top of page
Benis Arapovic 3.png

Capítulo 3 - Conhecendo (de verdade) meu futuro cônjuge

“Casamento não muda nada, revela tudo” – Pr. Silmar Coelho

 

Holly Eudy, da Carolina do Sul (EUA), após 10 anos de relacionamento acabou descobrindo pela tv que seu companheiro, Todd Kohlhepp sequestrava mulheres, as acorrentava num container bem isolado da comunidade, as tratava como animais, estuprava frequentemente e quando enjoava delas, as matava, enterrava no quintal e sequestrava outra para começar tudo novamente!

Holy.png

Imagem: New York Post

 

Se em 10 anos Holly Eudy não descobriu a obscuridade da vida de seu companheiro, imagina o que se pode esconder quando se tem pressa demais para o casamento após pouco tempo de namoro, ou quando durante a fase própria para se conhecerem, os noivos não sabem ‘como’ fazer isso adequadamente e com vistas para uma vida inteira a dois! Mas se você está lendo estas linhas, imagino que não queira ‘pagar para ver’. Parabéns! (Para conhecer ainda mais seu futuro cônjuge, sugiro a leitura do livro “700 perguntas antes do ‘sim’”, do mesmo autor.)

​

Tente imaginar sua cerimônia de casamento. Vocês dois de frente para o pastor, juiz ou padre. Estão bem vestidos, maquiagem perfeita, cabelos no melhor estilo. Você consegue visualizar mochilas ou malas que também estão carregando? Não estou falando daquelas que vocês levaram da casa de seus pais para seu novo lar dias antes do casamento. Estou falando de mochilas invisíveis que todos nós carregamos para dentro do nosso casamento. Nestas mochilas, cheias de compartimentos grandes, médios e pequenos, carregamos nossa história, nossa personalidade, caráter, costumes, regras, princípios, traumas, crenças, comportamentos, enfim, características em geral.

​

Ao longo do namoro é normal irmos abrindo alguns compartimentos e mostrando o conteúdo de nossas ‘bagagens’ ao outro, e geralmente são coisas boas, nosso lado bom, nossa bondade, o bom humor, o quanto somos generosos, lindos, hábeis em determinadas áreas, cheirosos, nossa espiritualidade exemplar, ou como dizem Les e Leslie Parrot no livro “Coloque-se no lugar dele, Coloque-se no lugar dela”,  colocamos sempre nosso ‘melhor pé’ à frente. Estes belos conteúdos de nossas mochilas chamarei de ‘rosas’. Mostrar ‘rosas’ é fácil, não?

​

Depois de um tempo de namoro, inevitavelmente acabamos descobrindo o conteúdo de alguns outros compartimentos da bagagem do outro, artigos que geralmente não chegam a inviabilizar o casamento, mas que, por não serem tão atrativos quanto as ‘rosas’, não estavam guardados nos compartimentos mais visíveis. Em certos momentos estas bagagens poderão pesar na caminhada; já não são as ‘rosas’, mas costumo comparar a ‘pedras’: impaciência, reações exageradas diante dos problemas, ansiedade, chulé de gambá morto, tagarelice, mau hálito, ansiedade, TPMs surreais, dentre outras. Andar com uma mochila que possui algumas pedras não é impossível... mas é penoso, cansativo e desgastante.

​

Infelizmente não para por aí. Você já viu bolsas que possuem compartimentos secretos? Pois é. Alguns estão entrando no casamento, ou já entraram, com o que comparo a ‘dinamites’ em suas mochilas. Raramente seu dono terá a honestidade de abrir este compartimento ao seu futuro cônjuge, preferindo manter o segredo até que em algum momento da relação o segredo ‘explode’ o sonho de um casamento feliz. Estas dinamites podem ser um vício em pornografia, pedofilia, falsa espiritualidade, um crime não pago diante da sociedade, um filho rejeitado e em segredo, desvio de caráter, e assim por diante.

​

Desta forma, percebe-se claramente a importância de se conhecer ao máximo o seu futuro cônjuge (não sexualmente) antes de casar-se. Acho de uma tremenda insanidade pessoas que acabaram de conhecer alguém, se veem loucamente apaixonadas e já se casam, ou se juntam. Não posso ser leviano de afirmar que em 100% dos casos haverá dinamite nestas mochilas, mas é fato que um descobrirá muitas coisas importantes sobre o outro já dentro de um ambiente familiar, às vezes até mesmo já com filhos, e com isso, atritos inevitáveis e de proporções desconhecidas acontecerão.

 

“Mantenha os olhos bem abertos antes de se casar, e meio fechados depois.” - Benjamin Franklin

 

Muitos divórcios se iniciam muitos antes da cerimônia do casamento por que não houve preocupação em se ter boa observação no outro, mesmo com longo tempo de namoro. Agora imagina se você não se deu um tempo adequado para ver os ‘sinais’? Será que você considera em nada a sua vida a ponto de entrega-la nas mãos de alguém praticamente desconhecido? Mas se ainda assim você responder que sim, então pergunto se seus filhos merecerão qualquer um(a) como pai/mãe? Quem sabe um agressor, um abusador, maníaco sexual ou psicopata?

Partindo do que tenho dito, quero te perguntar, e desejo que você pense bem antes de responder: você realmente conhece seu pretendente a esposo(a)? Tem certeza? O grande problema é que na paixão tornamo-nos cegos: ou não vemos o que deveríamos ver, ou vemos, mas ignoramos. É o mesmo que se jogar no escuro! Gosto do que aprendi com Renato e Cristiane Cardoso1: ”Você precisa usar de discernimento. Uma coisa é uma laranja podre. Você não conseguirá recuperá-la, por mais que tente. É melhor jogar fora. Outra coisa é uma banana verde. É dura, não dá para engolir, mas com o tempo e as condições certas, pode amadurecer e ficar muito boa. Seu namorado é uma laranja podre ou uma banana verde?”. E sua namorada? Você já namorou tempo suficiente para responder?

​

Procure saber o máximo sobre a outra pessoa SIM! Não aceite o argumento de que “você precisa confiar”, de que “é feio ficar ‘bisbilhotando’ a vida do outro”. Existem milhões de casos de pessoas que confiaram e sofreram amargamente. Sim, você precisa confiar após casar-se, mas antes deve conhecer bastante. Não há nada de errado em recolher o máximo de informações daquele(a) com quem você vai dividir toda a sua vida e que será pai/mãe de seus filhos. Se você fosse fazer sociedade para abertura de uma empresa, certamente pesquisaria tudo sobre o seu pretendente a sócio de modo a não vir sofrer mais tarde com um preguiçoso, fraudulento e sem caráter, não é mesmo? E por que não pode fazer todas as pesquisas necessárias sobre aquele que será muito mais que um sócio “até que a morte os separe”?

​

O namoro é a fase própria para que se conheçam melhor, conheçam sonhos, projetos, planos, defeitos, qualidades, famílias, e quase tudo o mais. Este é o momento de você observar atentamente o comportamento do outro, como ele age (e reage) em cada situação em que é exposto. Lógico que por toda a vida vocês estarão trocando conhecimento sobre vocês, mas no namoro deve conhecer o suficiente para decidir se é com esta pessoa que você compartilhará sua única vida.

​

Já o noivado é uma fase de maior responsabilidade onde ambos já se conhecem o suficiente para terem coragem de dizer: “É ele(a)!”. Nesta fase começam os preparativos para o casório, da casa onde viverão, móveis, a definição da data, convidados, como se manterão financeiramente, etc.

​

“Pastor, já casei. E agora?”. Bom, seu cônjuge certamente já mostrou as rosas, acabou te deixando perceber umas pedras, mas te pergunto: você já viu alguma dinamite nas malas dele? Me responda seriamente: seria alguma atividade criminosa? Essa dinamite é do tipo que você consegue ‘digerir’ enquanto resolve a questão com diálogo, tratamento psicológico, espiritual, ou algum outro? Seu cônjuge está se esforçando para abandonar a ‘dinamite’? Esta prática indevida é algo que coloca sua vida ou a de seus filhos em risco? É algum tipo de abuso físico, psicológico ou emocional que traz danos irreversíveis a você ou aos seus filhos? Você precisa colocar tudo isso numa ‘equação’ antes de decidir o que fará de sua vida e da vida de seus filhos. Em primeira mão digo que dinamites podem ser abandonadas, e prova disso é minha história de vida. Houve uma época em que minha mochila tinha mais ‘dinamites’ que rosas ou pedras. Mas consegui, com ajuda de Deus e de psicólogos, abandonar os ‘explosivos’ um a um. Minha digníssima esposa só se manteve ao meu lado por que, em primeiro lugar, havia uma promessa da parte de Deus de que esta situação se reverteria, em segundo lugar, por que nem ela nem os filhos corriam risco de vida, e, por fim, eu havia prometido mudar e ela via minhas tentativas de mudança.

​

Não é uma decisão fácil. Nem é algo a ser decidido sozinho(a). Peça direcionamento de Deus, busque aconselhamento com seu pastor, com um profissional sensato, e etc. Tome esta decisão com muita calma, após muitas ponderações. Não se precipite... mas não se acovarde. Se alguém é insano o suficiente para carregar explosivos, você então precisa ocupar o lugar de ‘pessoa sóbria’ para encaminhar bem sua vida e de seus filhos.

 

Se você ainda não se casou, aqui vai uma pequena lista de características para você observar, bem como perguntas para começar a se fazer, buscando conseguir respostas claras e principalmente racionais. Se já é casado(a), procure ao menos assimilar as informações para repassá-las aos filhos, sobrinhos, etc.

 

1 - Qual o comportamento dele(a) na casa dos pais? Como costuma tratar pais, irmãos, irmãs e demais familiares? Nada justifica um comportamento inadequado como a falta de respeito com os pais, gritos, agressões verbais ou físicas, mentiras, etc. Não caia na furada de dizer que “os pais dele(a) são chatos, por isso ele(a) faz o que faz”. A moça grita com o pai? Com a mãe? Muito provavelmente mais cedo ou mais tarde vai fazer o mesmo com o marido. Talvez você diga: “Que nada... ela me trata muito bem, não dou os motivos que os familiares dela dão para ela gritar”. Que ilusão! Lembre-se: no namoro só mostramos o nosso ‘melhor lado’. Ele(a) parece perfeito(a) agora... mas se você pagar para ver, pode pagar caro!

 

2 – Ele(a) te respeita? Te envergonha na frente dos outros? Conta detalhes sobre sua vida, ou a intimidade dos seus familiares a outros? Tenta te manipular? Chantageia? Tenta te forçar a fazer algo que você não quer fazer? Se não há respeito agora, nada disso vai melhorar com as alianças na mão esquerda. Pelo contrário, tende a piorar.

 

3 – Ele(a) já se envolveu ou tem interesse em relacionamento homossexual? Antes que você ache esta pergunta absurda, saiba que existem muitos que por pressão da sociedade, vergonha, medo da reação dos pais ou por causa de religião decidem ‘suprimir’ seus impulsos e desejos homossexuais. Às vezes já até deram umas ‘escapadelas’ no passado, mas estão tentando viver como heterossexuais. A pergunta que você precisa se fazer antes de decidir pelo casório ou não é: “e se, durante o casamento, seu cônjuge não conseguir se manter no que planejara e “cair” nesta tentação?

​

O grande problema com os impulsos sexuais é que eles podem ser os mais fortes impulsos na vida de uma pessoa, até um ponto em que a tentação é tão grande que, aliada a uma oportunidade, acaba correndo grande risco de ser ‘ressuscitado’. Já vi situações em que o casamento foi desfeito, mesmo já com filhos, por que um dos cônjuges decidiu parar de refrear seus impulsos homossexuais e se assumir diante de todos. Também conheci casos em que alguém abandonou a vida de homossexual, constituiu uma família tradicional, vivendo assim por longos felizes anos (aparentemente).

​

Sendo assim, percebe-se que o risco de se casar com alguém que vive ou viveu este dilema e de repente ser trocado(a) por um relacionamento homossexual existe, assim como em tantas outras áreas. É importante você saber antes de se casar, não para descartar a possibilidade de imediato, mas para colocar estes dados na equação de modo a tomar a decisão mais acertada.

 

4 – O que ele(a) pensa sobre o sexo? Tudo pode entre o casal? Tem interesse em práticas sexuais peculiares como voyeurismo, swing, ménage a trois, sadomasoquismo, dentre outras? É importante colocar este ‘papo’ na mesa. Acontece com grande frequência de um casal ter problemas nesta área por que alguém (geralmente o homem) traz certas fantasias para o casamento e quer obrigar o outro a realizar. Exemplos clássicos: grande parte dos homens deseja sexo anal enquanto a maior parte das mulheres não quer; muitos homens querem assistir a vídeos pornográficos com a esposa durante o sexo, a maior parte das mulheres não quer; alguns homens querem dar umas 'tapinhas’ na mulher durante o ato, enquanto não são todas as mulheres que desejam recebe-los, e assim por diante!

​

Se ele(a) mentir nestas conversas anteriores ao casamento e suprimir possíveis fetiches, não poderá chegar ao casamento fazendo exigências quanto a eles. E mesmo que ele suprima este tipo de informação, é importante que você deixe bem claro o que entende por sexo no casamento, o que entende como ‘normal’ e o que é ‘bizarro’ para você. Se o outro mesmo assim decidir se casar, saberá muito bem que não poderá exigir nada além do que foi ‘combinado’ antes, a não ser que você queira expandir seus horizontes e mudar tratos feitos antes do casamento.

 

5 – Ele(a) é trabalhador(a) ou dorme até tarde? Não para em emprego nenhum? Gosta de ficar nas redes sociais, ou assistindo filmes, em games? Passeando com gaiola de passarinhos pelo bairro? Batendo papo com amigos ou vizinhos? Isso pode impactar terrivelmente um casamento.

​

Há casos em que a família passa por necessidades financeiras e mesmo assim aquele que deveria ser o provedor não tem ao menos coragem de sair à procura de um emprego, cabendo ao outro ter que trabalhar, dar conta da casa e também dos filhos, ou então pedir ajuda aos pais para manter as despesas da própria casa. Noutras situações, a esposa decide ser ‘do lar’, mas quando o marido chega cansado do trabalho encontra uma praça de guerra dentro de casa, crianças sujas, panelas vazias e ainda sujas sobre o fogão, péssimo odor no banheiro, e por aí vai.

 

6 – Você já parou para observar o caráter dele(a)? É mentiroso(a)? É manipulador(a)? Chantagista? Tem princípios morais? Valores? Desrespeita pais, chefes e líderes? É infiel? Você já viu quando ele(a) demonstrou falsidade com alguém? As amizades são boas ou más influências?

​

Se seu pretendente é mentiroso, falso, desrespeitoso, infiel, não se iluda achando que ele(a) só fará isso com os outros e com você terá caráter. Se alguém não tem caráter, não tem! Será assim com todos: com a mãe, pai e esposo(a)!

 

7 – Seu/sua pretendente é uma pessoa orgulhosa? Se sim, saiba que o orgulhoso não saberá te pedir perdão quando errar por que, na verdade, ele não vê seus comportamentos como erros – e mesmo que perceba a falha, não a assumirá. O orgulhoso também preferirá ver sua família passar necessidade financeira do que abrir mão de seus diplomas e trabalhar em algum serviço considerado ‘inferior’ por ele. Para casos como este, o Pr. Silmar Coelho aconselha:

- Vai vender pipoca, amado!

- Eu? Ser pipoqueiro?

- Não quer ser pipoqueiro? Diga aos outros então que você é pipocólogo, formado em pipocologia, o importante é que você vai ganhar 2000% de lucro vendendo pipoca, e poderá manter sua família com dignidade!

 

8 - Gosta de violência ou costuma praticar algum tipo de violência com pessoas ou animais? Tem antecedentes criminais? Não que você não possa se casar com alguém que já cometeu um crime. Isto é possível – pessoas podem mudar! Mas você precisa ter certeza de que essa mudança aconteceu mesmo, e que as chances são remotas dele cometer crime(s) novamente.

 

9 – Como é o emocional dele(a)? Você considera que é equilibrado ou desequilibrado? É ciumento(a)? Possessivo(a)? Inseguro(a)? Sempre desconfiado? Explosivo(a)? Violento(a)? É uma pessoa negativa e sempre pra baixo? Pessimista?

​

Algumas pessoas cresceram expostas a muitas situações deploráveis dentro de suas casas, recebendo altas e frequentes descargas de adrenalina, tornando-se um ‘dependente’. Quando já adultas, podem inconscientemente provocar situações que gerem novas descargas de adrenalina que saciem seu vício.

​

Você sabe se ele(a) já passou por traumas, abusos emocionais, abusos físicos, sexuais, violência doméstica, ou outras questões do tipo? Estas situações certamente causam feridas profundas que trarão consequências de alguma forma desconhecida, em algum momento desconhecido, tendo como estopim algo também desconhecido, e tudo isso sem você esperar, podendo (repito: podendo) colocar tudo a perder. É importante que se converse sobre isso, que sejam bem honestos um com o outro, e se for o caso, tratar isso com a ajuda de um profissional.

 

10 – Qual a idade dele(a)? De acordo com pesquisas realizadas nos anos 2006, 2010, 2011 a 2013 pelo sociólogo Nick Wolfinger, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e publicado pelo Instituto de Estudos da Família, a idade ideal para se casar está compreendida entre os 28 e 32 anos, onde as taxas de divórcio são as menores. Para cada ano após os 32 a taxa de chance de divórcio sobe em 5%.2.

​

Já os sociólogos da Universidade de Maryland de Phillip Cohen discordam, e de acordo com seus estudos a idade ideal estaria entre os 45 e 49 anos! 3

​

Imagina... um casal de noivos cristãos ter que esperar tanto para casar! Não vai dar certo, vai? (risos). Brincadeiras à parte, fato é que os especialistas desaconselham o casamento entre pessoas muito novas, que acabaram de sair da adolescência ou que entraram a pouco na juventude. Os mais novos geralmente ainda são inconstantes, indecisos, não possuem boa experiência de vida, ainda não concluíram seus estudos, não possuem uma renda adequada às necessidades do lar, estão em empregos provisórios, a maturidade ainda não está bem desenvolvida, e etc.

 

“Para tudo há um tempo determinado debaixo do céu” Ec 3:1-8

 

Quando comecei a namorar aquela que veio a ser minha esposa, ela tinha 13 anos! Com 17 ela se casou comigo no civil e alguns dias depois, já com 18, foi realizada a cerimônia na igreja. Passamos por muitas e grandiosas lutas que provavelmente não aconteceriam se tivéssemos esperado um pouco mais. Chegamos inclusive a nos separar algumas vezes (por alguns dias apenas), mas aprouve Deus que fôssemos a exceção da regra e hoje estivéssemos juntos para compartilhar nossas experiências.

​

Coloque na ponta do lápis: em quanto tempo pretendem se casar? Especialistas dizem que um tempo ideal entre namoro e noivado é algo em torno de 2 ou 3 anos. Vocês pretendem se casar dentro deste tempo? Se você sabe que não tem a idade ideal, nem mesmo o mínimo de condições de se casar dentro deste período, então espere o momento certo para que não corra o risco de se precipitar e chorar (e fazer chorar) depois.

​

Mais uma vez, sabiamente aconselhou Salomão: “Não incomodem o amor enquanto não chegar o tempo...” (Ct 3:5)

​

Ainda falando sobre idade, agora tratemos sobre o quão distante é sua idade da dele(a). Certamente você conhece algum casal em que a diferença de idade é grande, mesmo assim aparentemente se dão bem. Sim, isso pode acontecer, mas você precisa estar ciente de que isto é contrário às estatísticas.

​

Um estudo da University Emory de Atlanta - EUA, realizado com 3 mil pessoas, diz que um relacionamento formado por um casal que tenha uma diferença de idade de 5 anos tem chances de divórcio perto dos 18%, se de 10 anos, sobe para 30%, se 20 anos, vai para 95%! De acordo com este estudo, a diferença de idade mais próxima da ideal é de um ano apenas.

​

É comum que num relacionamento com relativa diferença de idade, em algum momento o mais maduro requeira maturidade do mais novo, algo que este ainda não adquiriu, por motivos óbvios. Também pode acontecer de o mais jovem requerer do mais velho atitudes e comportamentos de pessoas mais jovens, algo que este não mais vive. A aparência, mais cedo ou mais tarde, ficará discrepante, o apetite sexual, em determinados casos pode haver a dificuldade de se conseguir engravidar. Há o problema do preconceito; será comum alguém que não os conhece perguntar: “É o seu pai?”, referindo-se ao seu esposo, sendo que o mesmo pode acontecer sobre a esposa. Nesta discrepância das idades as afinidades geralmente não são as mesmas já que a vida é feita de fases, e se cada um estiver vivendo numa fase diferente do outro, isso pode vir a tornar-se nitroglicerina no relacionamento. As chances de infidelidade aumentam quando as diferenças físicas e sexuais se tornam mais evidentes, e isso tudo só para começar a conversa.

​

Desde os primórdios, é comum que a mulher escolha homens mais velhos para o relacionamento, já que eles geralmente adquirem maturidade um pouco mais tarde que elas. Mas deve-se lembrar que o ideal é que esta diferença não seja grande.

​

À medida que a idade avança, esta diferença vai deixando de ter tanta importância. Veja: quando a comunidade sabe que um homem de 40 anos casou-se com uma moça de 20, há um burburinho de comentários maldosos, o que geralmente não ocorre se o homem tem 75 e a mulher 55!

 

11 – Seu pretendente é de outro país? Ele está definitivamente estabelecido no mesmo país que o seu? Ou está ‘de passagem’?

Por mais que possa parecer algo tentador e interessante casar-se com alguém de outro país, isso pode trazer algumas complicações. Mesmo que você diga que ele está estabelecido em definitivo no mesmo país que o seu, quem garante que diante de um desemprego ou qualquer outra dificuldade ele não resolverá voltar ao país de origem, à própria família? Então você pode estar querendo perguntar: “Tá, e daí? Qual o problema de irmos morar no país de origem dele(a)?”. Vamos ver algumas possibilidades:

​

Você já conhece bem os costumes do país em questão? Há alguns onde o casal vive com os pais do marido, e a sogra fica durante todo o dia ensinando à nora como ser uma boa esposa (a sogra pode até disciplinar a nora com umas tapas). Noutros, a mulher sofre com um machismo que ultrapassa qualquer coisa que você já tenha visto, chegando a ser comum a violência doméstica, sem qualquer tipo de punição ao agressor. Também existem países onde você não tem liberdade religiosa, outros de grande pobreza, outros de constantes guerras. Longe de seu país você estará longe de sua família, de seus amigos. Se você tiver um sério problema conjugal, a quem vai recorrer estando tão longe? Você já deve ter assistido, com alguma indignação, reportagens falando de maridos estrangeiros que retornaram ‘fugidos’ para seu país de origem levando os filhos do casal, deixando a mãe sem qualquer contato com eles, impossibilitada de visitá-los, e mesmo recorrendo ao governo brasileiro, é comum não  conseguir êxito em resolver a questão, pois alguns destes países não possuem qualquer acordo com o país onde você está. Assim, a mãe de repente se vê sem os seus filhos, e pior, possivelmente para sempre! Alguns países também veem com discriminação e preconceito os imigrantes que lá chegam para se estabelecer. E tudo isso relatado neste parágrafo são apenas algumas hipóteses que apenas arranham a superfície do ‘iceberg’.

​

Portanto, o que pode parecer um sonho, no final pode tornar-se um pesadelo! Antes de deixar a empolgação tomar conta de você e nortear sua decisão, pense bem, e racionalmente.

​

Ps.: por mais que pareça que estou levantando um montão de ‘possibilidades ruins’ para jogar baldes de água fria nos ânimos, a intenção não é esta. Na verdade, estou aqui para alertar e levantar hipóteses que talvez ainda não tenham sido levadas em conta. Os pontos favoráveis e positivos certamente você já pensou... estou aqui para equilibrar a balança e te possibilitar uma decisão coerente e com poucas chances de arrependimentos posteriores.

 

12 – Ele(a) é mimado(a)? Não ajuda em nada em casa? Super protegido(a)? O ‘pratinho’ de refeição dele(a) é sempre feito pela mamãe e entregue na mão? Uhhh... problema à vista!

​

Você terá que fazer o mesmo que a mãe dele(a) sempre fez, dando-lhe 24 horas de atenção por dia, ou ele(a) fará comparações nada agradáveis! Atenção dobrada! Você pode estar levando um(a) ‘filho(a)’ para o casamento, ao invés de um(a) esposo(a)!

​

Geralmente um cônjuge mimado não sabe pregar um prego na manteiga, nem mesmo fazer um ovo, já que a superproteção que recebia o impedia de fazer trabalhos em que pudesse se cansar, suar ou se machucar! Eles têm ‘nojinho’ de um monte de coisas que para a grande maioria são situações normais: lavar banheiro, retirar o lixo, lavar louças com restinhos de comida, trocar fraldas de bebês, etc. Também possuem uma enorme lista de alimentos que não comem de jeito algum. E mais: se não forem o centro das atenções ficam de ‘biquinho’, e por aí vai.

​

Quando um(a) esposa(a) mimado(a) não vê suas vontades realizadas por seu cônjuge, correrá para o colinho da mamãe onde receberá tudo o que sempre gostou de ter. Talvez até faça biquinho ao reclamar para sua mamãezinha sobre a falta de zelo por parte de seu cruel cônjuge.

​

E sabe o que é pior? Se a mãe dele(a) o(a) criou assim, certamente irá criticar a sua maneira diferente de criar o(a) filhinho(a) dela! Possivelmente fará comentários do tipo “ele(a) não gosta do mingau com pelotas... você precisa coar antes de servir”, ou “um absurdo você passar as calças dele sem vincos na frente”.

Você vai suportar tudo isso?

 

13 – Tem quanto tempo que ele(a) saiu do último relacionamento? E quais foram os motivos? Será que ainda sente algo pelo(a) ex? E se o(a) ‘ex’ estalar os dedos para seu atual pretendente, ele(a) voltará correndo para o relacionamento anterior e te deixará na ‘sofrência’? Você se sujeitará a viver sempre à sombra dessa terceira pessoa?

​

Não é saudável iniciar um relacionamento sem um período de “cura” do relacionamento anterior. Não é saudável “curar um velho amor com um novo amor” como afirmam por aí. Só inicie um novo relacionamento quando o anterior não mais mexer com suas emoções, e tenha o máximo de certeza que seu namorado também já está ‘curado’ e que, assim, provavelmente não terá recaídas.

 

14 – Seu futuro cônjuge pratica a mesma religião que você?

Certamente você já ouviu alguém dizer sobre o quão problemático pode ser este tipo de união. O magnífico livro “Em busca do amor no casamento”, de John M. Drescher, diz: “O índice de divórcio é mais de 5 vezes maior nos casos de casamentos mistos, comparado com os casamentos em que ambos os parceiros vêm dos mesmos grupos ou de grupos religiosos semelhantes..., ... Quando surgem os filhos, as diferenças religiosas geralmente parecem se agravar...”. Você tem realmente coragem de se arriscar tanto?

​

Veja o que diz em II Coríntios 6:14-16 – “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” Não adianta perguntar a Deus se é da vontade dEle que você se case com alguém de outra religião; Ele já deu a resposta a esta pergunta na Bíblia! Traga-o para o seu ‘lado’ ou desapegue enquanto há tempo!

​

Então talvez você diga, e com toda razão: “Casar-se com alguém da mesma religião não é garantia de felicidade no casamento; conheço casamentos mistos que me parecem bem-sucedidos”. Ok, reafirmo que você tem razão, mas precisamos observar as estatísticas. Não pegue uma exceção e use como regra. Se há alguma chance de dar errado com alguém da mesma religião, imagina se vocês forem de religiões diferentes...

 

15 – Seu pretendente já foi casado? Ou viveu maritalmente? E você? Se sim, quais foram os fatores que destruíram este relacionamento anterior? Você acha que, a vista de tudo o que tem observado até aqui, seria possível salvar aquele relacionamento se você tivesse o conhecimento que tem hoje? O que você não gostaria de vivenciar neste novo relacionamento e que desgastou o relacionamento anterior?

​

Procure saber como foram os relacionamentos anteriores dele(a): por que acabaram? Tinham que tipo de relacionamento? Quanto tempo durou? Moraram juntos? Tinham relacionamento sexual? Tiveram filhos? Houve algum tipo de agressão verbal ou física? Estas perguntas, além das que não listei, podem significar muito para sua futura família, podem mostrar muito a você (caso queira realmente ver) quem é a pessoa com quem pretende se casar.

 

16 – Como é a personalidade dele(a)? Isto significa o mesmo que perguntar ‘quem é ele(a)?’? Você realmente pode responder a esta pergunta?

Nossa personalidade, isto é, quem realmente somos, é a combinação da hereditariedade e também das influências recebidas no ambiente onde crescemos e vivemos. Somos um complexo resultado da soma da nossa família de origem, relacionamentos pais e filhos, relacionamento pai e mãe, entre irmãos, da existência ou não de violência doméstica, abusos, vícios, religião que crescemos frequentando, se éramos superprotegidos, se o lar era tumultuado, calmo, se ouvíamos palavras nutridoras ou killers, heróis que venerávamos, quais livros lemos, filmes que assistíamos, se sentíamo-nos amados, se fomos abandonados e criados em lares adotivos, se viemos de lares desfeitos, se passamos privações de alimentos, se as emoções foram reprimidas, e até a ordem de nascimento dentre os irmãos vai influenciar na personalidade, e daí por diante, só para começar.

​

Seu pretendente é dramático? Tem personalidade difícil? Tolerante? Criativo? Antipático? Generoso? Introvertido? Tímido? Pessimista? Turrão? Narcisista? Persistente? Egocêntrico?

​

Homens, saibam que esposas são como ‘termostatos’ em uma casa. Se ela estiver bem-humorada, a casa ficará mais leve e o ambiente feliz. Mas se ela estiver estressada, uhhh, já sabe, né? Mulheres, um marido ‘mala’ te fará mal-humorada, e as consequências do lar ‘pesado’ poderão recair sobre você, quando na verdade você estará apenas reagindo ao atribulado que vive contigo. Então observem! Observem! E mais um pouco! É uma escolha para a vida toda! Todinha!

 

Percebeu que poderíamos ficar citando por mais centenas de páginas uma quantidade incrível de características importantíssimas para você observar nele(a)? Já conseguiu perceber que sua escolha é séria, seríssima, e que nada pode deixar passar sem observar? Qualquer coisinha pequena pode ser o tal ‘fio da meada’ que mais tarde desenrolará desgosto, frustração, sofrimento e dor.

​

Listem o que consideram ser suas fraquezas, debilidades, pontos vulneráveis, e conversem a respeito de modo a traçarem estratégias que possam desde já começarem a trabalhar. Todos temos condições de mudar comportamentos: Podemos mudar sim: Já ouviu falar em “neuroplasticidade”? “Também conhecida como plasticidade neuronal, refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências.” (Wikipédia). Certos estudiosos da área da neurociência afirmam que um novo comportamento, se repetido 21 dias seguidos, torna-se hábito. Então que tal vocês dois exercitarem novos e saudáveis hábitos?

​

Como já citado por Benjamin Franklin e faço questão de repetir, “Mantenha os olhos bem abertos antes de se casar, e meio fechados depois.”. Agora que é o momento certo de olhar tudo, questionar o que for necessário e fazer acordos, não depois de casados e já no barco. Para ‘pular fora’ depois é bem mais complicado.

​

Fato é que não existe a pessoa perfeita para se casar. Se alguém busca encontrar a pessoa perfeita, nunca vai se casar (ah, se você por acaso vier a encontrar alguém perfeito, o melhor é deixar ele(a) como está, ou você pode estragar esta perfeição dele(a)). Todos nós somos imperfeitos, inclusive você. Precisamos encontrar alguém que nos complete, mesmo com algumas “imperfeições suportáveis”. No namoro são apenas ‘defeitinhos bonitinhos, fofinhos, lindinhos’. São apenas ‘ciscos’, mas depois do casamento se transformam em “pedras no sapato”! Liste as características dele(a) que você ama, as que você apenas tolera e se houverem outras que você não aceita, valores inegociáveis, então este é o momento de conversar e deixar suas “condições” definidas. Você até poderá se casar se houverem características que você tolera, mas não ceda quanto aos seus princípios e valores inegociáveis. Como diz aquele antigo ditado, “antes só que mal acompanhado!”.

​

As pessoas, mesmo instintivamente, procuram parceiros que os completem, que os complementem. Por isso é comum ouvir que “os opostos se atraem”. O grande problema é que normalmente essas diferenças que antes os atraiam, no casamento são motivos de conflitos. Um homem calado se encanta com uma mulher ‘comunicativa’. No namoro ele gosta de ouvi-la tagarelar, passa horas olhando para ela, enquanto suspira, ao passo que ela também gosta de ter alguém que lhe dê ouvidos. Após algum tempo de casamento, ela vai reclamar e brigar com ele por que nunca fala, e ele vai se estressar constantemente com a mulher que, agora, mais lhe parece um rádio que não desliga nunca.

 

Você deve ter sido bastante confrontado em determinados assuntos que foram abordados nestas páginas, mas pense: se você quer apenas ter concordância com o que pensa ser o correto, não precisaria estar lendo este material, certo? Seria apenas continuar vivendo com suas escolhas autônomas. Mas se você está aqui, eu, seu futuro, sua futura esposa(o) e seus futuros filhos estamos realmente felizes por isso, desta forma é fundamental que seu coração e sua mente estejam abertos para o que ler.

​

É preciso ser verdadeiro, ficar atento a tudo, se ‘desnudar’ emocionalmente ao outro, falar do seu passado, dos seus sonhos, projetos, até defeitos, suas dificuldades, limitações, o que planeja para o casamento, como você vê a questão de a mulher trabalhar fora, do funcionamento dos papeis familiares, se pretendem morar no ‘puxadinho’ do quintal dos pais, ou sobre a casa do cunhado, o que pensa do sexo, questões espirituais, traumas, abusos sofridos, medos, expectativas. Procure remover a cegueira da paixão para lhe possibilitar começar certo. Construir sua casa sobre uma base ou fundação defeituosa e minada pelas mentiras e assuntos encobertos irão fazer grandes rachaduras na construção, podendo até mesmo acabar em ruínas. Tentar corrigir a base após ter construído a casa é bem mais difícil. Por isso, é sábio começar da maneira mais correta possível.

 

“Há muito mais gente infeliz no casamento por que faz o que é errado do que por ter casado com a pessoa errada” Renato e Cristiane (Casamento Blindado)

 

Diversos livros que tratam sobre relacionamento conjugal ou familiar são claros em afirmar que a maioria esmagadora dos casais são mal sucedidos em seus casamentos não por que se casaram com a pessoa errada, mas por que não sabem como manter seus casamentos, terem atitudes corretas, saberem como resolver os inevitáveis conflitos.

​

O que você precisa mudar para ser alguém melhor? Seja sincero com você mesmo! Liste, guarde bem guardadinha, vá trabalhando cada item dia a adia. Pesquise livros e vídeos que possam te ajudar a mudar.

​

Posso piorar mais um pouquinho essa equação toda que você viu até aqui? Vou lá: depois que você conhecer bem o seu futuro cônjuge, não se iluda pensando que ele será sempre assim. Todos nós mudamos um pouquinho todos os dias: frustrações, desilusões, novos estudos, conceitos, aprendizagens, comportamentos herdados dos pais e que estavam inoculados até o momento, altos e baixos das questões emocionais, sofrimentos, luto, experiências e etc. Tudo isso vai formatando, imprimindo, esculpindo uma nova personalidade todos os dias no outro. Você precisa aprender a se apaixonar pelo seu novo cônjuge todos os dias... sabemos que isso será sempre uma caixinha surpresa, você não sabe exatamente quem será seu novo cônjuge amanhã. Mas ele também está correndo o mesmo risco! Façam o melhor que puderem de modo a manter o outro sempre apaixonado pelo seu novo ‘você’.

​

“Mas o que eu faço se depois de fazer estas análises, perceber por a+b que esta pessoa não é a certa pra mim?”. Se após minuciosas análises, diálogos sinceros e oração você percebeu que esta pessoa não é a ideal para você, não tema o sofrer com o rompimento – antes agora do que investir ainda mais em algo para sofrer mais depois quando já estiverem casados e com filhos. Você manda no seu coração, e não o contrário como a maioria afirma, então comece por tirar esta falsa afirmação de sua cabeça, depois tome as rédeas de suas emoções e controle-as. Você consegue!

​

Não aceite seu(sua) namorado(a) dar a desculpa comum “depois eu mudo”, “depois que nós nos casarmos vou melhorar, vou me tratar,”, dentre outras. Em 99% dos casos é só um engodo para te levar ao altar. Se ele(a) não tem forças para mudar agora, na fase da conquista que é poderosa em mudar o comportamento das pessoas, por que mudaria depois dos fatos consumados e ter sua conquista ‘em mãos’? Determine o que não é ‘negociável’ e mantenha-se firme em princípios salutares. Não se arrisque com alguém que, estatisticamente, tem grandes chances de azedar seu casamento, te fazer sofrer, chorar, destruir seus sonhos e estragar sua vida.

 

“Não é falta de amor, mas falta de amizade o que faz um casamento infeliz.” Friedrich Nietzsche

© 2026 por Edvanderson Rodrigues - Todos direitos Reservados.

bottom of page