top of page
Benis Arapovic 3.png

Introdução

“Eles sonham durante o namoro, mas acordam na vida conjugal” – Alexander Pope

 

“A maior causa de divórcios em todo o mundo é o casamento” (A.D.)

 

Um curso pré-nupcial e conjugal tem por objetivo levantar diversas questões, situações e dificuldades que poderão sobrevir sobre aqueles que irão se casar e até para os já casados, poupando-os assim de sofrimento, trazendo-lhes a possibilidade de aprender muitas lições sem precisar necessariamente ‘aprender com os próprios erros’.

 

“Os tolos nunca aprendem.

Os inteligentes aprendem com seus próprios erros.

Os sábios aprendem com os erros dos outros”. Provérbio chinês

 

É evidente que nenhum preparo, por mais completo e especial que seja, tornará um casal completamente livre de conflitos – eles sempre existirão – mas, se ambos se dedicarem com afinco na busca por um casamento feliz, aprenderão estratégias eficazes para a manutenção de uma família bem estruturada, blindada e sólida. Note: eu disse ‘casamento feliz’, não ‘casamento perfeito’. Nunca existiu nem jamais existirá um casamento perfeito, mas qualquer um pode viver um casamento feliz se e somente se aplicar determinadas ‘regras’ de relacionamento conjugal que você verá no decorrer destas páginas.

​

Poderíamos concluir aqui se as pessoas seguissem um versículo deixado pelo apóstolo Paulo: garanto que ninguém teria qualquer tipo de problema no casamento. Nenhum mesmo! Imagina isso!

 

I Co 7:1b: “...é bom que o homem não se case”. 8 – “Agora, sobre os solteiros e as viúvas eu digo isto: É melhor que eles permaneçam sem se casar, assim como eu...”

 

Tão simples não é? Como não pensei nisso antes? (risos). Mas brincadeiras à parte, nunca soube de alguém que decidiu se casar com a exclusiva intenção de ser infeliz (isso seria masoquismo demais), ou por que sempre sonhou em fazer o outro infeliz (isso seria sadismo demais), no entanto apesar das boas expectativas, por que vemos tanta infelicidade? Tanta insatisfação? Tanta infidelidade? Tantos divórcios? Segundo dados estatísticos1, de 1984 a 2016 o número de casamentos aumentou em 17%, enquanto o de divórcios aumentou 269%! De posse destes dados, só podemos concluir que as expectativas dos noivos são completamente diferentes da realidade quando casados! O que está acontecendo entre uma e outra fase para provocar isto?

​

Não são poucas as respostas para a degradação da instituição ‘família’. Qualquer um, mesmo os mais desatentos, hão de perceber a grande conspiração vinda de todos os lados: televisão, jornais, artistas, canções, filosofias, religiões, redes sociais, internet, política, filmes, dentre muitos outros, todos pressionando e lutando contra a família nuclear tradicional. Também percebemos claramente que, além da poderosa influência espiritual demoníaca por trás deste complô, temos também outra grande força conspirando contra as famílias: os próprios cônjuges, cada um com sua falta de empatia, com seu amor condicional, egoísmo, compulsão sexual desenfreada, egocentrismo, e até mesmo no despreparo para um passo tão importante e marcante em sua vida.

​

Se sabemos que a família é a base da sociedade, e famílias doentes gerarão uma sociedade igualmente doente, quais tem sido os resultados deste conjunto de ‘explosivos’ ao longo dos anos à nossa volta? Vamos lá: cultura anti-casamento, poliamor, hedonismo, homossexualidade, relacionamento aberto, swing, ménage à trois, poligamia, zoofilia, pedofilia, trisal, aborto, relativização moral, infidelidade, feminismo, machismo, aumento do índice de suicídio (principalmente infantil), drogas, prostituição, sadomasoquismo, ninfomania, doenças sexualmente transmissíveis, pornografia, a completa destruição dos valores morais, aumento exponencial do número de divórcios, e etc.

 

“Liderar uma família atualmente, em meio ao caos reinante no que se refere a conceitos, valores, caráter e comportamento, é como dirigir uma pequena patrulha em território inimigo, ocupado por soldados bem treinados e armados, com a agravante de ser um campo infestado de minas mortais.” (KEMP, Jaime. Pai inteligente influencia o filho adolescente: se você não fizer, alguém o fará. São Paulo: Graça Editorial, 2013. p. 7.)

 

Como não ser contaminado por toda essa ‘cultura’ anti-casamento? Como ter certeza de que, embora as famílias estejam se esfarelando, a sua se manterá sólida? Como blindar o seu relacionamento para que estas armadilhas não minem e destruam seus sonhos? Se estas não são reais preocupações para você, então já há algo a ser corrigido em sua maneira de pensar. Se, numa situação hipotética, diversas armas estão apontadas para você, não seria motivo de buscar proteção e meios de se defender? Pois é, seu casamento também é um prioritário alvo do inimigo, ou você busca proteção, fortalecimento, estratégias, ou de seu sonho não sobrará nada mais que destroços.

​

A boa notícia é que você está lendo este material, e se for até o fim com a mente aberta para receber as lições e colocando-as em prática, você estará no caminho certo para ser ainda mais feliz, realizado(a) ajudando a conduzir sua família na contramão das tenebrosas estatísticas familiares atuais.

​

Muitos dos conceitos aqui descritos já podem ser colocados em prática, outros precisarão de um processo de médio ou longo prazo que você precisará vivenciar. Uma invisível placa com os dizeres “Em obras” estará sempre pendurada no seu pescoço, e sinceramente espero que seja assim até seu último respirar; isto será prova do seu desejo de mudar sempre, melhorar sempre: hoje ser alguém melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.

​

É importante salientar que você só conhecerá mudanças na sua vida se não for orgulhoso(a). O orgulhoso não quer mudar; ou por que se acha certo, ou por que mesmo percebendo que está errado, não quer dar o ‘braço a torcer’. Deste modo, não poderá jamais aprimorar-se como marido, esposa, amigo, funcionário, servo e como ser humano.

​

Portanto, escolha abrir mão do orgulho, caso haja, e então viva dias cada vez melhores. Seja exemplo aos amigos, aos familiares, à sua comunidade e colegas de trabalho. Prove que é possível ser melhor, que é possível reconhecer erros e traçar estratégias para não mais praticá-los. Casamentos felizes e bem-sucedidos não são frutos de sorte, do acaso, alinhamento das estrelas, ser cristão ou muçulmano, mas da escolha do futuro cônjuge ideal, da motivação correta para casar-se, do momento certo, da busca diária por compatibilidade, empatia, investimento emocional na relação, boa comunicação, respeito, dentre outras importantes características que você verá neste material.

​

Já que este ‘curso’ tem como um de seus propósitos mostrar as principais dificuldades de um casamento, não é de estranhar que alguns casais repensem a data do casamento e o adiem com intuito de buscar um melhor preparo. Outros decidirão que não estão namorando a pessoa ideal e darão fim ao relacionamento. Apesar do rompimento ser algo desagradável e que traz dor, melhor que seja agora que após casados. E ainda infinitamente melhor que seja antes dos filhos!

​

Serei bastante sincero nas dificuldades de um relacionamento familiar. Não tenho a intenção de te fazer desistir do casamento; de maneira alguma. Minha intenção é acabar com expectativas surreais e fazê-lo conhecedor de estratégias sábias que aumentarão as chances de sucesso no seu futuro lar, vivendo bênçãos que Deus planejou àqueles que fossem corajosos. Veja algumas:

 

“...as estatísticas epidemiológicas mais recentes demonstram que as pessoas casadas estão melhor, de qualquer ponto de vista, do que as pessoas divorciadas ou viúvas. Isso vale para o índice de mortalidade, distúrbios psíquicos ou somáticos, doenças psicossomáticas, drogas, alcoolismo, estado das defesas imunológicas, número de infartos, cânceres e suicídios, e assim por diante. Também nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida, sobre dedicação e sucesso profissional, as pessoas casadas têm resultados melhores do que as pessoas sem parceiros. Como pode ser que a pessoa casada apresente aparentemente um estado melhor de bem estar psíquico e físico, se o casamento é tido como uma condição insuportável?” (ANDOLFI, Maurizio; ANGELO, Claudio; SACCU, Carmine. O casal em crise. 3. ed. São Paulo: Summus Editorial, 1995. p. 38.)

© 2026 por Edvanderson Rodrigues - Todos direitos Reservados.

bottom of page