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Destaques de livros sobre casais e famílias

O Casal em Crise

Maurizio Andolfi, Claudio Angelo, Carmine Saccu

 

Pg. 21 – É obvio pensar que o ser humano sofre uma deficiência, do ponto de vista biológico. Eu sou um deficiente biológico: sozinho, não tenho possibilidade de continuar no tempo, sou excluído. Sou um deficiente por que não tenho seios, nem vagina. Não posso me reproduzir. Essa deficiência faz parte do background funcional do intenso desejo de um pelo outro. Se eliminarmos, por um momento, o instinto de reprodução, perceberemos que o meu problema é ser incompleto. Faltam-me componentes que são parte da minha necessidade biológica. Consequentemente, o que está por trás do casamento é que eu sou um indivíduo ao qual falta alguma coisa.

- Homeostase: o esforço do indivíduo para manter uma segurança, uma condição de estabilidade.

 

Pg 23 – Há tipos diferentes de casamento. Se vocês olharem para os casamentos que passam por seus consultórios, seria fácil descrevê-los. Mas os tipos não são exclusivos: tendem a coincidir. Um dos tipos mais simples é o de ‘companheiros’, pessoas que são boas amigas e resolveram viver a dez passos de distância, mas casados. Elas querem manter essa distância e, quando acham uma pessoa com a mesma necessidade, encontram um equilíbrio. São como dois sócios muito quietos, nenhum dos dois dirige o negócio; cada um é dono de metade e não vende nada da sua parte.

 

Pg 27 – Quando acaba essa espécie de lua-de-mel do tipo ‘é o sonho da minha vida’, sucede-se um outro período, com outro tipo de transferência – não há um termo para designá-lo. É um período entre o momento do fim do sonho transferencial e o fim de toda relação terapêutica, sete, oito ou nove anos depois. Geralmente, é chamada de crise dos sete anos, síndrome dos dez anos: o momento em que se torna claro, para as duas pessoas, que não podem reconstruir o outro. Ele percebe que ela nunca vai ser o que ele queria que ela se tornasse, e ela sabe que não vai conseguir fazer com que ele mude para o homem que ela queria que ele fosse.

 

Pg 28 – Se o impasse dos dez anos for superado com o triângulo amoroso ou profissional, vem outro período, de uns dez anos, de instabilidade e crescimento, até chegar à crise dos vinte anos, que corresponde mais ou menos à época em que os filhos estão saindo de casa.

Durante muito tempo, um ficou sentado de um lado e o outro, do outro lado, com um monte de gente no meio. De repente, não há mais ninguém e tudo que resta é viver junto ou jogar tudo para o algo. Essa crise dos vinte anos é outra que quando superada, leva ao enfrentamento da velhice e da morte...

 

Pg 34 – Álcool e drogas constituem, muitas vezes, analgésicos temporários contra a dor. Escondem e atenuam o desejo de ser amado. Mas a autoestima fica ainda mais comprometida pelo hábito de usar substâncias entorpecentes.

 

Pg 38 – O aumento do número de divórcios, aparentemente, demonstra que essa instituição não funciona mais. É por isso que não se fala mais de psicoterapia matrimonial, mas de relação de casal; não falamos mais em terapia conjugal, mas de terapia de casal.

No entanto, as estatísticas epidemiológicas mais recentes demonstram que as pessoas casadas estão melhor, de qualquer ponto de vista, do que as pessoas divorciadas ou viúvas. Isso vale para o índice de mortalidade, distúrbios psíquicos ou somáticos, doenças psicossomáticas, drogas, alcoolismo, estado das defesas imunológicas, número de infartos, cânceres e suicídios, e assim por diante. Também nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida, sobre dedicação e sucesso profissional, as pessoas casadas têm resultados melhores do que as pessoas sem parceiros. Como pode ser que a pessoa casada apresente aparentemente um estado melhor de bem estar psíquico e físico, se o casamento é tido como uma condição insuportável?

 

Pg 39 – Quando duas pessoas decidem que daí em diante vão viver juntas, cada qual deve se modificar internamente e se reorganizar.

 

Pg 47 - ...penso que a escolha do parceiro expressa um jogo extremamente sutil e sofisticado, em que a atenção culturalmente induzida para perceber elementos específicos de interesse no aspecto ou comportamento de determinada pessoa é acompanhada de uma ‘desatenção’ igualmente seletiva por todos os elementos de seu caráter e do relacionamento com essa pessoa que poderiam tornar a relação problemática.

 

Pg 52 – Efetivamente, a ruptura da relação dos pais implicaria, de certo modo, a perda da própria identidade, na medida em que ambos os pais são importantes, para não dizer essenciais, na construção da identidade.

 

Pg 60 – Vamos começar pelo começo, por um elemento muitas vezes presente: a paixão. Deixando claro que não é preciso apaixonar-se para formar um casal que seja útil para os indivíduos que dele fazem parte, eu definiria a paixão como o momento em que um vê no outro aquelas suas polaridades que não consegue ver em si mesmo. O polo sexual oposto, por exemplo. Somos constituídos por polaridades opostas, intermediadas por uma gama infinita de aproximações a um ou outro polo. Todo o universo é constituído por polaridades. Energia e matéria: uma não pode existir sem a outra; próton e elétron, atração e rejeição, ativo e passivo. A paixão é a possibilidade de amar aquilo que não nos é permitido amar em nós mesmos, por ser incompatível com nossa imagem já estruturada.

 

Pg 60 – Como se sabe, a paixão faz perder a cabeça. Dizem ‘louco de amor’: a cabeça em contraposição ao coração. É a hora do coração, que só pode se abrir se a cabeça não controlar. Cabeça, neste caso, significa a capacidade de analisar e estruturar logicamente, que nos proporciona uma visão limitada de nossa identidade, para impedir que objetos ainda não integráveis entrem em contato uns com os outros...

... Como o inseto louva-a-deus: a fêmea come a cabeça do macho para permitir a cópula, a conjunção de duas entidades distintas, a criatividade biológica. Na espécie humana, quando nos apaixonamos comemos a cabeça um do outro, e a criatividade que pode derivar daí não é apenas biológica.

 

Pg 62 – Qual é a diferença entre o primeiro estágio, que exemplificamos com a paixão, e o segundo, o amor? No primeiro estágio, nunca levantaríamos voo se não acreditássemos na harmonia absoluta, se não sentíssemos a enorme força de atração. No segundo, temos que descer e fazer as contas com uma complexidade que tínhamos liquidado e apressadamente. Não dá para voar com muito peso, e tínhamos jogado ao mar toda nossa bagagem. No segundo estágio, temos que ir busca-la de volta. Não se pode ficar sempre no ar. É preciso descer. É sempre assim. Mas por que? Por que do alto se conhece o que está embaixo, e não o contrário. Quando subimos, enxergamos. Quando descemos, não podemos ver mais, mas já vimos. Há uma arte de se orientar, a baixa altitude, por meio da lembrança do que vimos do alto.

Na primeira fase, o centro do coração pôde começar a abrir-se, eliminando o da cabeça; na segunda, há oportunidade de conseguir mantê-lo aberto, embora a cabeça tenha voltado a funcionar. Não utilizar essa fase significa não permitir uma evolução: “nada de cabeça, é tão bom sem’. Traduzindo: ‘sem mais limites’. Ou então: ‘nada de coração, gosto de saber onde estou pisando’, isto é ‘ não quero arriscar’.

 

Pg 64 – Personalidade deriva de persona, e persona na língua etrusca significava máscara.

No caminho de nossa evolução, somos obrigados a construir muitas máscaras e perder outras tantas. Construímos tantas, bonitas e feias, camada sobre camada, como cascas de árvore, e agora estamos tão identificados com elas que as confundimos com nossa identidade. Identidade quer dizer ‘isso mesmo’, o ponto central, a pérola na concha da ostra. Em torno dela construímos a personalidade, à qual depois nos apegamos; sempre somos muito apegados a ela, quer a amemos ou odiemos.

Então, se não quisermos nos opor, mas colaborar com nosso crescimento, não há outro caminho senão favorecer a perda de nosso apego a uma personalidade que nunca poderá nos representar inteiramente, e isso pode ser feito com uma boa ajuda do outro. Assim, cada pedaço que cair fora para abrir espaço ao novo, trará dor, e a dor será proporcional ao nosso apego. Adquirir, reconhecer, abandonar. O processo de crescimento é ritmado por esses três momentos. Não se pode abandonar o que nunca se teve, ou nunca se teve a coragem de desejar.

 

Pg 74 – Contudo, como terapeuta de orientação analítica, e, mais recentemente, como terapeuta sistêmico, percebo que a diferença central entre os analistas e os sistêmicos está no modo como sustentam e são dirigidos pelas noções de profundidade e de prejuízo.

Simplificando ao máximo essa questão, eu formularia assim esta diferença: os psicanalistas tratam dos determinantes profundos (motivações, fantasias, situações relacionadas ao passado, que estão na base dos conflitos presentes); já os terapeutas sistêmicos tratam das implicações profundas dos modelos, ideias e explicações aos quais uma pessoa recorre para pensar seus conflitos e prejuízos.

Consequentemente, no primeiro caso, o objetivo terapêutico consiste em interpretar, entender, reviver, e, consequentemente, corrigir esses conflitos profundos; no segundo caso, consiste em tratar esses conflitos e faltas como manifestações e consequências de ideias que tem múltiplas implicações na autoestima, no comportamento e nas respostas que o paciente desperta nos outros.

Pode-se objetar que são sempre as ideias, as ideias dos pacientes que provocam sofrimento, conflitos intrapsíquicos e interpessoais, impasses relacionais e catástrofes, e que em ambos os casos devem-se mudar essas ideias.

É verdade. Mas o problema é que psicanalistas e terapeutas sistêmicos geralmente têm ideias diferentes sobre as origens, a natureza e a possibilidade de mudança dessas ideias que produzem sofrimento. Isso nos leva, novamente, a uma diferença que, considerando o fator tempo, pode ser enorme, pelo menos na prática terapêutica.

 

Pg 79 – É também nesse sentido que podemos entender a frase de Freud, que considerava ‘o casamento – uma tentativa original de cura’, ou ‘a forma mais frequente de resolver a neurose’.

 

Pg 89 – A normalidade não é tanto a ausência de problemas, e sim a capacidade de transformá-los e pensa-los.

 

Pg 111 - ...uma maneira compreensível e clara de propor um projeto de terapia: “quando você vai ao médico por causa de algum problema físico, o médico primeiro faz um diagnóstico e depois passa à terapia. Para formular um diagnóstico preciso, são úteis certos exames de laboratório – de sangue, de urina, radiografias, etc. Eu também preciso de um levantamento preliminar para o diagnóstico. Em vez de sangue, quero seus pais; em vez de radiografias, preciso conhecer seus filhos, e, depois, vou precisar falar com vocês também separadamente, não só como casal. No fim dessa fase exploratória, vamos fazer as contas juntos e então avaliar se é oportuna uma terapia de casal”.

 

Pg 121 – Em seu livro A miragem do casamento, Lederer e Jackson constroem esta metáfora:

“O casamento é como se resolvêssemos tomar um avião para passar as férias de Janeiro nas Bahamas e, ao descer do avião, percebemos que fomos aterrissar nos Alpes Suíços.”

Faz frio, está nevando, não tem piscina nem sol. Vamos precisar comprar roupas de inverno, aprender a esquiar, falar outra língua.

Constatamos, com surpresa, que é tudo bem diferente do que tínhamos imaginado.

É perfeitamente possível passar ótimas férias na Suíça mesmo, só é preciso ter paciência...”

 

Pg 151 – As mulheres geralmente estão em desvantagem na mesa de negociação, não somente por que têm recursos econômicos inferiores, mas também por que não se atribui valor monetário à sua capacidade de cuidar da família. Consequentemente, elas acham que não tem o mesmo direito que seus homens, de decidir como o dinheiro vai ser gasto. O marido tende a pensar que o dinheiro é ‘dele’, já que foi ele quem ganhou, todo ou em grande parte, e assim coloca a mulher em situação de dependência, de ter que pedir e implorar para se manter. Em terapia, costuma-se tratar o problema do dinheiro em seus aspectos simbólicos, em vez de trata-lo como valor real; com isso, não se leva em conta a dependência econômica da mulher.

 

Pg 152 – Até poucos anos atrás, o ato sexual tinha significado diferente para homens e mulheres, e a complementaridade dependia de regras estabelecidas. A experiência heterossexual tradicional supunha a erotização do macho dominante e a submissão da mulher.

Para as mulheres, o sexo era um ato de rendição; para o homem, um ato de conquista e poder: uma prova de virilidade e potência sexual.

Na mística masculina, poder e prestígio sempre foram identificados com sexualidade.

Para agradar os homens, dos quais dependem emocional e, muitas vezes, economicamente, as mulheres sempre se esforçaram para dar, mais do que para receber prazer. O sexo tornava-se um ato simbólico, realizado em nome do dever, para o bem do matrimônio e visando a maternidade, às custas dos próprios desejos sexuais. As mulheres se ressentiam por terem de responder às necessidades sexuais dos maridos, enquanto suas próprias necessidades de envolvimento e intimidade não eram respeitadas, e, muitas vezes, reagiam procurando evitar as relações sexuais. Os homens não conseguiam ler isso como um sinal de que alguma coisa não estava funcionando no relacionamento, e tendiam a atribuí-lo à sua habilidade sexual, interpretando-o, portanto, como rejeição à sua virilidade. Daí a represália mais comum: acusar a mulher de frigidez.

Mas isso tornava-se um verdadeiro anátema para a mulher, visto que, em nossa sociedade, ser considerada frígida é tão terrível quanto não ser considerada boa mãe.

Por outro lado, qualquer tipo de comportamento dos homens, da traição ao incesto, ficava justificado se a mulher fosse ‘fria na cama’. Geralmente, a mulher aceitava esse rótulo, mas com uma sensação de culpa que só fazia diminuir mais ainda o desejo sexual.

Desde que os métodos anticoncepcionais e a legalização do aborto libertaram a mulher das consequências da gravidez, o sexo começou a assumir outro significado.

 

Pg 153 – Numa sociedade em que o valor da mulher é proporcional aos seus atrativos sexuais, ela vai perdendo terreno ao envelhecer. O contrário vale para os homens, cuja atração aumenta com o aumento de riqueza, poder e prestígio, adquiridos com o passar do tempo.

As estatísticas comprovam que, entre os divorciados, é mais fácil que o homem volte a casar-se do que a mulher, e que os homens tendem a se unir, no novo casamento, a mulheres cada vez mais jovens.

 

Pg 162 – O marido chega em casa bastante excitado e diz à mulher: “hoje eu quero fazer amor feito um cachorro”. A mulher, ofendidíssima, responde: “nem pensar, nem vamos falar disso”. O marido volta à carga, inutilmente, na noite seguinte e, uma semana depois, repete a proposta trazendo um presentinho ainda por cima. Aí a mulher diz que concorda por que o ama muito, mas com uma condição. “Qual é?”, pergunta o marido excitadíssimo. “Concordo, mas só se for no meio de uma rua onde ninguém nos conhece!”

Pg 164 – Do ponto de vista comportamentalista, foram elaboradas as mais diversas pedagogias sexuais. Muitos casais só comunicam mensagens negativas, tornando implícitas, e portanto inúteis, as mensagens positivas. Todo mundo precisa de pelo menos três mensagens positivas por dia, e isso permite relativizar as mensagens negativas.

 

Pg 164 – É sempre útil estudar cinco variáveis: a mímica, o tom de voz, a postura, o gestual e a prossêmica do indivíduo e do casal, sobretudo quando entram em conflito com o conteúdo verbal do discurso.

 

Pg 166 – Muitos indivíduos, sobretudo homens, têm uma evidente patologia narcísica, que os impede de fazer uma consulta para distúrbios sexuais, conjugais ou psicossomáticos. Nessas condições, o posicionamento de casal é utilizado como estratégia para convidar o paciente doente a participar do atendimento, ‘por que sem ele não dá para curar a mulher’. Uma vez estabelecido esse contrato, é possível enviar-lhe mensagens indiretas ou paradoxais, que possibilitem modificar sua atitude. Trata-se mais de terapia ‘no’ casal do que ‘de’ casal.

 

Pg 192 – ...65% das mulheres e 70% dos homens voltam a se casar com a convicção de que o primeiro divórcio aconteceu por uma escolha errada de parceiro ou por algum problema emocional pessoal ou familiar, e não devido a alguma falha da instituição matrimonial em si.

 

Pg 197 – O pai deve explicar aos filhos que a nova mulher deve ser respeitada, mas que não irá substituir a mãe, nem ele mesmo. Ainda será o pai que irá estabelecer as regras de vida em comum.

Ele deve estar preparado para um certo mal-estar dos filhos com o novo casamento, e saber que o novo relacionamento entre eles e a nova mulher irá se desenvolver lentamente, de acordo com os desejos e os modos de relacionamento das duas partes. Deverá evitar forçar os tempos; não pode esperar que se crie um apego imediato entre a mulher e os filhos.

Aliás, os problemas previsíveis que podem surgir nesse tipo de triângulo devem-se, quase inteiramente, às velhas ideias sobre a divisão de papeis conforme o sexo, e é garantido que acabam por produzir a típica ‘madrasta incapaz’.

 

Pg 198 – Uma pesquisa recente revela que os casais com filhos que voltam a se casar tem o dobro de probabilidade de se divorciarem do que os casais sem filhos.

 

Pg 202 – Os casais que procuram assistência terapêutica muitas vezes ficam decepcionados quando é exigido deles um trabalho duro. Esperam uma varinha mágica que faça tudo funcionar direito e lhes dê uma sensação de bem-estar. O terapeuta torna-se assim mestre e guia no caminho de formar relacionamentos.

 

Pg 203 – Problemas Clínicos

Podemos sistematizar os problemas relativos aos casais empregando um esquema simples, ao qual podem ser acrescentados níveis de complexidade:

            1 – O casal que tem dificuldades para se tornar um casal;

            2 – O casal que tem dificuldades para achar um modus vivendi feliz como casal;

            3 – O casal que não sabe se quer continuar junto ou não;

            4 – O casal que precisa de ajuda para se separar;

            5 – O casal que precisa achar um jeito de se adaptar a mais de uma relação de casal, geralmente devido à existência de filhos de um casamento ou de uma relação anterior.

Destaques de livros sobre casais e famílias

O que não me contaram sobre casamento mas que você precisa saber

Gary Chapman

 

- Pg 7 – “Quase todos os casais preveem o “viveram felizes para sempre”. Ninguém se casa esperando ser infeliz ou tornar a vida do cônjuge infeliz. Mesmo sendo assim, todos nós sabemos que o índice de divórcios nas culturas ocidentais continua oscilando em torno de 50%, e a maior porcentagem acontece durante os primeiros sete anos de casamento.

 

- Pg 8 – “...Divórcio é a falta de preparo para o casamento e do fracasso do casal em adquirir as habilidades para agir como parceiros em uma relação íntima. O que é irônico é que reconhecemos a necessidade de estudo em todas as demais atividades da vida e deixamos de reconhecer esta necessidade quando se trata do casamento.”

 

- Pg 9 – “Quero que vocês aprendam com os erros deles. É muito menos doloroso do que aprender com os próprios erros”.

 

- Pg 12 – “Com frequência pergunto a casais em nossa primeira sessão: “por que vocês decidiram se casar?”. O que quer que digam, sempre me dão a razão principal...

 

- Pg 13 – “... geralmente faço de seis a oito sessões de aconselhamento com pessoas que desejam se casar...”

 

- Pg 14 – “Estar apaixonado é uma experiência emocional e obsessiva. Entretanto, as emoções mudam e a obsessão desaparece. Pesquisas indicam que o tempo médio de duração de uma paixão é de dois anos.

 

- Pg 15 – “Pesquisas indicam que o tempo médio de duração de uma ‘paixão’ é de dois anos.”

 

- Pg 18 – “dois estágios do amor romântico:

            O primeiro estágio exige pouco esforço.  Somos levados pelos sentimentos eufóricos, “estar apaixonado”. Fazemos qualquer coisa pelo outro, a qualquer custo ou sacrifício. O outro parece ser perfeito. Nesta fase não é preciso cultivar o relacionamento...

            O segundo estágio do amor é muito mais intencional que o primeiro.

 

- Pg 22 – As cinco linguagens do amor:

            Palavras de afirmação

            Atos de serviço

            Presentes

            Tempo de qualidade

            Toque físico

 

- Pg 24 – Como descobrir sua linguagem do amor

            Observe seu próprio comportamento

            Do que você mais reclama?

            O que você pede com mais frequência?

 

- Pg 29 – “...vocês dois são muito influenciados por seus pais... de alguma forma somos produtos de nosso ambiente. As pesquisas indicam que homens abusadores quase sempre foram abusados quando crianças.”

            ... “Se a mãe de uma garota é alcoólatra, sabemos por estatística que ela tem tendência a se tornar alcoólatra. Porém ela não está fadada ao alcoolismo.”

 

- Pg 34 – “É por isso que encorajo o casal a conviver com os pais um do outro durante um tempo suficiente para conhecer a personalidade, os padrões de comunicação, os valores e, em especial, como se relacionam entre si. Esse é o modelo que mais influenciou a pessoa com quem você está namorando. Se você observar coisas que incomodam, isso precisa ser discutido extensivamente com seu namorado.”

 

- Pg 39 – “... devemos começar aceitando a realidade de que temo conflitos. Conflitos não são um sinal de que você se casou com a pessoa errada. Eles simplesmente confirmam que você é humano. Todos tendemos a assumir que nossas ideias são as melhores. O que deixamos de reconhecer é que nosso cônjuge tem a mesma opinião sobre as próprias ideias. A lógica de um não vai concordar com a do outro, e as emoções de um não vão espelhar as do outro. Nossas ideias e percepções de vida são influenciadas por nossa história, valores e personalidade. E esses fatores são diferentes para casa um de nós.”.

            “Alguns de nossos conflitos serão grandes; outros, menores. O conflito sobre como colocar as coisas na máquina de lavar louças entra na categoria dos menores. Já o conflito sobre ter ou não um bebê com certeza está na categoria dos grandes. Grande ou pequeno, todos os conflitos têm potencial para destruir uma noite, uma semana, um mês ou uma vida inteira. Por outro lado, eles também têm o potencial de nos ensinar como amar, apoiar e encorajar um ao outro. Essa é de longe a melhor estrada para se viajar. A diferença está na maneira como você processa os conflitos.”.

 

Pg 48 – Confissão: significa admitir que o que fiz ou deixei de fazer está errado.

            Arrependimento: significa que conscientemente quero me afastar desse erro e procurar fazer o que é certo.

 

Pg 49 – Depois de passar a vida aconselhando outros casais, estou convencido de que não há casamento saudável sem pedidos de desculpas e sem perdão.

 

Pg 50 – As linguagens do perdão:

            1 – Manifestação de arrependimento; “Me desculpe por...”

            2 – Aceitação da responsabilidade; “Eu estava errado em...”

            3 – Compensação do Prejuízo: Acertar as contas, compensar o prejuízo.

            4 – Arrependimento genuíno. Criar um plano para que o mau comportamento ocorra novamente.

            5 – Pedido de perdão: “Você me perdoa, por favor?”

 

Pg 65 – Quatro coisas que o perdão não faz:

            1 – O perdão não desfaz nossas lembranças;

            2 – O perdão não remove todas as consequências do erro cometido;

            3 – O perdão não reconstrói a confiança;

            “Certa vez aconselhei um casal em que um dos cônjuges tinha sido sexualmente infiel e agora tentava reconstruir o casamento. Recomendei, depois dos sinceros pedidos de desculpas e do perdão, que o ofensor desse permissão ao cônjuge para examinar todas as áreas de sua vida. Isso significa que talão de cheques, computador, iPhone e todas as fontes de informação estariam disponíveis para que o cônjuge examinasse. Com essa ação você está dizendo: “não tenho nada a esconder. Mudei realmente meu comportamento e quero ser digno de sua confiança outra vez.”

            4 – O perdão nem sempre resulta em reconciliação. Reconciliação significa “trazer de volta a harmonia”

Pg. 69 – “Um pedido de desculpas comunica: ‘Valorizo este relacionamento e quero lidar com esse problema’. A recusa em pedir desculpas comunica: ‘Eu não valorizo este relacionamento e, por mim, tudo bem continuarmos afastados’. Não podemos forçar um pedido de desculpas, mas podemos demonstrar boa vontade e expressar nossa disposição para perdoar. Se, na análise final, a pessoa não estiver disposta a recuperar o relacionamento, então você pode entrega-la para Deus e confiar a ele sua dor e sua raiva. Não permita que a falta de disposição da pessoa em relação ao problema destrua sua vida. São necessárias duas pessoas para construir um relacionamento positivo e saudável.

 

Pg 72 – Levantei esse assunto não por estar extremamente preocupado com quem vai limpar o banheiro. Estou bastante preocupado, porém, de que você entre no casamento sem nunca ter discutido quem vai fazer o que depois de se casar. É isso que os sociólogos chamam de “papeis conjugais”. A confusão sobre os papéis é um dos aspectos mais estressantes dos casamentos.

 

Pg 74 – O casal maduro vai, aberta e honestamente, compartilhar suas próprias expectativas e, onde houver diferenças de opinião, negocias antes do casamento um acordo sobre os papéis conjugais.

 

Pg 76 – Em um time de futebol, os onze jogadores têm o mesmo objetivo, mas nem todos desempenham o mesmo papel. O técnico busca colocar os jogadores na posição para a qual ele acha que eles estão mais aptos a desempenhar. Esse princípio pode também ser útil para determinar os papéis conjugais.

 

Pg 81 – A primeira pedra fundamental no desenvolvimento de um planejamento financeiro é concordar que depois do casamento não será mais “meu dinheiro” e “seu dinheiro”, mas “nosso dinheiro”.

 

Pg 85 – Outra questão bastante importante que precisa ser discutida por todo casal é a compra a crédito. Se eu tivesse uma bandeira vermelha, a agitaria aqui.

 

Pg 92 – “... gostaria que alguém tivesse me dito que enquanto os homens concentram-se na relação sexual, as mulheres concentram-se no relacionamento. Se o relacionamento está estilhaçado por palavras rudes e comportamento irresponsável, a mulher vai achar muito difícil se interessar por sexo. Para ela, sexo é um ato de intimidade e se desenvolve de um relacionamento amoroso. Ironicamente, os homens geralmente acham que a relação sexual vai resolver quaisquer problemas de relacionamento que possam existir.

 

Pg 93 – Gostaria que alguém tivesse me contado que, para a esposa, as preliminares são mais importantes do que o ato sexual em si.

 

Pg 94 – Gostaria que tivessem me contado que, quando alguém força o cônjuge a determinada prática sexual, isso de ser ato de amor e se torna abuso sexual.

 

Pg 95 – Não é simplesmente a junção de dois corpos. É a união de corpo, alma e espírito. Acho que é por isso que a fé cristã e a maioria das outras religiões restringem o ato sexual ao casamento.

 

Pg 96 – Sempre incentivo jovens a fazer essa pergunta uma vez por mês nos primeiros 6 meses de casamento: “O que eu poderia fazer ou não para tornar o lado sexual do casamento melhor para você?”

            A ideia generalizada é que a experiência sexual prévia prepara melhor para o casamento. Todas as pesquisas indicam o contrário. Na verdade, a taxa de divórcio entre aqueles que tiveram experiência sexual antes do casamento é duas vezes maior do que a daqueles que não tiveram. A realidade é que a experiência sexual prévia geralmente se torna uma barreira psicológica para se atingir a unidade no casamento.

 

Pg 97 – Os casais geralmente lutam contra o desejo de conhecer a história sexual um do outro e, quando conhecem, às vezes isso se torna uma lembrança difícil de apagar. Quando se trata de casamento, algo no fundo da psique humana grita por um relacionamento exclusivo. E somos atormentados pelo pensamento de que nosso cônjuge teve intimidade sexual com outros.

 

Pg 99 – Se você acha que depois do casamento serão apenas vocês dois, seu pensamento está errado. Você está se casando com uma família, para o bem ou para o mal. A família dela não desaparece um dia depois do casamento. Tanto seus pais como os dela podem permitir que vocês tenham alguns dias de lua de mel sozinhos, mas depois disso, eles esperam ser parte da vida do casal. Em algumas culturas não ocidentais, o envolvimento familiar é mais pronunciado e aparente. Há casos em que a noiva se muda para a casa dos pais do marido e vive ali indefinidamente. Afinal, o dote foi pago, e ela pertence à família dele. A sogra vai ensiná-la a ser a esposa de que o filo precisa. Na cultura ocidental, o relacionamento com parente não é formalizado com essa rigidez, mas mesmo assim é real.

 

Pg 105 – Quero sugerir que o processo comece ao se aprender a ouvir com empatia. Por ouvir com empatia quero dizer ouvir com a intenção de compreender o que seus familiares pensam.

 

Pg 107 – A negociação é aprimorada quando você faz pedidos, e não exigências.

 

Pg 109 – As centenas de casais que passaram por meu consultório me fizeram notar que fomos uma exceção. Ter um bom relacionamento com os parentes do outro normalmente exige tempo e esforço.

 

Pg 110 – Como qualquer pessoa, os parentes costumam seguir certos padrões de comportamento. Alguns são positivos, como jogar golfe aos sábados. Outros são negativos, como se embriagar nas noites de quinta-feira. Que padrões você observa em seus familiares? Compartilhem isso um com o outro e conversem sobre as coisas que vocês podem achar irritantes.

 

Pg 111 – Quando você dois têm um desentendimento, com que frequência você começa suas frases com a palavra você em vez de eu?

 

Pg 115 – Como obtive graduação e pós-graduação em antropologia, geralmente sou atraído por descobertas culturais feitas por antropólogos. Uma dessas descobertas é que o homem é incuravelmente religioso. Não há cultura que não tenha desenvolvido um sistema de crenças sobre o mundo não material. Da veneração romana aos deuses míticos à crença em espíritos malignos encontradas em tribos indígenas, o homem acredita que existe mais do que nossos olhos podem ver. A segunda descoberta dos antropólogos é que essas crenças religiosas influenciam muito o comportamento daqueles que nelas acreditam. Isso é verdadeiro tanto no que se costuma chamar de religiões primitivas quanto em religiões mais avançadas como judaísmo, cristianismo, budismo, hinduísmo ou islamismo. Nossa visão de espiritualidade influencia em grande parte nosso modo de viver.

            Por essa razão, quando casais estão pensando em casamento, a religião precisa estar perto do topo da lista de problemas a serem discutidos. A questão é: “nossas crenças espirituais são compatíveis?”, ou “estamos marchando sob a batida do mesmo baterista?”. Poucas coisas têm mais potencial para causar conflito conjugal do que visões espirituais divergentes. É por isso que a maioria das religiões do mundo encoraja seus fiéis a se casar com pessoas da mesma tradição religiosa.

 

Pg 125 – Gostaria que tivessem me contado que nossa personalidade (aquelas características que nos tornam únicos) afetaria profundamente nosso casamento.

 

Pg 128 – O pessimista e o otimista em geral se atraem. O otimista vê o copo meio cheio; o pessimista vê o copo meio vazio. O otimista vê as possibilidades, enquanto o pessimista vê os problemas. Cada um de nós tem uma inclinação básica em uma direção ou outra, mas geralmente não nos damos conta desse aspecto de nossa personalidade.

 

Pg 129 – O problema é que nenhum deles sabia quem o outro era antes de se casarem. A euforia da experiência de namoro os cegou par essa diferença de personalidade.

 

Pg 132 – ... a hora de começar a negociação é antes do casamento.

 

Pg 138 – Juntos vocês vão conquistar muito na vida, se aprenderem a se complementar, em vez de ser concorrentes.

 

Pg 142 – Como as diferenças de personalidade são tão profundas e pelo fato de afetarem com intensidade nosso comportamento, costumo incentivar todos os casais que estão pensando seriamente em casamento a preencher um perfil de personalidade. Poucas coisas vão preparar melhor para os conflitos inevitáveis no casamento como compreender os padrões de personalidade de cada um. Há uma grande quantidade de perfis de personalidade disponíveis. Recomendo um desenvolvido na Noruega, que se tornou popular nos Estados Unidos para muitos conselheiros matrimoniais... www.oneishy.com/personality

            Outro perfil é Couple checkup... Há perfis separados para casais de namorados, noivos e casados.

 

Pg 153 – Namoros saudáveis terão como foco “conhecer” um ao outro. Isso é realmente o que um namoro sério significa. A psique humana é uma combinação complexa de hereditariedade e ambiente. O que você vê por fora não é necessariamente que vai descobrir no interior. Esse processo de descoberta exige um alto nível de honestidade por parte dos dois indivíduos. Nos estágios iniciais do namoro, tendemos a “colocar nosso melhor pé à frente”. Ou seja, nos esforçamos para dar uma boa impressão. Mas essa não é a atitude que leva a um namoro saudável.

 

Pg 154 – Construir um relacionamento sobre a mentira ou sobre verdades ocultas é sabotá-lo Por natureza, somos rápidos em compartilhar nosso sucesso, já que ele nos faz parecer melhores. Hesitamos em compartilhar nosso fracasso, porque nós mesmos somos machucados pelas lembranças. Mesmo assim, namoros saudáveis são construídos sobre a verdade.

            Há duas áreas em que em geral é muito difícil ser honesto. Uma é compartilhar nossa história sexual, e outra, nossa história financeira. Porém, com muita ênfase estimulo os casais em namoro sério a revelar essas áreas da vida.

 

Pg 156 – Em um esforço para identificar os vários aspectos de nossa humanidade, em geral usamos palavras como intelectual, emocional, social, espiritual e físico.

                Intelectual tem a ver com nossos pensamento, desejos e percepções da vida...

            Emocional tem a ver com nossas respostas espontâneas a eventos com que nos deparamos na vida...

            Social é quando buscamos compartilhar a vida com os outros...

            Espiritual são as crenças sobre o mundo imaterial...

            Físicas é a nossa parte mais tangível e visível...

Destaques de livros sobre casais e famílias

O que os homens dizem, o que as mulheres ouvem

Linda Papadopoulos

 

- Pg 12 – Devia ser tão mais fácil. Todos esses séculos de desenvolvimento humano, socialização e civilização deviam contar alguma coisa. Nós mandamos os homens para o espaço, as mulheres para as cabines de votação e clonamos uma ovelhinha muito impressionante. No entanto, quando se trata da comunicação entre os sexos, por que parece que ainda estamos na fase do “Mim Tarzan, você Jane”?

 

- Pg 18 – Erros Comuns de Pensamento (ECP) – crenças irracionais ou equivocadas sobre nós mesmos, sobre a outra pessoa ou sobre uma determinada situação. Como quando fazemos suposições erradas sobre o que outras pessoas estão pensando e sentindo, baseadas em nossas experiências passadas.

 

- Pg 19 – Essa estratégia de lembrar o passado para ajudar a tomar decisões sobre o futuro faz sentido em uma série de ocasiões, imagine comer uma linda frutinha na floresta e logo depois se sentir mal. É importante que você se lembre disso para evitar se sentir mal por comer frutas silvestres. Agora imagine um jovem e loiro advogado com um sotaque sulista que partiu seu coração. Conscientemente ou não, você começa a categorizar características como advogado, loiro e sotaque sulista como potencialmente significando coisas sobre outras pessoas e a maneira como elas vão trata-la.

...

O primeiro passo para conseguir lidar com os ECPs é tornar-se capaz de reconhece-los. Vamos examinar os seis erros mais comuns e lembrar que estão no centro de tudo o que vamos discutir nos próximos capítulos:

1 – Pensamento extremista: ”ou ele diz que me ama ou nosso relacionamento está condenado”... “se ele não fizer x nunca mais atendo seus telefonemas.”

2 – Maximização das Negativas: Você só percebe o lado ruim da situação...

3 – Tornar tudo relacionado a você: ... você se sente responsável por coisas que não tem nada a ver consigo... lembrando-se de que a vida dele tem milhares de coisas que podem deixa-lo contente ou triste. Você é uma dessas coisas, mas não a única.

4 – Saltar para as Conclusões: Você chega a conclusões precipitadas baseada em evidências insuficientes ou inadequadas.... Ninguém gosta de ficar com uma pessoa que está o tempo todo tentando desencavar motivos ocultos.

5 – Enxergar tudo como se fosse uma catástrofe: Você se concentra na pior hipótese e exagera as prováveis consequências... Pare um pouco e desafie esses pensamentos negativos.

6 – Generalizar os aspectos negativos: Você exagera a lembrança de uma experiência desagradável e ela passa a afetar outras partes da sua vida presente, mesmo que não estejam relacionadas.

 

- Pg 22 – Uma mulher pode dormir com todo rapaz que a leva para tomar um drinque por que estabeleceu uma falsa crença de que o sexo é a única maneira de fazer um homem se apaixonar por ela.

Todos esses comportamentos soam ridículos quando escritos, mas nós já agimos assim alguma vez.

Os Erros Comuns de Pensamento não aparecem da noite para o dia. Eles se desenvolvem no correr de anos e permanecem conosco, com frequência não desafiados. E, uma vez enraizados, tornam-se automáticos. Você nem percebe que dano está causando à sua felicidade. Se pretende ter alguma chance de dissolver os ECPs derrotistas, precisa aprender a reprogramar esses pensamentos automáticos com uma estratégia mais construtiva:

- Identifique-os: Os pensamentos dão origens a emoções. O que estou sentindo? Por que estou me sentindo assim? O que estou pensando sobre isso que está fazendo com que eu me sinta assim? O que estou dizendo a mim mesma?

- Conteste-os: Há outro jeito de ver as coisas? Estou sendo injustamente tendenciosa? Que evidência existe para a conclusão a que cheguei?

- Adapte-os: Qual seria uma alternativa de extrair sentido das coisas? Posso tornar meu pensamento negativo mais equilibrado? Quanto devo acreditar nesta alternativa?

- Substitua-os: Eu me sinto melhor agora que estou olhando as coisas de uma perspectiva diferente? Essa outra maneira de olhas as coisas é pelo menos um pouco realista?

- Livre-se deles: Estou pronta para ter alguma fé em desafiar minha atual maneira de pensar? Vou deixar que pensamentos mais racionais e positivos me ajudem a me livrar de meus sentimentos negativos?

 

- Pg 24 – É impressionante como as coisas podem ser diferentes quando se tem uma perspectiva positiva.

 

- Pg 25 – O truque é reconhecer que, às vezes, o que escutamos tem muito mais a ver com a maneira de ouvirmos do que com o que está sendo dito.

... Faça uma pausa antes de supor que sabe o que ele está dizendo: ele realmente quer dizer isso ou você está apenas interpretando suas palavras baseada em suas experiências passadas?

 

- Pg 30 – Eles estão programados para querer estar com uma garota, mesmo que o flerte dela não seja explicitamente sexual. Afinal, a teoria evolucionária diz que todo o objetivo da vida é garantir que seus genes sejam passados adiante. Quanto mais forem passados, melhor, pois significará que eles terão mais chances de sobreviver...

...reagindo a mulheres de anos de conexão biológica.

As mulheres, no entanto, quase sempre flertam para se envolver em um relacionamento, não apenas para fazer sexo. Isso faz sentido evolucionário, pois as mulheres não podem espalhar seu DNA tão facilmente como os homens.

 

- Pg 32 – Tanto a pesquisa evolucionária quanto a social mostram que os homens buscam mulheres cuja aparência física demonstre uma grande fertilidade: olhos grandes, lábios proeminentes, seios grande e quadris amplos. As mulheres são atraídas por homens que são provedores inteligentes – os mais fortes, os corredores mais rápidos, e aqueles com mestrado precisam se aplicar.

 

- Pg 36 - Dado o potencial para todas essas ciladas, como você pode se certificar de que vai flertar sem ser mal interpretada? Há sinais sexuais secretos que vão lhe dizer se uma pessoa está flertando com você e ajuda-la a decifrar a linguagem corporal do flerte.

1 – A pirâmide do flerte. (olhos nariz boca (ver no livro));

2 – Leitura labial: ...o olhar de quem está flertando vai se concentrar na boca se ele estiver imaginando beijá-la.

3 – Sobrancelhas subliminares. Quando vemos alguém de quem gostamos, nossas sobrancelhas se erguem e caem muito rapidamente. Isso dura uma fração de segundo...

4 – Compasso do amor: ... temos a tendência de apontar nossos membros para a pessoa em quem estamos interessados.

5 – Brincar de espelho: ...nada liga mais duas pessoas do que o comportamento do espelho.

6 – Piscar: quando achamos alguém atraente, o tamanho da nossa pupila aumenta e começamos a piscar mais rapidamente.

...

Não julgue uma coisa isoladamente. Em vez disso, observe grupos de comportamento. A maioria dos especialistas em linguagem corporal gosta da Regra dos Quatro, que significa observar pelo menos quatro sinais que sugiram a mesma coisa antes de acreditar nela.

 

- Pg 44 – Por exemplo, quando Stephanie está num encontro, ela filtra qualquer informação nova através de seu modo de pensar fixado na inadequação. Mesmo que o rapaz com quem ela sai lhe diga “Eu adorei esta noite”, em vez de aceitar e gostar do cumprimento, ela o interpreta como Ele está sendo apenas amável, por que não me conhece ou só quer dormir comigo. Que idiota!

 

- Pg 48 – É interessante, mas pessoas com limites pessoais similares têm maior probabilidade de namorar. Por isso, é importante estabelecer seus limites quando você namora- isso pode garantir que você encontre o homem de seus sonhos.

 

- Pg 49 – Acredite ou não, quem detém o poder em um relacionamento é algo com frequência, estabelecido desde o início. Os casais quase sempre vão e vêm verbalmente, testando seus poderes, observando as reações, os pontos fracos e fortes um do outro, para desempenhar seu melhor controle.

...

A crença é que quanto mais poder você tem, menos provável será ser magoado se o relacionamento não der certo.

 

- Pg 51 – Os estudos mostram que tendemos, subconscientemente, a buscar pessoas que nos completam, compensando qualidades que possam nos faltar. Por exemplo, se não somos muito bons em tomar uma posição com clareza, podemos ver a assertividade do nosso parceiro como muito atrativa.

 

- Pg 53 – Ao contrário do que em geral se pensa, os homens entram em um relacionamento com o desejo de se apaixonar mais frequentemente do que as mulheres e se apaixonam mais rapidamente.... os homens estão menos dispostos a se casar sem ter certeza de que estão apaixonados.

...

Namore com calma, não vá com muita sede ao pote

Para superar seu modo de pensar estabelecido, causado por relacionamentos anteriores ou expectativas de gênero de que os homens devem sempre realizar a caça, você deve desafiá-lo. Por que assumir que um elogio explícito é um insulto velado? Que evidência tem para isso? Você deve esperar que ele telefone simplesmente por que sua mãe sempre lhe disse que “só mulheres perdidas tomam a iniciativa”? Aprenda a ser ativa no processo. Seja uma parte dele. Não espere que ele aconteça. E desfrute. A cultura das refeições rápidas, resultados imediatos e tratamentos de Botox durante nossos intervalos do almoço significa que esperamos conexões em alta velocidade em todas as áreas da nossa vida. É fácil começar esperando um relacionamento pronto, mas a razão de muitos relacionamentos fracassarem é por que uma ou as duas partes julgam incorretamente a marcha dos acontecimentos.

 

- Pg 54 – Seja assertiva. Esqueça as expectativas sociais que a desencorajam de tomar a iniciativa. Faça o primeiro movimento se assim o quiser!

Diga o que está pensando. Não se cale por medo de afastá-lo, se parecer muito ansiosa para vê-lo de novo. Se ele gostou de você vai ficar entusiasmado e aliviado com a sua honestidade. Se isso assustá-lo, ele não era o homem certo para você.

Esqueça as mágoas ou os seus relacionamentos fracassados. O pensamento do tipo” Todos os homens são iguais” é destrutivo. Trate todo encontro romântico como uma experiência nova e excitante.

 

- Pg 56 – O que significa Intimidade

Intimidade significa compartilhar experiência emocionais. Envolve uma disposição para confiar e se comprometer no relacionamento. Para ser de fato íntimo, você precisa também estar disposto a ser vulnerável. É interessante que, quando se trata de intimidade, os homens e as mulheres parecem querer a mesma coisa. Como sempre, eles apenas têm maneiras diferentes de obtê-la.

 

- Pg 61 – Para complicar mais as coisas, os homens não sentem necessidade de reforçar com tanta frequência a intimidade e supõem que o mesmo acontece com suas parceiras. O velho adágio “Mas você sabe que eu a amo, querida, por que preciso ficar repetindo isso?” Vem dessa diferença básica entre homens e mulheres.

 

- Pg 63 – Bem, então como conseguir inteligência emocional? Que bom que perguntou! Há algumas habilidades que você precisa adotar para exibir uma inteligência emocional efetiva:

1 – Autoconsciência: observe-se e reconheça o que está sentindo.

2 – Administre suas emoções: Lide adequadamente com seus sentimentos... encontre uma explicação alternativa para “o pior cenário”...

3 – Motive-se: ...canalize suas emoções para esforços positivos...

4 – Mostre empatia

5 – Administre os relacionamentos

 

- Pg 65 – Homens e mulheres têm abordagens diferentes. Não espere que as necessidades dele sejam as mesmas que as suas

Sejam abertos e honestos um com o outro.

O ritmo em que ele quer levar as coisas provavelmente será mais lento que o seu. Não apresse as coisas.

 

- Pg 69 – As mulheres querem experimentar uma certa proximidade emocional antes do sexo, enquanto os homens encaram o sexo como um caminho para essa proximidade.

... mas eles com frequência, procuram o sexo apenas pelo sexo. Para as mulheres, o vínculo emocional está ligado ao ato físico e elas têm uma grande dificuldade em divorciar os dois.

 

- Pg 71 – Tanto os homens quanto as mulheres querem sexo, mas em geral em momentos diferentes e por razões diferentes. Os homens querem sexo em intervalos muito regulares, em uma espécie de padrão de pulsação do desejo. Isso se deve em grande parte àquele famoso hormônio masculino, a testosterona. É ele que torna os homens... bem, homens. Ele lhes dá seu excesso de pelos, vozes graves e desejo sexual.

Nas mulheres, os hormônios sexuais são o estradiol e a progesterona. Mas o impulso sexual feminino é menos previsível, ocorre a intervalos esporádicos e depende de muitas influências. Em muitas mulheres, há um momento de interesse sexual aumentado quando ovulam. Tudo, desde o modo de andar até o odor que uma mulher emite, é de alguma maneira regulado por esses ciclos hormonais.

 

- Pg 72 - ... para a maioria dos homens, o desafio é adiar o orgasmo o máximo possível.

Para as mulheres, no entanto, embora o orgasmo seja importante, elas provavelmente se importam mais com as reações emocionais que obtêm do seu parceiro, como vê-lo expressar prazer e fazê-la se sentir amada e desejada. Um vínculo forte com seu parceiro com frequência vai aumentar o prazer da mulher com o sexo. O orgasmo não é o fim de tudo para ela. Em geral, o vínculo, a intimidade emocional e as carícias são mais importantes.

 

- Pg 77 – Enquanto ele está obcecado com o tamanho do seu pênis, você está se atormentando pensando se deve ser tímida e submissa ou se pendurar no lustre.

 

- Pg 78 – Por exemplo, a sociedade sugere e reforça a teoria de que os homens encaram o sexo como bem mais importante para o seu bem-estar geral do que as mulheres.

 

- Pg 80 – Tudo isso soa complicado e confuso. Mas há maneiras simples de iniciar uma discussão sexual produtiva com seu parceiro.

* Sente-se confortavelmente com seu parceiro... não após o sexo...

* Eleve seus pensamentos... se você tem uma queixa, evite que ela soe como uma crítica.

* Seja clara

* Escute o que seu parceiro lhe diz

* Não seja defensiva... não tome o que ouvir como insulto, nem replique nada...

Comunique-se com clareza e sem se envergonhar. Se você estivesse em uma reunião de negócios e não tivesse certeza do que seu cliente estava lhe perguntando, daria um jeito de esclarecer as coisas imediatamente. Se você fosse ao cabelereiro, gostaria de ter certeza de que o profissional sabe exatamente o que você quer antes de começar a acionar a tesoura. Exerça a mesma clareza de comunicação em sua vida pessoal, sobretudo quando se trata do seu relacionamento sexual.

 

- Pg 82 – Encoraje seu parceiro a falar sobre o que ele quer. E escute a resposta.

- Fale. Não fique prisioneira do mito de que ele deve saber automaticamente o que você gosta e assuma a liderança por que ele é homem.

- Seja clara. Se você quer dizer ‘não’, diga ‘não’. Tente evitar sinais dúbios.

 

- Pg 84 – Este é um rótulo muito usado ultimamente, mas o que você faz se percebe estar envolvida em um relacionamento sério com alguém que parece ser um fóbico de compromisso? Durante as fases apaixonadas do relacionamento, vocês dois não conseguem imaginar a vida sem o outro e sentem como se estivessem no topo do mundo. Mas, quando os sinais indicam que o relacionamento está caminhando para algo mais sério, qualquer fóbico de compromisso que se preze vai entrar em pânico.

 

- Pg 87 – Esse tipo de ansiedade ou medo de intimidade pode ser visto de três pontos de vista diferentes

a) As pessoas que demonstram seus sentimentos são fracas;

b) Se eu demonstrar emoções, serei rejeitado;

c) Eu não sei como realmente me sinto

 

- Pg 90 – Há algumas síndromes que as pessoas sofrem como resultado de experiências prévias:

1 – Produto da síndrome passada

2 – Síndrome do nunca é suficientemente

3 – Síndrome do pânico

4 – Síndrome do Livro Fechado

Os exemplos acima mostram que, quando se trata de relacionamentos amorosos, as crenças estabelecidas influenciam aspectos do comportamento. E, com frequência, o comportamento conduz a resultados que só fortalecem suas crenças básicas. É um círculo vicioso do qual é difícil escapar e que leva a uma profecia autorrealizável.

 

- Pg 94 – Ter uma reação positiva quando seu parceiro se abre com você o encorajará a se abrir mais no futuro. Se você escuta e oferece entendimento em vez de ter uma reação exagerada...

 

- Pg 102 – Um exemplo de um estilo casal forte é seu parceiro adverti-lo de que sua mãe pode ser crítica, mas lhe pedir que não reaja da mesma forma. Então, cabe a ele cortar pela raiz os comentários de sua mãe, enquanto você se mantém educada. Assim, você não se sente desprotegida da língua afiada da mãe dele e ele não se preocupa com a iminência de uma guerra. Seu estilo casal vai ajudar ambos a se manterem como uma frente unida sem dramas adicionais.

 

- Pg 107 – Essas técnicas podem ser usadas para ajuda-la a lidar com essas situações e manter relacionamentos socialmente apropriados (mesmo com pessoas das quais você possa não gostar):

1 – Morda sua língua

2 – Não seja a mediadora

3 – Esteja do lado da reconciliação: apoiar a reconciliação é bem mais útil do que apoiar os sentimentos do seu parceiro.

4 – Vocês são as duas pessoas mais importantes: ...tente garantir que a principal prioridade na sua mente e na de seu parceiro seja cuidar um do outro. Com frequência, enfatizar demais o que não está funcionando num relacionamento tira o foco do que está funcionando, assim como pode fazê-la acreditar em algo que não vale a pena.

5 – Pegue o caminho mais tranquilo. ...ganhar a discussão é inútil se, no processo, você conseguir danificar permanentemente os relacionamentos. Se seu objetivo é vencer toda batalha, você pode muito bem consegui-lo, mas isso não vai fazer nenhum bem aos seus relacionamentos pessoais.

6 – Seja realista.

7 – Evite fazer ataques pessoais

8 – Escute

 

- Pg 111 – Estudos têm apontado que, ao contrário de décadas de piadas masculinas, as mulheres, em geral, têm muito mais dificuldades em lidar com a família do seu parceiro – em particular com a mãe dele.

 

- Pg 112 – Estabeleça uma rotina e uma estrutura que funcione para ambos. Certifique-se de que os limites de ambos sejam respeitados. Quando o conflito não a envolver, fique distanciada e imparcial. Quando o conflito envolve-la, faça um esforço para criar uma situação que seja pelo menos suportável, se não benéfica, para todos. Se o seu parceiro é importante para você, então os amigos e a família dele também devem ser, no mínimo, por que constituem uma parte enorme das razões por que ele se tornou a pessoa a quem você tanto ama.

 

- Pg 113 – Aceite que na vida não podemos nos dar bem com todo mundo. E, contanto que as partes envolvidas possam ser civilizadas e respeitosas, isso não constituirá um problema.

Não importa até que ponto você seja próxima da sua família e dos seus amigos; vocês dois têm o dever de proteger e nutrir seu relacionamento.

 

- Pg 117 – Hoje em dia, casar-se antes de um período de coabitação é algo quase impensável. Há uma enorme tendência a testar as águas antes de mergulhar nelas para sempre.

 

- Pg 119 – Para um exemplo de por que os homens e as mulheres encaram a coabitação de maneiras diferentes, simplesmente olhe para trás, para sua própria infância. Até hoje, muitas mulheres lembram de brincar com casas de boneca e mini conjuntos de cozinha. E os meninos? Eles estavam fazendo bolos deliciosos feitos de ingredientes imaginários? De jeito nenhum! Estavam ocupados demais correndo elo jardim com personagens de ação, salvando o mundo. Até hoje, a maioria das mulheres está condicionada desde a infância a ser dona de casa. Fomos ensinadas que um lar aconchegante é algo que temos de nos esforçar para conseguir. Quantas revistas domésticas existem para homens? Os homens são ensinados a enxergar o lar como um lugar para dormir e passar o tempo. Quantos heróis de infância do seu namorado eram orgulhosos de sua casa? É pouco provável que James Bond parasse em uma grande loja de artigos para casa a fim de comprar um spray para roupa de cama com aroma de lavanda após um dia duro de espionagem.

Não é coincidência que a maioria dos heróis homens more sozinha. Até mesmo a linguagem para descrever isso é carregada. Quando uma mulher mora sozinha, ela é uma velha e triste solteirona, mas um homem que vive só é descrito como um solteirão que gosta de se divertir. É fácil ver por que os homens e as mulheres encaram a coabitação de maneiras diferentes.

 

- Pg 122 – Como nosso lar da infância é o primeiro ambiente com o qual nos familiarizamos, as lições que aprendemos lá podem durar a vida toda.

 

- Pg 124 – Localizando os erros

Para tornar o viver juntos o mais suave possível, uma boa ideia é identificar potenciais pontos problemáticos em seu relacionamento e ver como você pode modificar essas situações quando ocorrerem.

Problema: Insensibilidade Percebida

Problema: Pensamento tendencioso: ...você precisa observar tanto os pensamentos automáticos do seu parceiro quanto os seus próprios, e examiná-los levando em conta suas tendências. Analise seus sentimentos e pergunte a si mesma se são inteiramente justificados ou se são influenciados por fatores que não estão relacionados com as palavras ou as ações do seu parceiro.

Problema: medindo forças: ... Uma estratégia bem mais efetiva envolve mudar o objetivo, de modo que você e seu parceiro não estejam lutando para vencer a discussão. O objetivo deve ser a resolução...

Problema: Incapacidade para tomar decisões compartilhadas

Problema: Esperando demais

 

- Pg 131 – As coisas mais comuns sobre as quais os casais discutem são dinheiro, sexo, trabalho, filhos e tarefas domésticas.

 

- Pg 135 – As questões de gênero realmente entram em jogo quando uma pessoa parece ter mais poder econômico que a outra. Na nossa sociedade, o dinheiro é um dos indicadores mais fortes de poder e, por isso, em um relacionamento, a pessoa que tem mais pode achar ou ser vista pelo outro parceiro como contribuindo mais ou tendo mais valor no relacionamento. Isso pode ser especialmente confuso quando os estereótipos de gênero são invertidos. Por exemplo, um homem que ganha menos que sua esposa pode achar que sua masculinidade está sendo desafiada.

 

- Pg 136 – O sexo, como a maioria das coisas em um relacionamento, muda com o tempo. Isso não significa que ele piore; ele apenas muda.

... Não espere que ele se dê ao trabalho de adivinhar e simplesmente saber o que você quer. Corte o conflito pela raiz abrindo de imediato as vias de comunicação.

... Dá trabalho cultivar uma boa vida sexual. Estabelecer um dia toda semana pode parecer forçado, mas não o será, desde que se torne um bom hábito. Pense que qualidade não é quantidade. Quando fizerem sexo, realmente se entreguem e desfrutem. Deixem fluir suas fantasias e deem espaço para as coisas acontecerem.

 

- Pg 144 – Manter a paz à custa da resolução

Isso acontece quando uma pessoa detesta o conflito e faz tudo para evita-lo. O problema aqui é que as necessidades e opiniões dessa pessoa geralmente são inferiorizadas em relação às das outras e raras vezes são ouvidas, o que conduz ao ressentimento e à possível agressão passiva.

 

Jogar com suposições

Isso acontece quando você mostra seus sentimentos, mas quer que o seu parceiro se esforce para ter o privilégio de descobrir o que está errado. É uma maneira de puni-lo, e por isso você fica quieta, bate as portas dos armários da cozinha e dá respostas monossilábicas até ele perceber que as coisas não vão bem. Você pode, por fim, chegar ao ponto de compartilhar com ele o que está errado, mas, quando isso acontece, os dois estão tão exaustos e confusos que fica mais difícil negociar uma resolução.

 

A historiadora

Isso acontece quando você traz à tona toda a história do relacionamento, em vez de se concentrar na questão atual.

 

- Pg 145 – Você precisa aprender a negociar:

1 – Escute com calma a opinião do seu parceiro. Certifique-se que você realmente ouviu o que está sendo dito. Uma ótima maneira de fazer isso é perguntar (o que acabou de ouvir);

2 – Assuma o que você diz: comece a declaração com “eu sinto” em vez de “você me faz sentir”;

3 – Aprenda a empatizar

4 – Admita seus próprios erros de pensamento

5 – Seja autoconsciente

6 – Conscientize-se da sua postura

7 – Revezem-se um com o outro

8 – Cheguem a um acordo

9 – No fim, lembre-se de se desculpar

 

- Pg 146 – Seria muito estranho se não houvesse desentendimentos, discussões e conflitos em um relacionamento entre dois adultos saudáveis com mentes e vidas próprias. Esses conflitos não são um sinal de disfunção, mas sinal de duas pessoas normais estão se esforçando para serem ouvidas e satisfazer suas próprias necessidades e, ao mesmo tempo, manter seu parceiro feliz. Se encarado da forma correta, o conflito pode ter um efeito construtivo, não destrutivo, sobre os relacionamentos, e não há nada mais prazeroso do que fazer as pazes depois de uma boa briga.

 

- Pg 147 – Não tente ‘vencer’ uma discussão. Ela deve sempre terminar em um acordo e em uma resolução.

 

- Pg 150 – E os diferentes gêneros têm ideias totalmente diferentes sobre o que é infidelidade e como lidar com ela.

Surpresa! Por trás de todo relacionamento que está desmoronando, você vai encontrar a falta de comunicação na raiz do problema.

... cerca de 70% dos casamentos em algum momento se deparam com a infidelidade.

... o adultério agora tornou-se quase tão comum entre as mulheres quanto entre os homens.

 

- Pg 151 - Uma das concepções equivocadas mais comuns com relação à infidelidade é que ela é o primeiro passo na queda de um relacionamento em outros pontos saudável. Na verdade, um caso ou uma traição é, talvez, mais um sintoma de problemas existentes e um sinal de advertência do que um golpe repentino e inesperado no relacionamento.

Quando os dois parceiros se sentem preenchidos e contentes com o relacionamento, um caso é muito improvável.

 

- Pg 152 – Por que a infidelidade ocorre

1 – Ausência de satisfação no relacionamento

...As mulheres insatisfeitas com o casamento têm maior probabilidade de trair do que os homens. Isso pode acontecer por que os homens são mais motivados a trair por fatores como oportunidade do que por motivações continuar e profundamente arraigadas...

... o lado sexual de um relacionamento é sempre muito mais importante para um homem.

2 – Um mecanismo de enfrentamento

Um caso pode se tornar uma forma de enfrentamento se o casamento estiver em crise.

3 – É “Hereditária”

A infidelidade está intrincadamente vinculada a padrões familiares, da mesma maneira que a indisponibilidade emocional, problemas com compromisso e questões sexuais estão ligados às nossas experiências com relacionamentos no início da infância. Pesquisas mostram que ser infiel é quase hereditário.

... Se crescemos em uma atmosfera em que a mãe está sempre enfrentando a última traição do pai, é provável que aceitemos esse modelo de relacionamento como normal, e iremos tolerar, iniciar ou até esperar a infidelidade.

4 – É um tipo de personalidade

Alguns especialistas acham que alguns tipos de personalidade têm maior probabilidade de trair. Por exemplo, pessoas que ficam facilmente entediadas, têm períodos de atenção curtos, sentem-se insatisfeitas ou sofrem de baixa autoestima têm uma probabilidade maior de serem infiéis. (narcisistas tb).

 

- Pg 154 – Como já determinamos, embora sexo possa ser ‘apenas sexo’ para um homem, a frase nem sequer existe no vocabulário da maioria das mulheres. Para elas, raras vezes é ‘apenas sexo’, por que tendem a dar muito mais significado emocional ao ato físico.

... Assim, os dois gêneros tentam justificar a transgressão usando sua visão específica do sexo. Por ironia, as desculpas dadas por cada gênero são o seu pior pesadelo. Para um homem, a traição física por parte da sua parceira é mais devastadora para a sua psique, ao passo que uma mulher é mais ferida pela infidelidade emocional exibida por seu homem.

 

- Pg 155 – Entender o significado de um caso permite extrair as questões reais subjacentes. Como a infidelidade é, em geral, um sintoma de problemas no relacionamento, você deve descobrir por que o caso aconteceu e o que ele indica sobre seu relacionamento. Quando traímos um parceiro, não estamos apenas o traindo; em geral, estamos transmitindo várias mensagens. Segundo os pesquisadores que estudam dinâmica de casal, cada uma das mensagens que se seguem reflete um significado particular.

a. vou fazê-lo prestar atenção em mim.

b. eu me sinto desconfortável precisando tanto de você

c. Isso me preenche

d. Eu sinto um dever em relação ao meu parceiro, mas estou apaixonado por outra pessoa.

e. Ajude-me a deixar o meu parceiro.

 

- Pg 156 – Reconstruir um relacionamento após a infidelidade pode ou não ser possível, dependendo desses significados.

 

- Pg 160 - ,... no fim a única pessoa que importa é você. Ir em frente depois da infidelidade diz respeito a estabelecer com o que você consegue conviver. O que vai deixa-la contente? Como deve prosseguir, no relacionamento ou sozinha? E a resposta, para a maioria das pessoas, é simples. Para ir adiante, precisamos fechar os capítulos, pôr um ponto final nas coisas, construir uma ponte sobre o passado. Em uma palavra, precisamos de um fecho.

 

- Pg 161 – Se você decidir que quer que o seu relacionamento continue, vai precisar enfrentar as questões básicas reais e encontrar maneiras de ir adiante. Você pode fazer isso lidando com o que aconteceu. Há passos para investir na reestruturação e na reconstrução do seu relacionamento:

Passo 1: reconheça o que aconteceu e admita a sua parcela de responsabilidade

Passo 2: tome uma decisão sobre aquilo com que você consegue conviver

  Não se deve gastar remédio com cavalo morto. Se você sabe que jamais vai se recuperar da infidelidade, saia fora. E saia já, antes de substituir o otimismo pelo cinismo e começar a menosprezar os casamentos, cuspir nos casais felizes na rua e vaiar a interpretação de Celine Dion de “The Power of Love”.

... Com frequência, vale a pena.

Passo 3: Reconstrua a confiança e o compromisso

...Desafie seus pensamentos, pergunte a si mesma se a infidelidade torna seu relacionamento irreparável e esteja preparada para fazer uma busca honesta em sua alma.

... Mesmo quando for doloroso, tente discutir as questões. Evitar o conflito não é saudável e tentar manter a paz jamais será tão eficaz quanto conversar a respeito. Se ajudar, use o humor. Aprender a rir do drama muitas vezes absurdo da situação pode ajudá-la a expressar suas frustações e lembra-la o campo comum que vocês compartilham.

 

- Pg 170 – Nunca é fácil decidir se devemos ou não romper. Os homens e as mulheres encaram de maneiras muito diferentes as razões de um relacionamento ir mal. Um estudo realizado pela Universidade Francis Marion descobriu que, quando os homens tomavam a iniciativa de romper, encaravam a decisão como conjunta, mas, quando eram eles os ‘descartados’, viam-na como de responsabilidade única da sua parceira. As mulheres não enxergavam a situação dessa maneira tendenciosa e tinham uma probabilidade maior de pensar que ambos deviam ser responsabilizados, quer tivessem assumido a iniciativa do rompimento ou não. Além disso, quando os homens tomavam a iniciativa encaravam o relacionamento como completamente terminado, mas, quando eram os ‘descartados’, não eram tão radicais assim. Já quando as mulheres decidiam pôr um fim, eles descreviam as ações de suas parceiras como manipuladoras. Em geral, os pesquisadores descobriam que, talvez surpreendentemente, os homens ficavam mais angustiados do que as mulheres pelo fato de o relacionamento ir mal, e era mais provável que tentassem reacender o velho relacionamento. Isso vai contra a suposição de que as mulheres investem mais que os homens nos relacionamentos, pelo menos no nível emocional. O mais importante é destacar como as coisas são alteradas pelas tendências do gênero.

 

- Pg 171 – Reconhecendo os sinais de advertência

Quando ocorrem problemas em um relacionamento, um homem em geral prefere se retrair e pensar, mas uma mulher quer conversar a respeito.

 

- Pg 172 – No entanto, isso não se ajusta bem com a tendência do homem a se recolher e evitar o confronto. Sua relutância em falar é, com frequência, interpretada como uma ausência de preocupação ou esforço. Do mesmo modo, um homem pode se irritar cada vez mais com a insistência da mulher em discutir, discutir, discutir e se retrairá ainda mais.

 

- Pg 173 – Evite tirar conclusões precipitadas sobre o comportamento do seu parceiro. Em vez disso, tente se distanciar um pouco da situação e estabelecer um ponto de vista objetivo. E, quando seu parceiro tentar se comunicar, escute o que ele realmente está dizendo e não o que você supõe que ele esteja dizendo. Lembre-se de que você nunca saberá melhor que o seu parceiro o que ele está tentando dizer; portanto, escute-o adequadamente – não através de um filtro que bloqueie as palavras que podem contradizer suas suposições há muito estabelecidas.

 

- Pg 176 –

Dica 1: Esteja disposta a fazer um acordo e ver as coisas a partir de outra perspectiva.

Ninguém consegue salvar um relacionamento sozinho.

... vocês precisam pensar em cooperação, não em confrontação.

... Em outras palavras, em geral, o problema não é o que o seu parceiro faz, mas a maneira como você interpreta o que ele faz.

Se você e seu parceiro querem salvar seu relacionamento, precisam estar preparados para se distanciar das suas interpretações dos acontecimentos e aceitar que a sua visão das coisas talvez não seja 100% correta.

Dica 2: Saiba o que quer e seja assertiva

Dica 3: Enfrente a crítica

Dica 4: Aprenda a enfrentar a raiva

... quando as coisas ficam sem ser ditas, elas continuam a existir sob a superfície. Quando finalmente vêm à tona, tornam-se agressão, sarcasmo ou amargura. Deixe seu parceiro saber como você se sente de maneira breve e simples. É melhor dizer menos do que mais.

Dica 5: Se tudo o mais falhar, considere dar um tempo

 

- Pg 196 – Vocês passam um tempo de qualidade juntos, como casal?

Lembra-se daquela época em que você e seu parceiro faziam coisas? No início de um relacionamento, o foco em geral está em encontrar atividades de que ambos desfrutem e usá-las para conhecer um ao outro. Quando o relacionamento se solidifica e se torna mais confiável, esse tempo de qualidade é com frequência negligenciado. Afinal, se vocês moram juntos, já passaram tempo suficiente um com o outro, certo? Errado! Há uma enorme diferença entre compartilhar o jantar em silencia, diante da TV, e realmente desfrutar da companhia um do outro. Tempo de qualidade como casal significa compartilhar atividades. Significa se sentirem próximos e nutrirem seu relacionamento, o que pode ser feito compartilhando preocupações e sentimentos, discutindo a casa de seus sonhos e reservando dias para fazer algo juntos.

 

- Pg 197 – Você se sente amada?

Amar alguém é importante, mas sentir, na verdade saber, que se é amado é igualmente importante. Quando nos sentimos amados e seguros dentro de um relacionamento, ficamos confortáveis em ser nós mesmos e revelar os aspectos bons e maus da nossa personalidade. Em um casal que tem sintonia, os dois abraçam o fato de que sua outra metade os conhece bem e ainda assim os ama. Essa segurança nos permite sermos abertos, honestos e vulneráveis.

Sentirem-se amados é o que fará os dois enfrentarem os maus momentos da vida.

 

- Pg 198 – Casamento é uma coisa complicada, mas se você aceitar isso desde o início não terá problemas em enfrentar o desafio.

 

- Pg 204 - ...a verdade é que casais perfeitos não existem, o amor precisa ser cultivado e os relacionamentos amorosos requerem tempo, paciência e manutenção regular.

 

- Pg 206 – Para fazê-lo, determine se seus pensamentos estão distorcidos ou equivocados, testando-os. Entenda que, mesmo que seus pensamentos pareçam válidos e verdadeiros, eles podem não aguentar a análise. Pergunte a si mesma:

            Qual é a evidência em favor da minha interpretação?

            Qual é a evidência contrária à minha interpretação?

            Há alguma explicação alternativa para o comportamento dele?

 

- Pg 207 – Quando falamos sobre a aquisição de novos comportamentos, não significa que você e seu parceiro tenham de realizar transplantes de personalidade. Vocês são quem são, e as pequenas idiossincrasias de personalidade que você possui são provavelmente a razão de seu parceiro ter se apaixonado por você. Mais comumente, apenas mudanças sutis são requeridas para dar uma virada no seu relacionamento. Pequenas mudanças podem conduzir a mudanças podem conduzir a resultados espetacularmente grandes! Mas as mudanças, não importa quão pequenas sejam, são com frequência assustadoras.

... Continue tentando. Ninguém disse que seria fácil. As principais mudanças de relacionamento não ocorrem da noite para o dia. Comece com expectativas realistas, para não ficar desapontada, desiludida e desesperada com todo o processo.

 

- Pg 209

1 – Examinar suas crenças básicas e avaliar até que ponto elas são realistas

2 – Negociar, negociar, negociar

3 – Qualquer problema é importante

4 – Pode não haver solução perfeita

5 – Expresse seu amor e afeição por seu parceiro

6 – Demonstre sensibilidade diante das preocupações e dos pontos vulneráveis do seu parceiro

 

- Pg 210 – Quando acertar essas coisas, os resultados poderão mudar sua vida. Compartilhar pensamentos e comportamentos positivos é como fazer depósitos no banco. Com o tempo, um crédito saudável e robusto terá sido criado e essa rede de segurança vai ampará-la e ao seu parceiro nos momentos difíceis.

Alguns livros de nossa lista:

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