispões no Art. 42, $ 2º:
Para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família. $ 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e efetividade com aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão.
O ECA não faz qualquer menção no sentido de proibir casais de pessoas de mesmo sexo de adotarem, nem mesmo faz qualquer referência no seu art. 42 sobre a orientação sexual do adotante.
Pg.452 – A lei 13.509 de 2017 (Brasil, 2017), que trouxe alterações na legislação sobre adoção, dispõe em seu art. 46 que “a adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias”.
Pg.453 – O modelo visto em filmes e/ou novelas de pessoas indo até os abrigos, escolher um filho é atualmente inexistente, partindo do pressuposto de que a adoção não busca um filho perfeito para a família, mas sim a melhor família para o adotando, nos termos da lei.
... Passado o momento de aproximação, a criança ou adolescente passa a morar com a família e é expedida a guarda provisória, as visitas pela equipe técnica continuam acontecendo, até que saia a sentença definitiva de adoção e um novo registo, agora com os nomes dos pais por adoção, seja lavrado. A adoração é medida excepcional e irrevogável (ECA, art. 39, $ 1º) e atribui condição de filhos ao adotado, com os mesmo direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com os pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. Isto é, não haverá mais a possibilidade de o adotando deixar de ser filho e o mesmo gozará de todos os direitos e deveres de um filho biológico.
Pg.468 – Nesse sentido, “gênero” se refere a um conjunto de aspectos, englobando comportamentos, atitudes, expectativas, valores e estereótipos que são associados a papeis de homens e mulheres, podendo variar conforme a cultura e o momento histórico.
Pg.483 – Especificamente sobre o gênero dos cônjuges Villa e Del Prette (2013) identificaram que as habilidades dos maridos mais fortemente correlacionadas com a satisfação conjugal das esposas foram: conversação assertiva, expressividade/empatia (ambos relacionadas a comportamentos como lembrar o outro sobre acordos, fazer perguntas, expressar discordância, desculpar-se, expressar apoio, conversar, agradecer, elogiar e expressar bem-estar), e autoafirmação assertiva (relacionada a expressão em situações potencialmente estressantes). Já a satisfação dos esposos esteve correlacionada com a presença de habilidades das mulheres com quem eram casados referentes a autocontrole (relacionadas a capacidade de controlar a si mesmo em situações de conflito) e expressividade/empatia. Esses resultados se assemelharam àqueles encontrados por Fonseca e Carvalho (2016), os quais evidenciaram a importância da empatia e da assertividade, especialmente da primeira, para a satisfação conjugal.
Pg.539 – O abuso sexual infantil é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública devido a sua ocorrência frequente (OMS, 2016).
Pg.540 – O abuso sexual ocorre na maioria dos casos no ambiente familiar, em especial nas relações mais próximas da criança, e as notificações indicam que meninas (18%) são mais frequentemente vítimas do que os meninos (7,6%).
... As consequências do abuso podem ser muitas e variadas, as dificuldades estão relacionadas à cognição (Transtorno do Estresse Pós-Traumático, dificuldades de aprendizagem), desempenho escolar (baixa no rendimento escolar, dificuldades em prestar atenção às aulas e assimilar conteúdos), desenvolvimento socioemocional (déficit em habilidades sociais, retração social, comportamentos antissociais, isolamento, linguagem e regulação de afeto (indisponibilidade afetiva e de vínculos). A literatura aponta que o abuso sexual infantil é um dos principais causadores de transtornos no desenvolvimento de crianças, podendo destacar: depressão, ansiedade, transtornos alimentares, dissociação, déficit de atenção e transtorno de estresse pós-traumático. Tais consequências podem durar até a vida adulta e dependem de fatores como a proximidade e quantidade de agressores, a topografia do ato (tipo de abuso), a duração, a frequência e o apoio dado à vítima.
Pg.558 – As participantes atribuíram aos dispositivos tecnológicos (celulares e computadores) como os responsáveis mais constantes de interrupções nos momentos a dois. Com o passar do tempo, as consequências advindas destes comportamentos envolvendo os casais mostraram um significativo desapontamento por parte dos cônjuges e evidências de sintomas depressivos.
Pg.559 – “Sentimos que ficamos ausentes por pouco tempo, quando, na verdade, perdemos a noção do tempo gasto, desagradando nossos parceiros, que sentem exatamente o contrário: que ficamos ausentes por tempo demais”, e, com a atenção voltada para os eletrônicos, podemos passar a impressão de que a pessoa que se encontra ao nosso lado não teria tanta importância, o que poderia desencadear sentimentos de abandono, desconsideração e de mal-estar.
Estar atento para estas situações são requisitos básicos para que o convívio entre os casais seja satisfatório e os momentos a dois possam ser de prazer e não de conflitos. Diante deste cenário, os vínculos afetivos na chamada sociedade moderna têm se configura como motivo de sofrimento, angústia e ciúme diante da facilidade de investigação que o mundo virtual propicia.
Pg.561 – No ciberespaço não temos, amo menos até o momento, canais olfativos, táteis e, muitas vezes, nem auditivos ou visuais para auxiliar nesta tarefa. Na privação de tais informações, ao menos parcial, temos a tendência natural de projetar e inferir o dado faltante, ou seja, acabamos instintivamente por “preencher as lacunas” não reveladas da personalidade dessa pessoa através das informações que muitas vezes se baseiam em nossos próprios anseios, sonhos e esperanças.
Pg.562 – Em uma pesquisa comissionada pela Intel, realizada por Harris Interactive (2008), 2119 adultos norte-americanos foram questionados se eles estariam mais dispostos a abri mão de sexo ou do acesso à internet por duas semanas. 46% das mulheres e 30% dos homens disseram que prefeririam abster-se de sexo em vez de perder sua conexão com a internet. No entanto, os participantes que optaram pela internet, ao invés de sexo, estavam, de certa forma, escolhendo “o melhor de ambos os mundos”, uma vez que para muitos estar online não significa necessariamente abstenção de sexo, mesmo que o sexo virtual possa não vir a evoluir para o contato físico na esfera real, ele tem potencial de se tornar muito prazeroso.
Pg.567 – Abreu (2016), ao fazer referência a um estudo publicado no Sexual Addiction & Compulsivity, indica que esse “revelou que esposas de homens com alto padrão de infidelidade, quando confrontadas pelos eventos de deslealdade de seus parceiros, experimentaram sintomas de estresse semelhantes aos vividos por indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático”.
Pg.568 – A virtualidade possibilita ao indivíduo expor uma falsa identidade, gerando no outro a expectativa de ser o par perfeito, diferentemente do mundo real, onde a comunicação é direta e a possibilidade de se esconder é quase inexistente. Os laços amorosos que se constroem no mundo virtual podem ser tão fortes quanto aqueles da vida real. No entanto, dado o fato de que o “anonimato” pode encobrir a identidade real dos pares e alguns mais vulneráveis emocionalmente podem ser presos pela ilusão de um relacionamento perfeito e se afastarem da interação com os outros do mundo físico.
Pg.569 – A infidelidade virtual pode causar danos morais ao parceiro/a traído e poderá render indenização, caso haja abalo moral, exposição e humilhação. As provas digitais podem ser usadas, desde que obtidas legalmente. Cópias de mensagens gravadas e disponíveis num comutador de uso familiar onde o acesso é liberado a todos os membros da família, por exemplo, comprovam a existência de infidelidade virtual e, neste caso, não se configura invasão de privacidade e nem em violação de sigilo, as provas são consideradas lícitas.
Destaques de livros sobre casais e famílias
Uma nova chance
Gary Chapman
Pg. 12 - Um sábio antigo disse que “a jornada de mil quilômetros começa com um passo”.
Pg. 26 – Não podemos determinar nossas emoções, mas podemos escolher nossa atitudes e ações.
Pg 30 – Toda nossa sociedade foi profundamente infectada pela “neurose do descarte”. Quando você não estiver mais satisfeito com aquilo, jogue fora. Não importa se é um carro ou um cônjuge. Não é surpresa que nossos filhos sejam inseguros. Não é surpresa que haja tão pouca confiança no casamento. A palavra do outro parece não trazer segurança.
Pg. 31 – Mais da metade daqueles que se casam com novos amantes terminarão se divorciando outra vez.
O divórcio não leva a uma felicidade maior ou a mais satisfação para o casal ou seus filhos. De fato, os resultados prejudiciais do divórcio acompanham o casal e seus filhos por toda vida.
Pg. 32 – Quase sempre alguma falha no casamento se desenvolveu durante um período anterior ao início do caso.
Pg 36 – “Nada é mais convidativo para uma mulher do que o sentimento de que aquela pessoa a compreende. Quando alguém a entender de uma maneira que o velho maridão não entende, cuidado”, destacou uma mulher que conheço
Pg. 39 – Como Judy Bodmer descobriu, você pode não conseguir mudar seu cônjuge, mas pode mudar a si mesmo.
Pg 56 – Se as palavras de Jesus em Mateus 7 fossem aplicadas ao seu casamento, elas seriam assim: “Por que você se preocupa com o cisco no olho de seu cônjuge enquanto há um tronco em seu próprio olho? [...] Primeiro, livre-se do tronco em seu olho; então você verá o suficiente para tirar o cisco do olho de seu cônjuge”
Nossa tendência natural é tentar colocar a culpa em nosso cônjuge e pensar lá no fundo do coração que, se nosso cônjuge mudasse, nosso casamento seria restaurado. Jesus disse, porém que devemos começar olhando para nós mesmo, para nossos próprios pecados. Quer esse pecado seja grande quer pequeno, é o único pecado que podemos confessar. Se confessarmos nossos próprios erros, estaremos mais bem equipados para ajudar com os erros de nosso cônjuge.
Pg 58 – O perdão é a promessa de Deus de que Ele não mais se lembrará de nossos pecados. Podemos ainda nos sentir horríveis ao refletir sobre o que fizemos ou deixamos de fazer, mas nossos sentimentos não têm nada a ver com o perdão de Deus. Não devemos permitir que esses sentimentos nos derrotem. Quando sentimentos de culpa retornarem após a confissão, simplesmente dizemos: “Obrigado, Pai, por meus pecados terem sido perdoados e por tu não te lembrares mais deles. Ajuda-me a perdoar a mim mesmo”. Perdoar a si mesmo é também uma promessa. Você promete não se punir mais pelos erros do passado. Tal punição não produz nada positivo, mas impede que você obtenha o máximo do seu futuro.
Pg. 63 – Os salmos formavam o hinário dos judeus.
Pg. 63 – Frequentar uma igreja não significa que somos perfeitos. Significa que estamos buscando crescimento.
Pg 70 – algum tempo atrás, li a história de uma mulher que foi a um conselheiro conjugal e confidenciou que queria se divorciar do marido.
- Quero machucá-lo da pior maneira possível – disse ela.
- O que você sugere?
O conselheiro respondeu:
- Comece a banhá-lo de elogios. Quando ele pensar que você o ama de maneira devotada, dê entrada nos papéis de divórcio. É dessa maneira que você vai machucar mais.
Ela voltou a vê-lo dali a dois meses para relatar que havia seguido seu conselho.
- Ótimo – disse o conselheiro. – Agora é hora de dar entrada nos papéis do divórcio.
- Divórcio? – gritou a mulher. – Nunca! Eu me apaixonei por aquele cara!
O que aconteceu? Ela havia começado a expressar amor por ele usando elogios. Com o passar do tempo, ele começou a se sentir amado e expressar amor por ela.
Sim, emoções ardorosas podem renascer.
Pg 82 – Vamos deixar claro: certas coisas não são permitidas em um casamento. Quando o abuso físico, a infidelidade sexual, o abuso sexual de crianças, o alcoolismo ou o vício em drogas persistem em um casamento, é hora de tomar uma atitude amorosa. O fato é que uma pessoa não está amando quando aceita tal comportamento como modo de vida. O amor está sempre preocupado com o bem-estar da outra pessoa.
Pg 88 – Algumas coisas não são permitidas em um casamento. O amor se dispõe a traçar uma linha e se recusa a aceitar o comportamento como normal. O amor severo pode não levar à reconciliação, mas é uma ação responsável e amorosa.
Pg. 90 – Abuso ignorado só tende a crescer. É melhor estabelecer os limites firmes do amor severo agora do que mais tarde. Mais tarde pode ser muito tarde.
Pg 100 – Mais uma vez, não espere perfeição naqueles com que você se encontrar na igreja. Você pode até mesmo encontrar pessoas na igreja que tentarão tirar proveito de você. A igreja não verifica na entrada o caráter de todos aqueles que frequentam suas atividades. Como Jesus disse, o trigo e o joio crescem juntos até a época da colheita (Mt 13:24-30)
Pg 119 – Aplique ao seu casamento a regra de ouro de todos os relacionamentos humanos: “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam”. (Mt 7:12)
Pg 129 – Se você ceder a cada desejo de seu filho, em breve será servo dele e ele crescerá esperando que os outros o sirvam. O problema do “complexo de rei’” (o sentimento de quem espera que todo mundo o sirva) é que não há muitas vagas para reis em nossa sociedade. O pai que cria um ‘rei’ está criando um desajustado.
Pg 133 – Mas não ande depressa demais. A maioria dos conselheiros concorda que são necessários cerca de dois anos para tratar o trauma emocional de um divórcio.
Alguns livros de nossa lista:
- 75 hábitos dos casais felizes
- 120 minutos para blindar seu casamento
- 104 erros que um casal não pode cometer
- As 5 linguagens de amor dos adolescentes
- As regras de ouro dos casais saudáveis
- Casais inteligentes enriquecem juntos
- Coloque-se no lugar dele, coloque-se no lugar dela
- Como mudar o que mais irrita no casamento
- Em busca do amor no casamento
- Eu amo você; namoro, noivado, casamento e sexo
- Guia de aconselhamento pré-nupcial
- Homens são de Marte, mulheres são de Vênus
- No altar da idolatria sexual
- Novo casamento, novos filhos
- O que não me contaram sobre casamento mas que você precisa saber
- O que os homens dizem, o que as mulheres ouvem
- Preparando-se para o casamento
- Preparando-se para o sexo na terceira idade
- Terapias Cognitivo-Comportamentais para casais e famílias
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DENTRE OUTROS!
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