

Destaques de livros sobre casais e famílias
75 hábitos dos casais felizes
Ashley Davis Bush e Daniel Arthur Bush
Pg 13 – Mas a verdade é que um casamento longo é apenas isso – longo. Só significa que duas pessoas estiveram legalmente unidas por muitos anos – Talvez felizes, talvez infelizes, ou talvez ambos.
Pg 14 – Quando um casal me procura em busca de aconselhamento, ... tenho interesse especial em saber como foi o namoro dos dois. O que os atraiu? Como se comportavam quando estavam se apaixonando? Eles seriam capazes de me contar a história de seus primeiros tempos junto com um brilho nos olhos?
Pg 15 – Mas, como acontece a todos os casais, a euforia dos estágios iniciais da paixão, alimentada por uma constante dose de hormônios do prazer (oxitocina e dopamina), foi diminuindo aos poucos (em geral, após um período de 6 meses a dois anos).
Pg 16 – Os três componentes do amor:
1 – Conexão: é a capacidade de sentirem-se próximos, estarem ligados, unidos em sua abordagem da vida; possuírem interesses e valores em comum; se preocuparem com as necessidades do ser amado, assim como as próprias; colaboração e compromisso.
2 – Comunicação: quando o casal é capaz de conversar livremente, de ser honesto um com o outro, de partilhar sentimentos; de ouvir e ser ouvido, entender e ser entendido; de demonstrar respeito e consideração mútuos.
3 – Intimidade: é poder estar ‘nu’ (física, emocional e espiritualmente) ao lado do outro; compartilhar suas vulnerabilidades, sem máscaras; ter transparência sobre quem realmente são e se aceitarem dessa maneira; ter autenticidade e franqueza; sentir segurança e confiança.
Pg 18 – O que causa o estresse e a tensão que, se não forem resolvidos, podem destruir um casamento? A maioria dos pesquisadores concorda que são três as maiores fontes de tensão entre casais.
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Sexo – Algumas vezes, há muito pouco; algumas vezes, há demais. Algumas vezes os parceiros não estão alinhados aos interesses e necessidades sexuais um do outro. E algumas vezes é apenas um enorme elefante sentado na sala de estar do relacionamento, esperando que alguém perceba a sua presença.
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Dinheiro – O dinheiro – ou a falta dele – coloca uma pressão maior sobre os cônjuges. Quando você está preocupado com dinheiro, isso se revela em outras partes do relacionamento. Em geral, essa preocupação encontra a parte mais fraca da relação e a golpeia até quebra-la.
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Filhos – Como falaremos mais adiante, ter filhos é algo magico. E é também difícil. Vocês precisam tomar incontáveis decisões importantes sobre como educa-los. É natural que os casais briguem a esse respeito.
Pg 19 – Como se a vida moderna já não fosse suficiente para desafiar o relacionamento romântico, à medida que o tempo passa os casais se esquecem de trazer o melhor de si para a relação. Os namorados, que antes demonstravam tanta paixão, vão deixando de valorizar um ao outro e, finalmente acabam por ignorar-se. A menor quantidade de tempo juntos alia-se à má qualidade do tempo em que estão realmente um ao lado do outro, criando um sentimento de desconexão.
Pg 20 – Até que um ou ambos os parceiros procuram ter suas necessidades de intimidade atendidas fora do casamento.
Pg 20 – Nunca é fácil perder o ser amado, não importa se o casal está junto a 2 ou 20 anos. Quando você se vê no enterro dele ou dela, só consegue pensar em como gostaria que tivessem tido pelo menos um pouquinho mais de tempo juntos. Tudo o que você deseja é mais um abraço, mais um beijo, mais uma noite ao lado do seu amor.
A lição da perda é clara: vocês precisam se dedicar aos hábitos de amor todos os dias, pois cada dia pode ser o último.
Pg 23 – O que é um hábito? É algo que você faz regularmente e que se torna, depois de algum tempo, quase inconsciente.
Pg 25 - ... até que, um dia, depois que os filhos saírem de casa, eles se perguntarão: “quem é esse estranho dormindo na minha cama?” (isso se ainda dormirem na mesma cama). Eles terminarão seus dias sentindo-se sozinhos e sem vigor.
Pg 25 – Ninguém nos diz como um segundo casamento pode ser complicado – eu, pelo menos, não fui avisada. O amor da minha vida era um pacote completo. Ele veio com dois filhos, uma ex-mulher, o novo companheiro dela, os filhos do novo companheiro da ex-mulher e os ex-sogros.
Por minha vez, eu não era nenhuma ilha. Com três filhos, um ex-marido, a nova companheira dele, meus ex-sogros, o resto da família e mais os animais de estimação, eu era um verdadeiro arquipélago. Acrescente a tudo isso custódias não coincidentes de filhos, rastreadas por um calendário de parede de seis meses que mais parecia um controle de tráfego aéreo, e a vida se tornou complexa e realmente repleta de obrigações.
Pg 26 – Conceitos e técnicas:
Terapia focada nas emoções (TFE) – Esse sistema enfatiza a teoria do apego e a necessidade de criar uma ligação segura entre parceiros
Terapia de relacionamento IMAGO – Esse sistema valoriza as habilidades de audição e espelhamento e a necessidade de entender como ajudar um ao outro a curar traumas.
As cinco linguagens do amor – Esse sistema analisa como pessoas diferentes expressam amor e preferem recebe-lo baseado nos seguintes modos: toque físico, presentes, atos de serviço, tempo de qualidade e palavras de afirmação.
Pesquisas sobre casais – John Gottman é um pioneiro na pesquisa sobre casais e pode prever, com 97% de precisão, os que irão se divorciar, baseado no fato de serem aprisionados pelos “Quatro cavaleiros do Apocalipse” (Crítica, desprezo, atitude defensiva e incomunicabilidade).
Neuroplasticidade e religação do cérebro – Pesquisas neurocientíficas atuais confirmam que podemos mudar para melhor os caminhos neurais cerebrais através de experiências positivas repetidas e contínuas.
Terapias baseadas na Atenção Plena – A Atenção plena desperta uma atitude de curiosidade, receptividade e consciência sem julgamento das experiências presentes. Estar presente no momento vivido leva à compaixão e a uma reação emocional menos negativa.
Psicologia Positiva e Gratidão – A prática da gratidão conduz a níveis mais altos de felicidade, satisfação e bem-estar geral. A maioria dos casais desvaloriza um ao outro de maneira crônica.
Medicina energética e trabalho corporal – A medicina energética integra a energia corporal (campos eletromagnéticos) e a manipulação dessa energia através do toque. O trabalho corporal é uma poderosa forma não verbal de comunicação que liga mente, corpo e espírito.
Pg 28 – A estratégia aqui é evitar a “Síndrome das Resoluções de Ano-novo”. É fácil anunciar grande resoluções no dia 1º de Janeiro. Mas infelizmente, você já sabe que poucas são de fato mantidas. Em fevereiro, a maioria delas não passa de uma lembrança distante.
A chave para uma mudança duradoura no relacionamento (ou para qualquer objetivo) está em integrar pequenas mudanças práticas à rotina diária. Com o passar do tempo, as maravilhas de uma relação de proximidade farão parte da sua realidade. A beleza dos hábitos de felicidade dos casais é que eles os colocam na direção do sucesso!
Pg 29 - ... são necessários cerca de 21 dias de prática contínua para que um hábito se estabeleça como tal.
Pg 33 – Os momentos de transição diários mais importantes, como os terapeutas de casais já sabem há tempos, são as “decolagens” e as “aterrissagens” (como vocês se separaram para cada um conduzir o seu dia e como se reúnem no final dele).
Pg 44 – Manter-se conectado durante o dia é um hábito vital. O lugar número 1 em termos de surgimento de casos extraconjugais é o local de trabalho. O que começa como uma amizade entre colegas pode-se aprofundar facilmente e se tornar uma ligação emocional, talvez levando a um relacionamento físico.
Pg 48 – No início, o abraço de reencontro poderá parecer longo demais. Entretanto, são necessários 20 segundos para estimular a oxitocina, o hormônio do amor.
Pg 60 – Desde o instante em que nascemos, ansiamos pelo toque humano. Ele é tão vital quanto o ar que respiramos. Os benefícios que o toque regular traz para a saúde incluem a redução do nível de estresse, a diminuição da ansiedade e da depressão, o fortalecimento do sistema imunológico e até mesmo o aumento da tolerância à dor.
Pg 62 – Beijar na boca é um ato incrivelmente íntimo. Você pode beijar outras pessoas no rosto, ou na testa, mas o beijo na boca é reservado para sua cara-metade. Dar nela um beijo romântico e intencional – não uma bicota nos lábios – Confirma que ela é a ‘eleita’.
Casais novos costumam beijar-se com frequência, ao passo que os que já estão juntos há mais tempo tendem a não repetir esse gesto. Em muitos casos, os beijos se tornam apenas um prelúdio para o sexo. Na verdade, algumas pessoas evitam beijos mais íntimos com medo de que levem ao sexo.
O que vocês precisam fazer é adquirir o hábito de beijar pelo beijo em si. Parem o que estiverem fazendo e, mesmo em meio ao caos, estabeleçam essa conexão de amor.
Pg 71 - ... a cabeça é o local onde ficam três glândulas primárias (pineal, hipotálamo e pituitária) e por isso é o lugar ideal para receber a energia elétrica. (Uma mão na nuca e outra na testa... respiração profunda... mente vazia)
Pg 82 – Eu sei que vocês não devem estar pensando nisso, mas esse maravilhoso pacotinho de felicidade bem à sua frente só tem uma tarefa: crescer e ir embora de casa. Portanto, mantenham o relacionamento com seu marido sempre vibrante. Ele é o único que ainda estará por perto daqui a 18 anos. Saiam para namorar!
Pg 89 – Os terapeutas de casal costumam sugerir que seus clientes saiam para namorar. É claro que isso pode ter diferentes significados para diferentes casais – jantar fora, uma caminhada, um piquenique, um café, um concerto, um filme, um clube de comédia, um passeio no parque. Sair com outros casais não conta. O objetivo é estarem a sós.
Quando eu digo para os casais marcarem um encontro, peço a eles que observem a regra dos “quinhentos metros”. Ela é muito simples. Assim que chegarem a uma distância de quinhentos metros de distância de casa, vocês não podem discutir os seguintes tópicos:
Finanças
Filhos (se tiverem)
Trabalho
E resposta a essa regra, os casais costumam perguntar: “E sobre o que vamos conversar?”
É aí que eu sugiro uma ‘revisão de vida’. Durante o encontro alguns casais dividem lembranças de férias; outros relembram a vida juntos ano a ano, falando de suas recordações favoritas.
Pg 92 – É um paradoxo interessante que, em um mundo que sabemos que está em constante mutação, achemos que nossos parceiros devam ser uma exceção. Nós nos surpreendemos se ela antes adorava camarão, mas agora detesta. Ficamos chocados por que ele era tão magro e agora está gordo. E o fato de que ela resolveu praticar caiaque (ou dardos, ou caça) – você não esperava por essa, certo?
Isso me faz lembrar uma maravilhosa terapeuta de casais que, quando lhe perguntaram ”Como os casais poderiam manter o relacionamento forte e renovado todos os dias?”, respondeu: “saibam que, a cada novo dia, você estão casados com uma pessoa diferente”. Ela aconselhou que acordassem todos os dias com uma sensação de deslumbramento em relação à pessoa que iriam descobrir.
Para o bem e para o mal, você não pode prender as areias do tempo. Por tanto, ao invés de resistir à mudança, receba-a de braços abertos... bem no meio de uma noite de encontro. Use a conversa para refletir sobre o passado e o presente, ajudando o seu par romântico a colocar em palavras a mudanças que ele tem vivido. Vocês irão descobrir um ao outro mais uma vez.
Pg 98 – As pesquisas sobre neuroplasticidade (a capacidade do cérebro de mudar em resposta a novos comportamentos) têm revelado que novas atividades causam a formação de novos caminhos neurais. Assim sendo, uma simples mudança de rotina muda o seu cérebro e estimula você a quebrar a monotonia. Não há nada mais eficiente para provocar transformações do que experimentar algo novo!
Pg 114 – Enxergar a vida pelos olhos do outro também ajuda a gerar a forma mais sublime de amor: o que os gregos chamavam de ágape, ou amor ‘incondicional’. Nessa forma de amor, você se preocupa, do fundo do coração, em satisfazer as necessidades do ser amado e não apenas as suas.
Pg 122 – Bill Ferguson, autor de “Como curar um relacionamento doloroso), afirmou: “Você pode ter razão ou pode ter amor, mas nunca terá ambos”. Segundo Ferguson, ter razão destrói o amor por que coloca o outro na categoria dos que estão ‘errados’ e estimula o ressentimento.
Este hábito é inspirado na arte marcial do aikido. Essa arte tem a ver com redirecionar a força do ataque em vez de combate-la diretamente. No aikido você usa a força do atacante para levar o movimento a uma nova direção.
Pg 127 – Quando sentir a primeira chama de raiva e se der conta de que está prestes a explodir. Cale-se, conte mentalmente até 10 e pense em duas formas diferentes de responder: com raiva ou com gentileza. Mesmo que seu par esteja sendo insensível ou o esteja provocando, opte pela gentileza.
O que você perde por não ser reativo? O que você ganha?
Pg 132 – Código vermelho
Momento: quando você perder o controle de suas emoções
Hábito: Faça um intervalo de quinze minutos. Diga “preciso de um intervalo” ou simplesmente “Código vermelho”. Em seguida, vá para o outro cômodo da casa, para acalmar-se. Comece contando 10 expirações. Cuide para sejam longas. Faça um bico com os lábios, como se estivesse soprando através de um canudo. Depois, jogue um pouco de água fria no rosto, no pescoço e nos pulsos, ou conte de trás para frente, de três em três, começando de 100, 97, 94, 91... finalmente, quando se sentir mais controlado, volte para onde está seu cônjuge e diga “Estou pronto outra vez”.
Quando vir que seu cônjuge está fora de controle, faça uma sugestão: “Acho que nos dois precisamos de um tempo.” Antes de ir para outro cômodo explique que voltará em quinze minutos, mas que não é produtivo manter a conversa nas condições atuais. Tentar conversar com alguém que está descontrolado é como conversar com um bêbado. Não funciona.
Objetivo: Quando você atinge o máximo do aborrecimento, está no que chamo de ‘código vermelho’. Seu corpo é inundado por adrenalina e cortisol. Os sinais elétricos a partir do sistema límbico (a parte emocional do cérebro) transmitem duas vezes mais depressa os sinais elétricos do neocórtex (a parte racional do cérebro). Isso significa que você não pode pensar com clareza por que seu corpo entrou no sistema de reação denominado “lutar ou fugir”.
Fazer um intervalo é uma maneira de controlar-se até a tempestade passar. Realizar uma série de expirações profundas e longas é uma das formas mais rápidas e eficazes de estimular o sistema nervoso parassimpático (o mecanismo calmante do corpo). Jogar água fria no rosto é uma forma de esfriar o corpo, e contar de trás para frente ajuda a redirecionar a mente reativa. Ambos os truques ajudam você a se regular e se acalmar. Quando tiver atingido o código vermelho, você estará pronto para uma nova tentativa.
Pg 141 – Você pode achar que intimidade é sinônimo de sexo e que, uma vez que sexo envolve nudez, o sexo tem um componente de intimidade. Entretanto, todos nós sabemos que é possível fazer sexo com alguém (conexão física) sem ter exatamente intimidade (conexão emocional). Da mesma forma, você pode ter grande intimidade com um amigo(a) e não fazer sexo com ele(a).
Há muitos tipos de intimidade na vida, mas estamos falando de intimidade como uma revelação mútua entre parceiros. A palavra ‘intimidade’, do latim intimus, significa ‘mais profundo’. Intimidade com seu cônjuge é uma conexão profunda.
... se você tiver intimidade com qualquer outra pessoa, em especial alguém do sexo oposto, arrisca-se a criar um ‘vazamento de intimidade’ no casamento. Ficar incomumente próximo de alguém que não seja o seu cônjuge dará início a um esvaziamento da relação. Portanto, proteja a intimidade que você tem com seu cônjuge. Mantenha-a exclusiva, vibrante e revigorada.
Pg 143 – Quando o hábito de ‘passar o tempo separados parecendo que estão junto’ domina um relacionamento, isso leva à distância emocional.
Pg 144 - ... sua pele, que contém mais de 5 milhões de células sensoriais e é, de longe, o maior órgão sensorial, recebe completa estimulação.
Pg 145 – Esse é um fenômeno comum entre os casais de meia-idade. A intimidade de seu casamento pode perder espaço na competição com as demandas da educação dos filhos. Anos praticando a ‘rendição da guarda’ podem fazer você sentir que seu cônjuge é um colega de trabalho, não um interesse amoroso.
Pg 158 – todos os mamíferos secretam feromônios, substâncias químicas que disparam respostas sexuais e sociais em membros de suas próprias espécies. Muitos pesquisadores acreditam que, também nos humanos, o comportamento sexual e social é afetado pelos inodoros feromônios secretados por indivíduos com quem eles têm contato íntimo. Beije e acaricie o pescoço de seu par romântico e deixe-se ligar ao ser amado.
Pg 162 – Casais felizes fazem sexo. Na verdade, o sexo é a atividade exclusiva mais importante que você divide com seu cônjuge; e só com ele. Embora você possa amar e se sentir profundamente ligado a outras pessoas em sua vida, você só faz (ou só deveria fazer) sexo com a sua cara-metade.
É comum os casais que tem muitas ocupações deixarem de considerar o sexo uma prioridade. Como acontece com os exercícios físicos, você sabe que ‘deve’, mas não tem energia. Por isso é importante que vocês programem uma relação sexual e se deem tempo para aproveitá-la (o que significa ir para a cama bem antes da hora de estarem realmente cansados e prontos para dormir).
No início, muitos casais acham estranho a minha recomendação de marcar o dia do sexo, uma vez que isso parece ser a antítese da paixão espontânea. Entretanto, os benefícios são imensos. Para os homens, o sexo programado oferece um ambiente descontraído, sem medo de rejeição, assim como a disposição de criar um suspense romântico. Para as mulheres, uma noite sensual mais longa oferece mais satisfação do que uma ‘rapidinha’ e a faz sentir-se priorizada.
Pg 163 – Em um esforço para reacender a paixão entre seus clientes, Carell pede a eles que apenas se abracem durante uma noite; depois, que se toquem; em seguida, que compartilhem suas fantasias sexuais; e, finalmente, que façam sexo. A reconstrução suave de um relacionamento físico entre o casal é, ao mesmo tempo, dolorosa e engraçada de se observar. Mas eles acabam encontrando o caminho de volta um para o outro e para a conexão física.
Pg 165 – O amor condicional significa que eu te amo, desde que... você permaneça magro, fique rico, me diga o que eu quero ouvir, não faça nada que me force a odiá-lo e, para falar a verdade, desde que eu tenha vontade. Já o amor incondicional – aquele que você deve sentir regularmente por seus filhos e animais de estimação – significa que eu te amo mesmo que você mude, que eu mude, que você tenha um acesso de raiva, que você seja rude comigo, até mesmo quando eu não estiver com vontade, por que meu coração é grande e está aberto.
Pg 191 – De uma maneira ou de outra, todo casamento tem um impacto no mundo. O seu total é maior do que a soma de ambas as partes.
Pg 194 – A prática da gratidão molda a estrutura neural de seu cérebro, aumentando a sua capacidade de sentir mais gratidão. A capacidade do cérebro de mudar a si mesmo (neuroplasticidade) significa que, quando você, intencionalmente, exercita a área cerebral da gratidão, ela se tona mais forte e ativa. Da mesma forma, quando você para de usar os neurônios da negatividade, eles acabam se enfraquecendo. Assim sendo, ir dormir sentindo gratidão pelo seu par romântico, em vez de ir para a cama com a mente cheia de preocupações, é um hábito muito saudável para o casamento e para sua paz de espírito.
Pg 203 – Então, as crianças crescem ou um capítulo da vida chega ao fim e você se pergunta onde foram parar aqueles anos... (precisamos) superar nossa tendência biológica à negatividade: somos programados para observar e lembrar mais daquilo que dá errado do que das coisas que dão certo! Entretanto, quando ressaltamos um momento prazeroso e o deixamos marcado na consciência, os neurônios positivos são disparados e agrupados, trazendo traços mais fortes de felicidade ao nosso banco de memória.
Pg 206 – Sentada com Daniel em um café, me peguei imaginando se em breve seria viúva (Daniel acabara de diagnosticar um câncer). Olhei para os casais ao redor, tomando café com leite. Será que eles sabiam que aquele momento, bebendo juntos, era precioso? Será que tinham consciência de que o momento presente era tudo que possuíamos?
Reflexão: como o seu relacionamento mudaria se seu cônjuge tivesse apenas alguns meses de vida?
Pg 207 – Há muitos anos uso o hábito “o estado da união” com os casais para ajuda-los a avaliar a relação.
120 Minutos para Blindar seu casamento
Renato e Cristiane Cardoso
33 - Foi Benjamin Frankilin, o inventor do para-raios, quem disse: “Antes do casamento, os olhos devem estar bem abertos; depois do casamento, semicerrados.” Isso acaba sendo um segredo para evitar raios no relacionamento conjugal também.
35 – Um grave erro que muitos casais cometem é evitar discutir problemas que estão afetando a relação só para evitar brigas e assim manter a paz. O resultado disso é que questões não resolvidas vão se acumulando, crescendo, e, como ferida infeccionada, se tornam muito piores lá na frente.
61 – Um estudo mostrou que para cada experiência ruim no casamento são necessárias cinco experiências boas para compensar. Isso se deve ao fato de que experiências ruins não se apagam facilmente. Um casal interessado em manter uma boa convivência deve sempre avaliar o saldo de ocorrências de seu relacionamento.
67 – Uma das principais e mais recomendáveis regras é a transparência. Permitir ao parceiro o livre acesso ao Facebook, e-mail, celular, etc. só reforça a ideia de que não há segredos entre os cônjuges. Não é questão de bisbilhotar ou de perder a privacidade (até porque vocês abriram mão da privacidade no dia do casamento), trata-se, sim, de fortalecer a confiança um no outro sem abrir mão de contatos sociais saudáveis.
115 – Muitos casais erram quando discutem a relação por que, em vez de ouvir o parceiro, ficam se defendendo e tentando se explicar. Com isso, a comunicação não acontece, por que o interesse não está no que o outro diz, mas sim em falar, falar, falar... Ouvir é a parte mais importante da comunicação dentro do casamento, pois só quando um parceiro ouve o que o outro tem a dizer é que os dois podem chegar juntos a uma solução coerente para qualquer problema que estejam enfrentando.
129 – Qualquer médico vai nos dizer que prevenir a doença é melhor do que tratá-la. Mesmo assim, muitos só vão ao médico depois de ficarem doentes – nunca antes. Infelizmente, o mesmo acontece em muitos casamentos. É mais fácil prevenir os problemas no relacionamento do que tentar consertá-los depois que se estabelecem. Mas muitos casais esperam a situação chegar a um ponto crítico para só então fazer alguma coisa.
139 – A rotina é um dos problemas mais comuns e uma das principais razões da infidelidade no relacionamento. Isso acontece quando o casal passa todo o tempo disponível fazendo sempre as mesmas coisas. Entram no piloto automático.
163 – Quem trai, na verdade, é vítima da própria fraqueza, tanto de caráter, quanto emocional. Além disso, o preço de uma traição é algo demais pelo pequeno e curto momento de escape que ela proporciona. Por isso, quem parar para pensar vai chegar à conclusão de que a traição não vale a pena. Mas, se esses pensamentos têm sido constantes, eles servem como um sinal de que o casamento está precisando de atenção. Certamente é hora de blindá-lo. Procurem o ponto fraco que tem afastado vocês e lidem com ele imediatamente.
181 – Erram por achar que a comunicação só acontece com palavras. Isso não é verdade. Especialistas já pesquisaram e afirmam menos de 10% da comunicação entre as pessoas é feita com palavras. Ou seja, mais de 90% do que comunicamos depende do que fazemos, não do que falamos.
197 – Um estudo feito pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, descobriu que o vício em pornografia é semelhante ao alcoolismo. A dependência cada vez maior de se expor a imagens de sexo explícito para alcançar o prazer tem arruinado a vida de muitos casais. Ao contrário do que muitos dizem, o efeito da pornografia no homem tem sido a redução no desempenho sexual quando chega o momento da intimidade com sua mulher. Isso acontece por que a mulher real passa a não ser tão excitante quanto a virtual.
203 – Se com palavras a comunicação entre o casal às vezes já é mal interpretada, imagine por pensamentos?
229 – A verdade é que às vezes, sim, é o desejo que leva à busca pelo sexo. Mas, com frequência, o que acontece com milhões de casais é que o desejo não aparece até que comecem a fazer amor – e depois ficam felizes por terem feito! A ideia passada pelos filmes e novelas de que todo ato sexual do casal é precedido de uma explosão de desejo é um mito. Não espere e novelas é de que todo ato sexual do casal é precedido de uma explosão de desejo é um mito. Não esperem isso de si mesmos nem do seu parceiro. Como diz o ditado: “Comer e coçar, é só começar.” Com o sexo não é diferente.
249 – Quando alguém é ferido fisicamente, pode levar dias, semanas ou até meses para se recuperar. Mas, quando alguém é ferido verbalmente, as feridas podem durar para sempre.
253 – O casamento blindado é um triângulo amoroso. Imagine um triângulo no qual o marido está em uma ponta da base e a esposa na outra ponta. No topo do triângulo está o próprio Deus. Com Deus estão todos os atributos de um verdadeiro amor: respeito, amizade, carinho, justiça, fidelidade, perdão... Quando os dois parceiros se aproximam da ponta superior do triângulo (Deus), eles não apenas se aproximam um do outro, como também alcançam o verdadeiro amor. Quanto mais longe de Deus, mais longe do verdadeiro amor.
A Arte de permanecer Casado
Jaime Kemp
Introdução:
... Em apenas três anos, o número de separações judiciais aumentou 46%, não computando os inúmeros rompimentos que ocorrem diariamente de forma ilegal.
Pg.12 – Ao estudar a história de civilizações antigas e sua posterior queda, observei algo marcante e notável. Todas elas começaram a falir, a cair quando a família deixou de ser prioridade, tendo início um processo de desintegração.
Pg.15 – Felizmente, o aconselhamento surtiu ótimos resultados, porém isso começou a ser possível apenas depois de seis meses de encontros, com muito esforço, desprendimento, dedicação e força de vontade de parte a parte. Em certos casos, as mudanças começam a ser sentidas após alguns anos.
Pg.28 – Por que me expus desta maneira com você? Creio que por 3 motivos:
1 – Talvez, lendo este livro, você se identifique com a experiência de vida que eu tive. Meu intuito é conscientizá-lo de que, por mais pavoroso que o passado possa ter sido, o futuro sempre se oferece com esperanças e possibilidades renovadas.
2 – Se eu tivesse crescido numa família sem nenhuma tensão, onde tudo transcorresse calma, fácil e equilibradamente, poderia falar apenas teoricamente sobre os conflitos familiares. Contudo, alio à teoria a vivência, sentindo-me com mais autoridade e experiência para ajudar tantos casais que têm procurado auxílio.
3 – na Arte de Permanecer Casado, o tempo passado na casa dos pais, a criação, os costumes familiares, o relacionamento entre os irmãos são de suma importância para o ajuste à vida conjugal. Nada, repito, nada acontece sem ter propósito. Creio que Deus está bem mais perto e atento, do que podemos pensar, tanto nas circunstâncias corriqueiras, quanto nas importantes, de nossa vida. Ele sabe como transformar essas circunstâncias em nosso benefício, apesar de, à primeira vista, parecerem totalmente negativas.
Pg.32 – Hedonismo, a “doutrina segundo a qual o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral” (Dicionário Aurélio, p. 892, 1982 – Ed. Nova Fronteira)
Pg.38 – As estatísticas provam que o segundo casamento, em geral, dá menos certo que o primeiro.
Pg.42 – Ao instituir a família, milhares de anos atrás, Deus conhecedor de todas as coisas, já aconselhava o homem e a mulher que deixassem pai e mãe ao se unirem (veja Gn 2.24)
Para que a nova vida dos recém-casados possa seguir seu curso normal, o cordão umbilical precisa ser cortado.
Pg.43 – Os laços filiais adquirem segundo plano diante da ligação de maior intimidade que já foi instituída: o casamento.
Essa atitude de ‘deixar’, de desligar-se emocionalmente, de cortar o cordão umbilical, evidencia-se de três maneiras:
Deixar Geográfico – Quem casa, quer casa
“Quem casa quer casa, para não criar caso com os sogros”
Deixar Financeiramente
Deixar Emocionalmente
Pg.47 – O motivo que leva muitos casais ao divórcio depois de 25 ou 30 anos de casados é por não terem mais por que viver juntos depois do casamento dos filhos, sem lembrar que eles foram criados para ter sua própria vida e que, em oposição, marido e mulher foram feitos para viver um para o outro.
Pg.48 – Sugestões aos Sogros
- A tendência dos pais é dar palpites. Por essa razão, a primeira sugestão é não dar conselhos, a não ser que o casal peça. Mesmo nesse caso, pode-se dar uma sugestão, mas deve-se deixar o casal livre para aceitar ou rejeitar o conselho.
- Não use o dinheiro como uma arma contra seus filhos. Também não ofereça ajuda financeira se eles não pedirem. É importante que o casal estabeleça a sua independência financeira. Pode ser difícil para você ver seu filho e o cônjuge enfrentarem lutas financeiras. Reconheça que essas lutas são necessárias e valiosas para que o casal possa desenvolver sua própria vida juntos.
- Não tome partido nas discussões do novo casal. Lembre-se: “A lealdade primária deve ser de um para com o outro, e não para com os pais.”
...Lembre-se que Deus responsabiliza os pais, e não os avós pela educação dos filhos
- Trate o casal com respeito, e não critique suas decisões. Há muitas coisas que eles têm de aprender e precisam fazê-lo sozinhos. Deixe-os cometer erros e, mesmo assim, nunca diga depois: “Eu avisei”.
... Não espere que o casal passe muito tempo com você.
Pg.50 – Não trate seu genro ou nora como ladrão que roubou o amor de seu filho(a), mas abrace-o(a) como membro de sua família.
- Sugestões aos recém-casados – Não morem com seus pais depois de casados. Tentem viver na sua própria casa, mesmo que seja alugada e muito humilde. Morar com os pais, ou sogros, geralmente é uma péssima maneira de iniciar um novo lar.
- Procure demonstrar amor aos seus sogros. De vez em quando pergunte a si mesmo: “Que tenho feito, recentemente, para demonstra que os aprecio e os amo?”
Pg.55 – Num casamento, o alvo prioritário não deve ser somente a auto realização, mas o esforço para procurar enriquecer, valorizar o cônjuge, vê-lo também satisfeito em seus ideais.
Pg.67 – Tempos atrás, a revista americana Redbook publicou uma pesquisa sobre quais os problemas que levam marido e mulher à separação. Com o auxílio de 730 conselheiros em assuntos conjugais, foram destacados dez motivos:
1 - Quebra de comunicação;
2 – Perda de interesses e de objetivos em comum;
3 – Incompatibilidade sexual;
4 – Infidelidade;
5 – Desaparecimento do companheirismo, da alegria, da cumplicidade e do encantamento de viverem juntos;
6 – Dinheiro;
7 – Discordâncias em relação aos filhos;
8 – Uso de álcool e drogas;
9 – Igualdade e direitos da mulher;
10 – Os sogros
Achei muito interessante que, ressaltado em quinto lugar, está o problema do matrimônio ter se tornado desmotivador, “sem graça”.
Será que há possibilidade de esquentar um casamento frio, descongelar uma relação que está congelada? Tenho boas notícias! Creio que é plenamente possível, e, para prova-lo recorro ao que considero essencial para reativar uma relação que se transformou numa geladeira: o amor phileo.
Pg.80 – Um dos motivos que leva a pessoa a uma relação extraconjugal é a tentativa de provar a si mesma que ainda é desejável, atraente e valiosa ao sexo oposto. O marido, ou a esposa, que constantemente recebe afirmações e atitudes carinhosas do seu parceiro, não precisa recorrer a essa estratégia. Às Vezes, o que falta é uma pessoa com quem conversar, um bom ouvinte, um companheiro(a), um amigo(a), não obrigatoriamente um parceiro sexual. Tão-somente alguém que se interesse pelo que acontece na vida dele(a).
Casamento em Crise – No decorrer da vida, há duas épocas que sofrem uma maior probabilidade de separação e divórcio entre os casais: os primeiros cinco ou sete anos de casamento e na meia-idade (dos 40 aos 60 ano de idade).
Pg.82 – Todo casamento precisa de uma manutenção diária: carinho, atenção, comunicação, amor etc... Sua tarefa não só é descobrir quais são as necessidades de seu cônjuge também quais as circunstâncias marcantes, importantes da vida dele(a), a herança social, cultura, afetiva que recebeu dos pais, o ambiente em que cresceu, as habilidades, os talentos que ele(a) demonstra.
Pg.98 – A convivência dos casais seria bem mais tranquila e harmoniosa se estes entendessem que nem sempre agradarão ao outro em tudo. As diferenças individuais devem ser respeitadas. Jamais o homem ou a mulher conseguirá fazer absolutamente tudo para preencher as expectativas de seu cônjuge, para agradá-lo totalmente.
O segredo do entendimento está na aceitação. Aceitar-se mutuamente é requisito prioritário e insubstituível. Agradar-se mutuamente vem como consequência da aceitação. Deve-se procurar fazê-lo, pois, ser amável, agradável com o cônjuge, causa imensa satisfação. Enfim, quando um tenta alegrar, satisfazer, agradar ao outro, apesar das diferenças de personalidade, hábitos, ideias, etc..., o amor é muito mais concreto e evidente.
Pg.100 – O famoso e conceituado psicólogo Abraham Maslow apresenta a hierarquia das necessidades humanas básicas. Para explaná-las, construiu uma “escala” e as pôs em ordem decrescente:
- Auto realização
- Auto estima
- Amor e afeição
- Segurança
- Necessidades Físicas
Pg.102 – É extremamente difícil aprender a lidar corretamente com as emoções. Diversas vezes, mesmo sendo assistida por um psicólogo, a pessoa não consegue superar seus traumas, ou então, algum sentimento escapa do seu controle, prejudicando seu equilíbrio.
Pg.121 – A mulher, que também é esposa, deve reconhecer que apesar de nem sempre desejar ter relações, por amor ao marido, pode fazê-lo, dando de si mesma a ele.
Pg.129 – Contas bancárias separadas – Esse comportamento, via de regra, causa desunião e desarmonia no lar.
Pg.152 – Antes nunca do que tarde – Minha esposa e eu já sabemos que para nós é melhor não discutir um problema mais sério depois das dez da noite. Temos a tendência a reagir negativamente a qualquer discussão quando estamos cansados fisicamente.
- Longe dos Olhos, Perto do Coração – Não brigue ou discuta na presença de seus filhos. Assistir a uma briga entre os pais gera medo e insegurança na criança e pode marca-la emocionalmente por toda a vida.
- Roupa suja se lava em casa – Não discuta em público. Brigas familiares devem ser resolvidas em casa. É fácil ofender o cônjuge utilizando cinismo, sarcasmo, palavras ásperas. O pior é fazer tudo isso publicamente.
Pg.156 - Não criticarei nenhum membro da minha família principalmente meu marido (ou mulher), mesmo que a crítica seja justa, a não ser que eu tenha uma solução prática e construtiva para sugerir.
Em vez de culpar, atacar, criticar, destruir, fale de seus sentimentos, mágoas, ofensas de forma calma. É possível queixar-se e ser construtivo. Contudo, em primeiro lugar, a calma, a tranquilidade devem ser mantidas.
Pg.163 – Segundo a opinião da psicóloga Maria do Socorro Moreira, “a infidelidade masculina tende a se estabilizar, enquanto a feminina deve crescer. Os motivos dessa previsão são o acesso ao trabalho e a uma vida mais independente.”
Pg.168 – A psicologia atual diz que o relacionamento conjugal pode ser enriquecido por uma relação fora do casamento, caso o parceiro aprenda novas técnicas amorosas. Considero esse pensamento lamentável, pois não podemos nos sentir inteiramente felizes por apenas satisfazer a necessidade física. Somos criaturas espirituais, emocionais, sociais, intelectuais e físicas e para conhecer satisfação plena precisamos, numa relação duradoura, sem as pressões do proibido e secreto, desenvolver progressivamente essas dimensões e, assim, desfrutar de toda confiança, respeito e liberdade.
Pg.170 – Será possível que em pouco mais de uma década o termo “dona de casa” tenha se tornado símbolo trágico da exploração e opressão feminina?
Pg.184 – Você pode achar difícil aceitar isso, mas o fato é que, para a maioria das crianças, dos adolescentes e jovens, a separação e o divórcio dos pais deixam marcas profundas e, às vezes, desastrosas.
É verdade que para alguns não é assim, mas em grande parte, numa família que experimenta a dor da separação dos pais, os filhos sofrem traumas de repercussão imediata e até futura, em seus próprios casamentos.
Alguns psicólogos afirmam que o choque causado pelo divórcio é preterido apenas pelo choque da morte de um ente querido.
Torna-se insuportável para um filho perder seus pais por causa da divisão do lar e, de repente, sentir-se totalmente vulnerável às circunstâncias que estão fora do seu controle.
Vários fatores colaboram para que esse prejuízo se faça sentir na vida dos filhos:
- a estrutura familiar entra em colapso, e a criança, adolescente ou jovem sente-se só, com medo. Esse sentimento de solidão pode vir a ser tão marcante que será lembrado durante muito tempo.
- Diante do divórcio do casal, os filhos ficam em dúvida em relação a quem ser leais. Sentem-se divididos pelo amor e fidelidade que nutrem pelos pais.
- De súbito, o futuro torna-se incerto, e isso pode causar um terrível sentimento de ansiedade.
- O casal que está enfrentando um divórcio não consegue desdobrar-se nem dedicar-se, como bons pais, aos filhos. Preocupados com o problema que estão passando e com a sua sobrevivência pessoal, não encontram forças para ampliar a sua visão aos que os rodeiam.
- Os filhos começam a preocupar-se excessivamente com o que acontecerá com os seus progenitores.
- A criança não entende a raiva e o ressentimento que os pais demonstram um pelo outro. Amedrontada, ela não consegue apreender por que tudo aquilo veio atrapalhar justamente sua vida.
- Quando o cônjuge que ganha a guarda dos filhos muda para outra cidade ou bairro, eles perdem suas raízes, que representavam sua segurança: os amigos, a casa onde viviam, a escola, etc. Em alguns casos, os filhos chegam a cair em depressão.
- Para alguns, o estigma de vir de um lar de divorciados os envergonha e arrasa, tornando-os pouco sociáveis e arredios.
- Finais de semana, férias, Natal, Ano Novo, Páscoa, aniversários. Essas são épocas conflitantes, pois, às vezes, apesar de pequeninos, eles têm que decidir com quem passarão essas datas. (Daí vem pressão psicológica, chantagem emocional, culpa)
- Talvez o maior problema dos filhos esteja em ter de enfrentar, envolver-se e conviver com uma nova família, não raro acrescida de muitas pessoas se aquele a quem seu pai ou sua mãe se unir também já tiver sido casado.
- Em certos casos, o divorciado tenta precipitadamente um novo casamento, sem pensar calma e corretamente sobre o assunto. Mais tarde, não sabe o que fazer diante dos problemas que os filhos dão, e quem sabe, com o malogro da união.
Pg.187 – A maioria dos filhos que procede de lares turbulentos faria qualquer coisa para unir novamente seus pais. Ouvi de um garoto de 12 anos que rezou para morrer, por que, assim, seus pais se sentiriam culpados e voltariam um para o outro. Esse tipo de depoimento nos dá alguma luz a respeito da decisão de permanecer casado ou não.
Alguns livros de nossa lista:
- 75 hábitos dos casais felizes
- 120 minutos para blindar seu casamento
- 104 erros que um casal não pode cometer
- As 5 linguagens de amor dos adolescentes
- As regras de ouro dos casais saudáveis
- Casais inteligentes enriquecem juntos
- Coloque-se no lugar dele, coloque-se no lugar dela
- Como mudar o que mais irrita no casamento
- Em busca do amor no casamento
- Eu amo você; namoro, noivado, casamento e sexo
- Guia de aconselhamento pré-nupcial
- Homens são de Marte, mulheres são de Vênus
- No altar da idolatria sexual
- Novo casamento, novos filhos
- O que não me contaram sobre casamento mas que você precisa saber
- O que os homens dizem, o que as mulheres ouvem
- Preparando-se para o casamento
- Preparando-se para o sexo na terceira idade
- Terapias Cognitivo-Comportamentais para casais e famílias
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